sombrio.

 De dentro de mim um vazio sombrio,

Sobem até ao desconhecido estes gritos,

De quem está lá no fundo sem equilíbrio,

Que a esquerda e a direita são linhas do mesmo destino,

Numa esquadria cheia de defeitos,

Jogados entre as pedras deste cretino,

Procuro a centelha de vida,

Que outros encontram sem divida,

E na dor de perder luto este demónio,

Com forças e ganas sem a proteção do génio.

M.

 

 

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