vagabundo.

 O que quebra são apenas cacos,

Feitos de matéria sem buracos,

Onde possa cair sem fundo,

Porque sou um vagabundo,

Que apenas é noite,

E nem neste mundo tive convite,

Forcei a minha vinda para o conhecer,

Sem saber o que da vida devo esquecer,

Luto comigo numa fúria de gigantes,

Mas não sou uma figura mitológica de antes,

Sou apenas carne e osso feito para sofrer,

Onde este sangue tenha onde escorrer,

Sabendo que compreender ou saber são apenas pensamentos,

Que mexer na Alma choram os sentimentos,

Fico sem voz ou vontade,

Numa atroz onda selvagem que me leva sem piedade,

No meu coração oiço os versos não escritos,

Que Anjos uma vez sussurraram ao vento,

Ouvidos por quem tem talento,

E não por quem é apenas um barrento.

M.

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

Enviar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem