O que quebra são apenas cacos,
Feitos de matéria sem buracos,
Onde possa cair sem fundo,
Porque sou um vagabundo,
Que apenas é noite,
E nem neste mundo tive convite,
Forcei a minha vinda para o conhecer,
Sem saber o que da vida devo esquecer,
Luto comigo numa fúria de gigantes,
Mas não sou uma figura mitológica de antes,
Sou apenas carne e osso feito para sofrer,
Onde este sangue tenha onde escorrer,
Sabendo que compreender ou saber são apenas pensamentos,
Que mexer na Alma choram os sentimentos,
Fico sem voz ou vontade,
Numa atroz onda selvagem que me leva sem piedade,
No meu coração oiço os versos não escritos,
Que Anjos uma vez sussurraram ao vento,
Ouvidos por quem tem talento,
E não por quem é apenas um barrento.
M.
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