Céu.

 Do céu surge um anjo num véu de cetim,

Os meus olhos regalam este festim,

Numa suavidade e delicadeza aproxima-se de mim,

Que fiz eu para merecer esta enorme sorte,

Olho para os lados à procura da estrela-do-norte,

Poderá o peso deste chumbo agradar à leveza desta pura prata?

Ela pega na minha mão que adormece do seu toque,

Uma magia que me invade num momento de choque,

Paraliso o meu olhar ao deleitar o raiar do seu rosto,

Os seus lábios avançam contra os meus,

Estarei eu a sonhar ou a gritar,

Saboreio o mais fino fio de mel no meu agradar,

Seguro-lhe a mão junto ao meu peito,

Para que sinta o meu afeito,

De querer sempre o teu leito.

M.

 

 

 

 

 

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