Entre vielas e becos,
Foi por onde andei,
A esconder-me do mundo,
E das pessoas,
Por medo de me conhecerem,
Por receio de me magoarem,
Por vergonha do que tenho,
Por tristeza do que não sou capaz,
Lutei e luto,
Não sou de desistir de nada,
Ou de ninguém,
Mesmo que o enredo mude no tempo,
Procuro tirar de mim o negro que existe,
Lavar a Alma com o perfume das valquírias,
Que rasgam o tempo e a escuridão,
De quem não quer um senão,
Mas apenas uma mão,
Que se prenda a mim com ambição.
M.
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