Aqui junto à escrivaninha perfume de alecrim,
Nestas folhas de papel de arroz,
Tenho que me concentrar com tanto chinfrim,
Lá fora nas rochas marítimas olho um albatroz,
Não sei o que escrever com esta tinta,
Liberto-me das nuvens negras sem pinta,
Sei que tive a coragem de beijar-te,
Quero saber se serei capaz de ter-te,
Receia-me o pouco que sei fazer,
Não saber se posso dar-te um futuro de prazer,
Procuro,
Nos confins das minhas tristezas,
Um motivo de encontrar sutilezas,
Que curem estas feridas da nossa vida,
Para que possamos viver sem dúvida.
M.
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