loucura 3.

 Pareço um ser que anda como os outros,

Mas não passo de um verme,

Que se tenta alimentar das energias que não merece,

Tenho medo de sentir isto,

Alegra-me saber que posso trazer felicidade,

Mas não sei se sou capaz de manter esse rumo,

Sou demasiado negro em mim,

Procuro na solidão uma explicação sem sentido,

Que raio ando cá eu a fazer,

Porque tenho sido bafejado com sorte,

Não sei o que querem de mim,

Quero ser e estar contigo,

Mas não sei se me podes segurar nestes momentos de escuridão,

Tenho que lutar ainda mais,

Não fui preparado ou aprendi a ultrapassar isto,

Sei que o meu caminho é tortuoso e sem facilidades,

Assim foi,

Assim será,

Serei eu capaz de chegar ao fim,

E lá estares comigo?

Não sei, porque sou complexo,

São cortinas de fumo negro que ao meu redor,

Podem cortar a tua respiração,

E sem forças afastar-te de mim,

Para em desespero eu desaparecer assim.

M.

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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