correntes.

Vou ao teu encontro numa praia deserta,

Dispo do meu corpo os caprichos de uma mente inexperta,

No andar a dor de sentir sobre eles os espinhos da roseira,

Que perfuma o caminho num véu de azul-celeste,

Sem saber que nas suas veredas tudo é agreste,

E que o óleo de jasmim suavemente te volta a trazer à vida,

Como se tivesses renascido de uma fénix caída,

Agarras naquilo que é o teu coração,

Escutas de forma atenta como se fosse uma bênção,

Dada a quem pode merecer viver momentos,

Que o espírito se liberta dos seus sofrimentos,

Voando rumo ao desconhecido,

Sem medo de errar ou ser abatido,

Sempre que numa mão estiver a outra,

As correntes da tua prisão na luz se irão desfazer.

M.

 

 

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