poeira.

 Que feitiço é este que desceu sobre nós,

Terás sido tu, ou terei sido eu,

Encontrei-te no cimo de uma pétala,

Ou encontras-me no fundo de um poço,

Que movimentos são estes que chamamos de destino,

São curvas sinuosas e trilhos do abismo,

Que desenham no horizonte a silhueta da beleza,

Aquela que não conhecemos,

Mas que ansiamos por descobrir,

Seremos uma esperança que se desprende sem extinguir,

Numa chama nua e crua,

Que aquece os corações de quem continua,

A acreditar que a vida são centelhas de uma fogueira,

Que foge entre o calor e o vento até que repouse em poeira.

M.

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