virtude.

 Agito-me nestas águas de mar azul,

Pelas ruas viagens estes passageiros do tempo,

Fogem-me as palavras desta minha cabeça sem corpo,

Pego-lhe na mão e digo-lhe que a amo,

Sou eu que te chamo,

Sinto-me um marinheiro numa casca de noz,

Sei que sou feroz,

Naquilo em que acredito e quero,

Por entre pensamentos e sentimentos tempero,

Aquilo que farei contigo,

Porque quero ser meigo,

Mas sei que sou rude,

E em mim terei alguma virtude,

Para que te possa fazer feliz.

M.

 

 

 

 

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