Serás tu quem me vai salvar do meu naufrágio,
Contra a corrente deixo o meu corpo,
Nas águas de sal silvestre que me queimam as feridas,
Que curam e recuperam,
O sangue de quem apenas estar,
A ouvir o bater das ondas nas rochas,
E sentir os salpicos de mar forte e valente,
Que batem com força neste rosto marcado pelo tempo,
Para lavar as cicatrizes que pelo corpo me rasgam,
A vontade de viver,
A crer de ser,
Para que em ti,
Eu possa morrer.
M.
Sem comentários:
Enviar um comentário