Sem cor ou luz.

 Que raio ando cá a fazer,

Terei eu sido um engano de fugir,

Que ao mundo nada de novo acrescentou,

Ou que apenas veio fazer o que nada experimentou,

Fogem-me os pensamentos entre a cinza das chamas,

Que ardem num corpo sem nada atingir,

Com feridas que não são suas,

E receios fabricados por outras luas,

Na escuridão do negro manto das trevas,

Que me arrastam por entre os espinhos de rosas bravas,

Expelindo este meu sangue pelo caminho,

Libertando as misérias das negras feridas,

Que acumulam em si as impressões de foram varridas,

Por entre as portas que se fecham em cortinas despidas,

De cor ou luz,

Num ciclo de raios sem cruz.

M.

 

 

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