encanto.

 Foram mil anos de vida que vivemos,

São mais mil anos para descobrir onde iremos,

Sabemos que nada sabemos,

Queremos acreditar que tudo é passageiro,

Olhamos para o tempo como nosso parceiro,

Num abraço profundo admiramos as estrelas,

Traçamos sonhos levados em caravelas,

Que navegam pelos sete mares do nosso encanto,

Enquanto esperamos no cais pelo seu banto.

M.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

transformar.

 Ouve uma voz ao longe que te chama,

Fecha os olhos e lembra-te de mim junto à cama,

Deixa-me levar-te a descobrir coisas simples,

E ao mesmo tempo passear numa praia das Seychelles,

Nesta senda feita sobre seixos do mar,

Na fúria das vagas aprendem como se transformar,

Para um dia refletir o desejo de ver,

E junto a ti sorrir a pensar no que escrever.

M.

 

jeitosa.

 Menina bonita que vais pela rua,

Com os teus cabelos perfumas o vento,

A tua presença faz parar quem passa,

Para ver a tua incrível beleza,

Uma donzela que passeia a sua graça,

No teu olhar de duquesa,

Eu só vejo uma miúda jeitosa,

Que um dia olhou para mim,

E na loucura de a ver fiquei eu assim.

M.

toque.

 Nos teus olhos um dia eu mergulhei sem receio,

Corre-me o sangue nas veias de querer um dia mais,

Assalta-me o calor pela espinha porque em ti nada é demais,

Solta-me destas amarras que eu carrego que nem um sucateiro,

Vamos sorrir e brincar na areia,

Lançar desejos ao mar enquanto sonhamos com a ceia,

De um jantar à luz de velas junto à aldeia,

Onde apenas as boas vibrações são recebidas,

E as nossas preces são atendidas,

E no meu toque na tua mão,

Eu sinto o meu coração,

De saber que és a minha paixão.

M.

lar.

 Um novo amanhecer que surge no horizonte,

Vamos iniciar uma nova travessia por esta ponte,

Lançar ao poço uma moeda e pedir um desejo,

Fazer as malas e rumar ao Alentejo,

Sem planos e sem receios,

Como dois viajantes que caminham sem rodeios,

Partem à descoberta da sua liberdade,

Longe de tudo encontram a sua unidade,

São rosas do mesmo canteiro,

Que nascem junto ao mosteiro,

Entre a sombra e a luz das suas paredes,

Descobrem as suas virtudes,

Numa dança ao luar,

Encontram o seu lar.

M.

 

pequeno-almoço

 Esta é a primeira página deste capítulo,

Não será com certeza o romance do século,

Mas é nele que iremos verter o nosso amor,

Recheado de peripécias e aventuras,

E sei que terás dias de mau-humor,

Porque eu sei que posso fazer diabruras,

Mas este caminho é nosso e só nosso,

E nele tu e eu acordamos ao pequeno-almoço,

Num beijo no teu pescoço,

Digo a ti que te amo.

M.

 

dama.

 Quero viver em paz e sem receios,

Procuro em ti a minha casa de feiticeiro,

Quero contigo fazer magia até ao amanhecer,

Levar-te aos lugares onde a água é pura ao entardecer,

No encanto da floresta ver-te no nevoeiro,

Como uma fada que nos aparece sem anseios,

Para cortejar aquela que me ama,

Porque ela é a minha dama.

M.

 

 

extraordinário.

 Encosta a tua Alma ao meu peito,

Acredita que o nosso caminho será feito,

Liberta-te da tua ansiedade e vem comigo,

O que podemos construir será contigo,

Tens receio e eu também tenho,

Mas acredito que temos o engenho,

Para que alegria nos nossos corações,

Seja extraordinária até para os tubarões.

M.

harmonia.

Olha para mim e descobre o fogo que lá vive,

Num sonho estou a arriscar a minha Alma,

Neste caminho sem trilho adormecido estive,

O meu coração voltei a abrir para o mundo,

Acredito que o teu olhar é o meu amor profundo,

Lembra-te sempre das minhas palavras,

E ilumina o teu coração nas noites obscuras,

O meu beijo no teu corpo é verdadeiro,

A tua caricia no meu rosto é magia,

Mesmo que nem sempre seja um cavalheiro,

Tu és a minha harmonia.

M.

 

 

alegria.

 Quem sou eu para querer ser feliz,

Um ser que apenas é uma cicatriz,

Olho o espelho na esperança de ver,

Quero aprender a ser,

Serei eu capaz de fazer-te minha Princesa,

Terei eu a força de manter-me na minha natureza,

Quero que sejas a minha mulher,

Acordar contigo no vale dos sonhos e agradecer,

Aos anjos que nos uniram neste dia,

Para que as nossas vidas possam ser de alegria.

M.

 

 

ascensão.

 Um remoinho de sentimentos e emoções que me assaltam o espírito,

Neste dia cinzento invadido por luz e trevas,

Fechamos a porta à procura que o caminho seja sânscrito,

Sejam estas águas agitadas até que fiquem turvas,

Delas irei emergir sem medo ou temor,

Na tua Alma eu acredito que está o meu amor,

Teremos desafios e diferenças por enfrentar,

Se soubermos cultivar iremos fazer brilhar,

Aquilo que é a nossa paixão,

Transformada num amor de ascensão.

M.

 

 

esperança.

 Um novo dia e uma nova esperança no horizonte,

Num equilíbrio impossível quero fechar este capítulo,

Quero correr até ao fim deste monte,

Zarpar com a minha Alma até aquele pináculo,

Agarrar esta nova oportunidade e abraçá-la em exaustão,

Fugir entre as árvores desta floresta de paixão,

Construir um novo momento que possa ser de felicidade,

Nas asas de uma águia procuro essa cumplicidade,

Quando dois seres transmutam as suas energias,

Num raio cósmico que atinge as nossas rebeldias.

M.

 

 

Tu.

Tu ó menina que vais na rua,

Olha para mim e não sejas crua,

Tu ó menina dos cabelos de terra,

Olha para mim e não me deixes na serra,

Tu ó menina dos lábios de mel,

Olha para mim e não me deixes sem pincel,

Tu ó menina do vestido provocador,

Olha para mim e não me deixes sem amor.

M.

luta.

 Sinto uma melancolia que me atravessa o corpo,

Dias que são fios de lembranças perdidas,

Os sons de anjos ao meu ouvido fazem-me chorar,

Quero ter-te para mim ao luar,

Mas o medo de falhar uma vez mais me assola,

O teu sorriso invade-me a Alma,

Mas não quero desiludir-te na minha loucura,

Porque sei que não serei sempre uma doçura,

E não quero perder a tua felicidade,

Nem que tenha que lutar com dragões,

Terei sempre em ti a minha Princesa.

M.

 

 

renascer.

 Afogo os meus pensamentos em dias de cinza-azul,

São reflexões de quem contempla o seu esplendor,

Destinos que rumam ao sul,

Perfume que invade os poros do meu respirar,

Bem sei minha beija-flor,

Por ti eu quero transpirar,

Mas sei que ainda um caminho temos que percorrer,

E sei que não quero te fazer sofrer,

Quero acreditar que podes ser feliz comigo,

Ainda que em mim tenha receio que apenas me queiras como amigo,

Lutarei por fazer o melhor que puder,

E comigo possas também renascer.

M.

 

 

seremos.

 Enquanto as nuvens desaparecem no horizonte agridoce,

O espírito das Almas selvagens cruzam os céus a vibrar,

O pó do tempo assenta nas terras da lavoura,

Atiro estas sementes ao chão da vida,

Quero que tu cresças dentro de mim,

Esquece os teus medos e receios que travam o teu caminhar,

Agarra-me com força e acredita que eu não te vou largar,

Quero viver contigo neste farol da ilha da fantasia,

Criar as memórias de emoção e prazer da nossa inocência,

Se formos fortes,

Se formos humildes,

Se formos capazes de perdoar,

Se formos amantes,

Então seremos.

M.

acredita.

 A vida é água que corre de uma nascente,

Corre-nos nas veias o sangue de quem foi complacente,

Ao dar-nos a chama de saber o que nos pode transcender,

Num mágico véu de rosas silvestres procuramos o seu prazer,

Despidos de credos e devaneios,

Vamos de mãos dadas ao longo deste rio sem receios,

Se tu acreditas em mim,

Nada pode obstruir a força do alecrim,

Porque eu acredito que podemos estar juntos,

Para criar a história dos nossos momentos.

M.

 

combustivel.

 São estrelas que iluminam o nosso caminho,

Deitadas ao luar numa noite de primavera,

Longe das tormentas e tristezas,

Sentam-se os amantes,

Numa melodia sem voz unem-se como viajantes,

A jornada é extenuante, mas cheia de belezas,

Queiram eles acreditar no seu carinho,

Sem rancor ou mágoa,

Apenas sabendo tudo é possível,

E que o nosso amor é o seu combustível.

M.

 

verão.

 Sobe a temperatura neste dia de verão,

Numa brisa de maresia sopra o meu coração,

Agarro aquela nuvem de algodão,

Por entre os dedos as sementes desta paixão,

Atiro-as ao mar na esperança de gratidão,

Que um dia deixemos de ser ilusão,

E os nossos corpos vivam em felicitação.

M.

 

 

 

torrar.

 Um novo dia nasce ao luar,

Um perfume que invade este suar,

Sinto-me a renascer nas cores do raiar,

Quero que sintas o que me a dançar,

A música que nos faz torrar,

Neste calor que se funde ao tocar,

Esse teu corpo quero palmar,

Para numa chama de intensa paixão trepar,

Colher os frutos do teu pomar,

E no fim apenas a tua boca beijar.

M.

 

turistas.

 Desenhas no teu corpo as marcas do teu desejo,

Por entre traços e sombras a luz do teu rosto,

Numa manhã de chuva onde o sol espreita no seu posto,

Deposito em ti a minha Alma porque sei o que vejo,

Revelo em ti os meus segredos não contados,

Para em mim descobrir os caminhos sonhados,

Aqueles em tu e eu somos os protagonistas,

De uma história sem turistas.

M. 

pequeno-almoço.

 Sonho dos teus braços de menina,

Acordo contigo ao meu lado,

Que luz desceu à terra que me ilumina,

Não quero ficar chanfrado,

Por sentir o teu perfume na minha boca,

Mas quero deixar-te louca,

Num frenesim de suaves melodias,

Que te sussurro ao pescoço,

E deito-me contigo a cantar poesias,

Enquanto te sirvo o pequeno-almoço.

M.

 

duas estrelas

 Toco o teu cabelo de mulher,

Percorro de forma apaixonada o teu sorriso,

Encontro os teus lábios de mel,

Com fogo beijo-te essa boca em carrossel,

Sinto em ti um ardor de paixão,

Estremeces em mim esse teu vulcão,

Solto no teu corpo um sopro de apetite,

Dispo o teu vestido sem pudor,

Quero sentir-te junto a mim sem que grite,

Da loucura que sinto pelo teu fulgor,

Numa respiração entre dois amantes,

Que se amam como duas estrelas brilhantes.

M.

 

 

 

ao meu lado.

 Nas folhas do tempo são escritas as histórias,

Aquelas que lavam a Alma de quem acredita,

Na sua ancestral sabedoria procuro a sua colheita,

Saber ouvir e escutar o silêncio do seu pensamento,

Aquele que deves transformar em sentimento,

Sei da profunda ignorância que me preenche esta vontade,

Os trilhos podem ser sinuosos e perigosos,

Mas encontro em ti um desejo de divindade,

Mesmo que os dias possam ser chuvosos,

Eu tenho em mim a proteção que tu procuras,

Mesmo que possa causar tonturas,

São apenas laivos do tempo que vai curar,

Contigo ao meu lado sei que vou estar,

A adormecer ao teu colo,

Sabendo que não me deixas por nenhum tolo.

M.

 

 

à Luz.

 Canta na tua voz o mel do meu desejo,

Vivo em desespero por saber qual o meu ensejo,

Sei que em ti quero viver,

Sinto o meu sangue a ferver,

Mas temos um caminho a descobrir,

Como numa tela em branco e por colorir,

Procuramos no arco-íris as cores com que vamos pintar,

Aquela que é a nossa história de embalar,

Que um dia quisemos sonhar,

As nas palmas das nossas mãos fomos brindar,

À luz que se fez sobre nós.

M.

 

princesa.

 Olho no horizonte este azul profundo,

É nele que mergulho sem saber o seu fundo,

Respiro um folego de fogo ardente,

Sei que estás lá e podes ser a minha ouvinte,

Das minhas mágoas e alegrias,

Nas quais não me asfixias,

Neste sentimento que me move em direção ao segredo,

Na vontade que tenho e não cedo,

Porque não tenho medo,

De lutar por ti e morrer assim,

Nem que tenha que fugir para Pequim,

Porque acredito que vens comigo para longe,

Porque serei o teu monge,

Da meditação transcendental que me varre as veias,

E pelo amor que anseias,

Que eu te dê e tu mereces Princesa,

Porque eu quero viver na tua beleza.

M.

 

caminho nosso.

 Tudo é diferente e assim é como eu que quero,

Saber que és um desafio para mim,

Lutar por me transformar naquilo que me desespero,

O teu amor é uma flor de jasmim,

Não vejas o cinzento granito que em mim parece áspero,

Conseguiste chegar ao vale do encanto que eu desconhecia,

Ele é teu e em liberdade eu lá adormecia,

À tua espera sem saber que existias,

Acordaste,

Aquilo que pensava que já não merecia,

É lá que quero que vivas,

O mundo exterior pouco me interessa,

E sei que posso esquecer desse lugar mágico onde podemos viver,

Lembra-te dele,

Nos momentos em que mais forem precisos,

é a força que não nos faz demover,

daquilo que sentimos e queremos neste caminho que é nosso.

M.

 

 

 

Lugar mágico.

 Senta-te aqui ao meu lado e ouve o que te digo,

Sente a minha respiração junto ao teu corpo,

Segura a minha mão junto ao teu peito,

Aceita-me nos meus defeitos e feitios,

Lembra-te das chaves que te dei do meu tesouro,

Não hesites neste caminho que quero fazer contigo,

Fica danada comigo sempre que quiseres,

Mas não deixes de lembrar-te daquilo que é teu,

Porque só isso é que interessa,

Não posso voltar a fechar esse mágico lugar,

Onde tu entraste como uma criança vê o mar pela primeira vez,

No fim quero lembrar-me que fomos assim felizes.

M.

Elo.

Tu és o elo que me liga ao coração,

Quero ter controlo em toda a minha emoção,

Sei que nem sempre estou onde devo,

Mas sou um crente em que tudo para ti levo,

São poucos os momentos que temos,

Mas são aqueles que sonhamos e queremos,

Não me deixes desamparado,

Sei que irei sofrer em silêncio,

Fico a chorar no meu interior em sacrifício,

Porque acredito na liberdade do espírito,

E não sou senhor dos desejos alheios,

Assim faço sem saber se é certo ou são apenas devaneios,

Pois se o que eu sinto e tu sentes,

Nada nos pode demover ser estrelas cadentes,

Que cruzam o universo como duas almas inocentes.

M.

 

 

Sou o que sou.

 Sei que nem sempre sou feliz naquilo que digo,

Sei que nem sempre sou capaz de dizer da forma certa,

Sei que nem sempre tenho razão para ser ou ter,

Sei que nem sempre abraço ou beijo quando devia,

Sei que não sou aquele sonho de homem das telas de cinema,

Sei que não tenho a capacidade que esperam de um homem,

Sei que não sou capaz de fazer tudo o que é suposto fazer,

Sei que não sou alegre e sorridente quando mais deveria ser,

Mas sei que quando dou o meu coração,

É para a vida,

E isso é tudo para mim,

Tudo o resto são construções de lógica sem sentido,

Que tentam esconder aquilo que o meu coração tem,

Tudo aquilo que representa a mais pura das energias,

Que quando são partilhadas,

Não pode existir nada que nos impeça de ser felizes,

Assim deveria ser a vida.

M.

 

 

pureza.

 Lavra-me a Alma com o teu perfume de mulher,

Deixa-me acordar nos teus braços no amanhecer de amanhã,

Leva-me contigo para os lugares onde o teu sorriso é livre,

Sente-me quando te beijo os lábios de mel,

Deita-me comigo nesta praia deserta e ama-me,

Faz-me esquecer que o mundo é imperfeito,

E que contigo podemos descobrir a pureza do seu encanto.

M.

 

 

um.

 Descubro dias cinzentos e pouco salobros,

Ligo a rádio para afundar nas águas profundas,

De um sentimento que vai e vem em lágrimas caídas,

Mas nada tenho a fazer neste desespero de Alma,

Sei que sou eu que tenho que afastar as pedras deste trilho,

Procuro em ti a minha calma,

Mas sei que para ti nem sempre terei o brilho,

Preciso que acordes nesses momentos em que não me sentes,

Porque sei que me perco por ruas e ruelas,

Mas sei que tu és capaz de me trazer de volta liberto destas correntes,

E deitamos na praia olhamos as estrelas,

E sonhamos que somos um.

M.

My star.

 My Bright that shines in the sky,

Bring to me the light of your smile,

Put your hand close to my heart,

Feel the tears of joy and love,

This is how I want to stay with you forever,

Even in dark days your smile can bring me up,

Remembering me of the star that you are,

that awakens in me a burning fire,

hoping it never goes out in the wind of life.

M.

 

 

 

Contraluz.

 Fecho os olhos e beijo o sonho,

Subo até à colina mais alta para que nada seja medonho,

Finalmente venho da negra noite para o dia de luz,

Corro em direção a esta contraluz,

Na sua silhueta uma visão de quem vive acordado,

A pensar que apenas a sorte é bafejada a quem é ousado,

Por partir no desconhecido de uma estrada sem sentido,

Mas sabendo que a bravura faz parte de ser amado,

E ter em ti o abrigo depois de lutar,

Sem saber se irei pifar,

De tanto escrever e pensar,

Nas linhas que irei escrever para te dizer,

Nas sílabas que irei pronunciar para sentires,

Aquilo que é o meu ser,

Aquilo que é a minha dedicação,

Aquilo que me faz feliz,

Tudo o que representas para mim.

M.

 

 

 

 

 

 

vinhaça.

 Sempre a sonhar que o amanhã será diferente,

Acordo a pensar em ver-te ao meu lado,

Numa noite de amor ardente,

Porque de ter-te comigo quero ser culpado,

Sem ser julgado por te ter puxado,

Para que com comigo possas ultrapassar os teus limites,

Nem que para isso me dês uns açoites,

Neste corpo que te deseja e te abraça,

E no fim possamos beber uma vinhaça.

M.

contigo.

 Sou tudo e não sou nada,

Desespero e espero sem saber,

Desconfio e confio,

Esta é uma dualidade sem sentido,

No caminho apenas um existe,

Criado da fusão de dois momentos,

Alegrando tudo o que era triste,

Assim é quando estou contigo.

M.

 

alento.

 Acendo mais um cigarro junto à varanda do meu quarto,

Solto um pensamento que e acho que estou farto,

De tanto enrolar e desenrolar um nó que não tem fim,

Dou mais uma passa para que no fumo deixe este trampolim,

Neste novo capítulo que se escreve em caneta de veludo,

Revestido de pérolas e diamantes de quem foi sortudo,

De encontrar na brisa do vento,

Alguém que me dá alento.

M.

 

 

Emoção.

Tu és a minha força de movimento,

Num mundo sem sentido,

Acreditas em mim e no que eu sinto,

Sou tudo e não sou nada,

Mas sei que tens em ti o que me acalenta,

No meu coração e na minha Alma,

És tu,

Sou eu,

Acredito em ti e no que me dizes,

Deixa-me estar no teu leito,

Porque sinto em ti o meu descanso,

Não quero ver-te fugir das minhas loucuras,

Sonho em dar-te a felicidade que mereces,

Seja qual for o caminho,

Seja qual for o destino,

Apenas porque sei que somos coração,

E que as nossas diferenças são o sal desta relação,

Numa vida que queremos viver em emoção.

M.

correntes.

Vou ao teu encontro numa praia deserta,

Dispo do meu corpo os caprichos de uma mente inexperta,

No andar a dor de sentir sobre eles os espinhos da roseira,

Que perfuma o caminho num véu de azul-celeste,

Sem saber que nas suas veredas tudo é agreste,

E que o óleo de jasmim suavemente te volta a trazer à vida,

Como se tivesses renascido de uma fénix caída,

Agarras naquilo que é o teu coração,

Escutas de forma atenta como se fosse uma bênção,

Dada a quem pode merecer viver momentos,

Que o espírito se liberta dos seus sofrimentos,

Voando rumo ao desconhecido,

Sem medo de errar ou ser abatido,

Sempre que numa mão estiver a outra,

As correntes da tua prisão na luz se irão desfazer.

M.

 

 

loucura 4.

Serás tu quem me vai salvar do meu naufrágio,

Contra a corrente deixo o meu corpo,

Nas águas de sal silvestre que me queimam as feridas,

Que curam e recuperam,

O sangue de quem apenas estar,

A ouvir o bater das ondas nas rochas,

E sentir os salpicos de mar forte e valente,

Que batem com força neste rosto marcado pelo tempo,

Para lavar as cicatrizes que pelo corpo me rasgam,

A vontade de viver,

A crer de ser,

Para que em ti,

Eu possa morrer.

M.

loucura 3.

 Pareço um ser que anda como os outros,

Mas não passo de um verme,

Que se tenta alimentar das energias que não merece,

Tenho medo de sentir isto,

Alegra-me saber que posso trazer felicidade,

Mas não sei se sou capaz de manter esse rumo,

Sou demasiado negro em mim,

Procuro na solidão uma explicação sem sentido,

Que raio ando cá eu a fazer,

Porque tenho sido bafejado com sorte,

Não sei o que querem de mim,

Quero ser e estar contigo,

Mas não sei se me podes segurar nestes momentos de escuridão,

Tenho que lutar ainda mais,

Não fui preparado ou aprendi a ultrapassar isto,

Sei que o meu caminho é tortuoso e sem facilidades,

Assim foi,

Assim será,

Serei eu capaz de chegar ao fim,

E lá estares comigo?

Não sei, porque sou complexo,

São cortinas de fumo negro que ao meu redor,

Podem cortar a tua respiração,

E sem forças afastar-te de mim,

Para em desespero eu desaparecer assim.

M.

 

loucura 2.

 Pensava que tinha sido criado de matéria forte,

Pensava que tinha armaduras suficientes,

Pensava que era bravo a combater tudo e todos,

Pensava que seria capaz de voltar,

Pensava que já tinha sido ultrapassado,

Pensava que os novelos de traumas tinham sido queimados,

Pensava que podia ser normal,

Pensava que nada mais me podia afetar,

Pensava que era capaz de voltar a acreditar,

Pensava que ao dar-te a mão tudo iria ser magia,

Pensava que a escuridão tinha passado,

Pensava que não voltaria a escrever sobre isto,

Pensava.

M.

 

loucura 1.

 Encontrar uma forma de viver sem sentido,

Quebro feitiços de perfume fétido,

Uma magia negra que me assola a Alma,

Pelo corpo varrem-me os calafrios sem calma,

Oiço na voz uma melancolia de morrer,

Mas eu quero viver,

Mas eu quero morrer,

Procuro o meu caminho por entre estes mortais,

Que um dia pensam que podem ser puros,

Enganados nas histórias de encantar,

No desespero de encontrarem a sua força,

Na vontade de dar e receber,

Sem saber se esse é o seu destino.

M.

sombrio.

 De dentro de mim um vazio sombrio,

Sobem até ao desconhecido estes gritos,

De quem está lá no fundo sem equilíbrio,

Que a esquerda e a direita são linhas do mesmo destino,

Numa esquadria cheia de defeitos,

Jogados entre as pedras deste cretino,

Procuro a centelha de vida,

Que outros encontram sem divida,

E na dor de perder luto este demónio,

Com forças e ganas sem a proteção do génio.

M.

 

 

Sem cor ou luz.

 Que raio ando cá a fazer,

Terei eu sido um engano de fugir,

Que ao mundo nada de novo acrescentou,

Ou que apenas veio fazer o que nada experimentou,

Fogem-me os pensamentos entre a cinza das chamas,

Que ardem num corpo sem nada atingir,

Com feridas que não são suas,

E receios fabricados por outras luas,

Na escuridão do negro manto das trevas,

Que me arrastam por entre os espinhos de rosas bravas,

Expelindo este meu sangue pelo caminho,

Libertando as misérias das negras feridas,

Que acumulam em si as impressões de foram varridas,

Por entre as portas que se fecham em cortinas despidas,

De cor ou luz,

Num ciclo de raios sem cruz.

M.

 

 

vagabundo.

 O que quebra são apenas cacos,

Feitos de matéria sem buracos,

Onde possa cair sem fundo,

Porque sou um vagabundo,

Que apenas é noite,

E nem neste mundo tive convite,

Forcei a minha vinda para o conhecer,

Sem saber o que da vida devo esquecer,

Luto comigo numa fúria de gigantes,

Mas não sou uma figura mitológica de antes,

Sou apenas carne e osso feito para sofrer,

Onde este sangue tenha onde escorrer,

Sabendo que compreender ou saber são apenas pensamentos,

Que mexer na Alma choram os sentimentos,

Fico sem voz ou vontade,

Numa atroz onda selvagem que me leva sem piedade,

No meu coração oiço os versos não escritos,

Que Anjos uma vez sussurraram ao vento,

Ouvidos por quem tem talento,

E não por quem é apenas um barrento.

M.

 

Ar.

 Dá-me a tua e vamos voar,

Abraça-me à tua volta e vamos sonhar,

Beija-me na boca e vamos brincar,

Sussurra-me ao ouvido aquilo que me queres arrancar,

Pisa-me para que eu possa dançar,

Atira-me ao chão para eu te amar,

Bate-me quando eu não estiver no lugar,

M.

Apenas.

 És fogo que nasce num momento,

És loucura que deixas calafrios,

És paixão que vibras o meu corpo,

És sorriso que me alegra o coração,

És magia que me fazes feliz,

És poesia que se escreve nas nuvens,

És brava na luta pelo teu tempo,

És teimosa nas tuas vontades,

És segredo nos teus olhos,

És malandra no teu toque,

És tudo,

És apenas a minha Alma.

M.

 

crente.

 Tu és uma pérola descoberta num deserto árido,

Bravos são os aventurados que o teu nome tenham proferido,

Esperaste por mim sem saber que aguardavas,

Mas comigo de um pesadelo acordavas,

Para num sonho encontrares um caminho de luz,

Mesmo que o passado possa ter sido uma cruz,

Olhaste para mim sem saber o que vias,

Nos teus braços senti que me acolhias,

Num fôlego de coragem e loucura,

Encontrei nos teus lábios a minha cura,

Daquilo que não sabia que estava enfermo,

E sem saber no teu leito durmo,

A pensar naquilo que ainda temos à nossa frente,

Fazendo de mim um crente,

No que este sentimento nos pode revelar.

M.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

quero.

 Quero libertar-te dos teus medos,

Dar-te a conhecer os meus segredos,

Levar-te de mão dada a conhecer o frenesim da adrenalina,

Transformar essa menina numa felina,

Que usa essas garras para arranhar este meu corpo de gelatina,

Escolher contigo os projetos dos teus receios,

Sem imposição,

Ou aversão,

Daquele que é o caminho que tu queres,

Sabendo apenas que seja do lado de quem te quer.

M.

 

virtude.

 Agito-me nestas águas de mar azul,

Pelas ruas viagens estes passageiros do tempo,

Fogem-me as palavras desta minha cabeça sem corpo,

Pego-lhe na mão e digo-lhe que a amo,

Sou eu que te chamo,

Sinto-me um marinheiro numa casca de noz,

Sei que sou feroz,

Naquilo em que acredito e quero,

Por entre pensamentos e sentimentos tempero,

Aquilo que farei contigo,

Porque quero ser meigo,

Mas sei que sou rude,

E em mim terei alguma virtude,

Para que te possa fazer feliz.

M.

 

 

 

 

Medo.

 Entre vielas e becos,

Foi por onde andei,

A esconder-me do mundo,

E das pessoas,

Por medo de me conhecerem,

Por receio de me magoarem,

Por vergonha do que tenho,

Por tristeza do que não sou capaz,

Lutei e luto,

Não sou de desistir de nada,

Ou de ninguém,

Mesmo que o enredo mude no tempo,

Procuro tirar de mim o negro que existe,

Lavar a Alma com o perfume das valquírias,

Que rasgam o tempo e a escuridão,

De quem não quer um senão,

Mas apenas uma mão,

Que se prenda a mim com ambição.

M.

 

feliz.

 Sou feito de matéria escura,

Aquela que ninguém gosta de pintar,

Vivo num mundo de solidão e vazio,

Em momentos aparecem milagres,

Aqueles que tiram de mim aquilo que não conhecia,

São momentos,

É verdade,

Mas sei que são os que mais aprecio,

Sejam eles no passado,

Sejam eles no futuro,

Quero saber vivê-los e dar aquilo que tenho,

Seja pouco,

Seja muito,

Foi o que o destino meu deu,

Foi aquilo que consegui trabalhar,

Mas é de forma genuína,

Sem mágoa,

Ou dor,

Pois apenas quero sentir felicidade,

Por saber que outros vivem em harmonia,

Com o pouco que consigo dar,

Mas com o melhor que consigo estar,

Na escuridão,

Ou na luz,

Serei eu e o meu coração,

Que luta,

Que chora,

Que sorri,

Mas que fica feliz para tu seres feliz.

M.

 

 

poeira.

 Que feitiço é este que desceu sobre nós,

Terás sido tu, ou terei sido eu,

Encontrei-te no cimo de uma pétala,

Ou encontras-me no fundo de um poço,

Que movimentos são estes que chamamos de destino,

São curvas sinuosas e trilhos do abismo,

Que desenham no horizonte a silhueta da beleza,

Aquela que não conhecemos,

Mas que ansiamos por descobrir,

Seremos uma esperança que se desprende sem extinguir,

Numa chama nua e crua,

Que aquece os corações de quem continua,

A acreditar que a vida são centelhas de uma fogueira,

Que foge entre o calor e o vento até que repouse em poeira.

M.

sentido.

 Estou à procura de construir um novo sentido,

Sei que o que foi não dever ser omitido,

Não sei quantos momentos ainda terei nesta vida,

Quero contigo escrever esta minha vontade ávida,

De saborear os teus lábios doces,

De abraçar-te sem folego para que não tropeces,

Nas feridas do meu ser,

E apenas consigas estar com o meu dizer,

Que te sussurro ao ouvido,

Porque sei que fico absorvido,

No perfume da tua pele,

No calor do teu peito que não deixa que gele,

O amor que sinto por ti.

M.

 

 

bonito.

 Pelos campos de lezírias esvoaçam sonhos,

No vento o perfume dos teus carinhos,

Deito-me no orvalho que banha o verde prado,

Para cima um céu sagrado,

Vejo-te por entre os raios de sol,

Que iluminam o meu caminho,

Não quero fechar os olhos nem que seja girassol,

Pois não sou um anjinho,

Apenas passeio os meus dedos pelo teu corpo,

Sem receios do capim-do-campo,

Beijo as tuas pétalas de rosa,

Num rebuliço que te deixa saborosa,

Abraço-te junto ao meu peito,

Neste dia que se fez bonito.

M.

 

 

Belisco.

 Belisco suavemente a tua pele,

Desperto em ti uma excitação,

Sobe em ti um calor de Cíbele,

Fico em mim cheio de paixão,

Subo até ti e beijo-te a boca,

E em ti tudo provoca,

Desço como um cordeirinho,

Acariciando este caminho,

Desnudado de tanto fervor,

Para terminar em amor.

M.

 

Vivendo.

 Encontros e desencontros que nos invadem a vida,

São memórias e histórias de gente nascida,

Momentos que escrevemos e guardamos nesta película,

Regamos com sabor cada minuto de cada frase,

Gravamos nomes e lugares mantendo a origem de cada formula,

Respiramos o ar que outrora foi respirado,

Como se fosse ontem,

Tentamos compor com carinho e amizade cada grão como se fosse caçado,

Como se fosse uma aprendizagem,

Como episódios de uma série sem temporadas,

Com guião sem realizador e sem antenas,

Vivendo e deixando viver,

O instante de cada fazer.

M.

Sereia.

 Num sonho de verão fico sem não,

Acordo no raiar com a música a cantar,

Arrasto-me entre os lençóis à procura de uma sereia,

Lembro-me de a ter beijado na noite de luar,

Entre brisas e cantigas sinto a sua ausência,

Quero voltar a beijar aquela boca de sonhar,

Saber que no mar iremos estar,

Para saborear o sal do nosso amor.

M.

 

que linda.

 Que linda é a lua que pinta esta noite,

Que linda é a doce água deste convite,

Que linda é a brisa que beija o teu rosto,

Que linda é cor do sol que reflete no teu olhar,

Que linda é a suavidade da tua pele ao abraçar,

Que linda é a tua boca ao ser beijada,

Que linda é a tua beleza na alvorada,

Que linda é a história que podemos ver contada.

M.

Trajeto

 O trajeto é longo assim espero,

Mas nem sempre terei o tempero,

Para salgar o repasto do nosso desejo,

Na saúde e na doença fará sentido para ti?

O tempo irá ditar a vontade de estar,

De guardar em ti os momentos para estimar,

No profundo sentir da alma selvagem,

Que não seja apenas uma miragem,

Daquilo que estamos a escrever.

M.

Procuro.

 Aqui junto à escrivaninha perfume de alecrim,

Nestas folhas de papel de arroz,

Tenho que me concentrar com tanto chinfrim,

Lá fora nas rochas marítimas olho um albatroz,

Não sei o que escrever com esta tinta,

Liberto-me das nuvens negras sem pinta,

Sei que tive a coragem de beijar-te,

Quero saber se serei capaz de ter-te,

Receia-me o pouco que sei fazer,

Não saber se posso dar-te um futuro de prazer,

Procuro,

Nos confins das minhas tristezas,

Um motivo de encontrar sutilezas,

Que curem estas feridas da nossa vida,

Para que possamos viver sem dúvida.

M.

 

 

 

Veias.

 És a minha Princesa de encantar,

Sou o teu fidalgo para estimar,

Tenho medo de não ser o suficiente,

De saber que podes ficar impaciente,

De não estar sempre que precisas,

E que as minhas palavras podem ser densas,

Quando precisas de leveza,

E eu não tenho a certeza,

Que me queiras nas veias da minha velhice.

M.

 

 

Enredada.

 Sou uma alma perdida,

Caminho por este vale de terra ardida,

Nem sempre serei o que vês,

E em dias maus estarei no convés,

De um barco que navega sem rumo,

À espera de encontrar o fio de prumo,

Que nos mantenha de mão dada,

Numa história enredada.

M.

Boémios.

Dizes que sou um romântico,

Mas sei que não sou simpático,

Quero dizer-te apenas o quanto sinto,

Porque estou faminto,

De sentir a tua alma na minha cama,

Na vontade de atear esta chama,

Para beijar os teus seios,

E sem anseios,

Navegar entre esses fios,

Que na suavidade dos teus lábios,

Vivemos como numa inspiração de boémios,

Corações que se fundem.

M.

 

Mel.

 Os meus dedos desaparecem por entre os teus fios de cabelo,

A suavidade da minha ansiedade percorre ao leve o que é belo,

Sinto o ar que aperta entre estes dois corpos,

Um desejo ardente que incendeia os nossos tempos,

Levas a tua mão ao meu rosto,

Por entre fugidias meiguices escorregas pelos meus lábios,

Num mar de beijos e carinhos queremos mais desafios,

Levo a minha mão ao teu peito,

Percorro os rios de prazer que se estendem ao teu leito,

Devagarinho,

Avanço por entre as veredas em direção a ti,

Agarro-te a mão,

Beijo-te uma vez mais,

Descobres o amor de mel,

Vivemos mais um segundo sem fel.

M.

 

nascer.

 Das letras nascem palavras,

Das palavras nascem frases,

Das frases nascem poemas,

Dos poemas nascem inspirações,

Das inspirações nascem pérolas,

Das pérolas nascem histórias,

Das histórias nascem as páginas,

Das páginas nascem os poemas da nossa vida.

M.

Esse corpinho.

 Abres a porta devagarinho,

Pegas-me pelo colarinho,

Agarro-te junto ao meu corpinho,

Beijo-te como um passarinho,

Está isto muito porreirinho,

Ou bem lhe um bom carinho,

Ou daqui não saio inteirinho,

Mordo-lhe o lábio como um malandrinho,

Sei que a festa assim será no chuveirinho,

Ela abraça-me com a força de um cavalo-marinho,

E eu saboreio o sal da sua vida com muito jeitinho,

Parece que vou fumar um cigarrinho.

M.

 

 

 

 

Pureza.

 De granito se fez hoje o caminho,

Acompanhado pelos pinheiros e fetos,

Subo e desço trilhos sem fim,

O musgo húmido e verde liberta o seu perfume,

Sente-se a natureza,

Cheira a pureza,

E no raio do sol a lembrança,

Que a minha esperança,

É saber que o meu coração tem onde repousar,

Perto ou longe sem medo de regressar,

Na carícia do teu beijar,

Fica feliz o meu amar.

M.

 

Céu.

 Do céu surge um anjo num véu de cetim,

Os meus olhos regalam este festim,

Numa suavidade e delicadeza aproxima-se de mim,

Que fiz eu para merecer esta enorme sorte,

Olho para os lados à procura da estrela-do-norte,

Poderá o peso deste chumbo agradar à leveza desta pura prata?

Ela pega na minha mão que adormece do seu toque,

Uma magia que me invade num momento de choque,

Paraliso o meu olhar ao deleitar o raiar do seu rosto,

Os seus lábios avançam contra os meus,

Estarei eu a sonhar ou a gritar,

Saboreio o mais fino fio de mel no meu agradar,

Seguro-lhe a mão junto ao meu peito,

Para que sinta o meu afeito,

De querer sempre o teu leito.

M.

 

 

 

 

 

Simbiose.

 A chuva cai copiosamente lá fora,

Abrigo-me junto ao cobertor,

Escrevo estas palavras a pensar na minha saudade,

Saber que o teu coração proclamou o meu,

Acreditar que o nosso caminho ainda agora começa,

Que os momentos são fugazes e o tempo é o guardião,

Daqueles que não temem o desconhecido,

De quem está disponível para liberar,

Aprender e conhecer as alegrias que podemos sublimar,

É o teu sorriso que encanta,

O ardor que sinto por te abraçar,

A paixão que me atravessa o corpo ao sentir-te,

O regalo que entorpece ao deleitar-me no mel do teu olhar,

Sei que serei pouco,

Sei que posso falhar,

Mas quero-te,

Que me guardes,

Que me puxes quando estiver perdido,

Numa simbiose,

Que nos una,

E que nos reconforte,

Nos lençóis da nossa cama.

M.

 

 

Letras

​Nem escrever agora sei, Letras que me deixem sonhar, Um momento de alegria contigo, Falar de sentimentos ao luar, E deitar-me contigo na en...