Contraluz.

 Fecho os olhos e beijo o sonho,

Subo até à colina mais alta para que nada seja medonho,

Finalmente venho da negra noite para o dia de luz,

Corro em direção a esta contraluz,

Na sua silhueta uma visão de quem vive acordado,

A pensar que apenas a sorte é bafejada a quem é ousado,

Por partir no desconhecido de uma estrada sem sentido,

Mas sabendo que a bravura faz parte de ser amado,

E ter em ti o abrigo depois de lutar,

Sem saber se irei pifar,

De tanto escrever e pensar,

Nas linhas que irei escrever para te dizer,

Nas sílabas que irei pronunciar para sentires,

Aquilo que é o meu ser,

Aquilo que é a minha dedicação,

Aquilo que me faz feliz,

Tudo o que representas para mim.

M.

 

 

 

 

 

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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