Procuro.

 Aqui junto à escrivaninha perfume de alecrim,

Nestas folhas de papel de arroz,

Tenho que me concentrar com tanto chinfrim,

Lá fora nas rochas marítimas olho um albatroz,

Não sei o que escrever com esta tinta,

Liberto-me das nuvens negras sem pinta,

Sei que tive a coragem de beijar-te,

Quero saber se serei capaz de ter-te,

Receia-me o pouco que sei fazer,

Não saber se posso dar-te um futuro de prazer,

Procuro,

Nos confins das minhas tristezas,

Um motivo de encontrar sutilezas,

Que curem estas feridas da nossa vida,

Para que possamos viver sem dúvida.

M.

 

 

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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