dei-te a minha mão,
no medo de voltar a errar,
como uma borboleta,
procuro a minha transformação,
não quero perecer,
quero ser,
numa senda minha e tua,
da energia da minha áurea,
encontro a cor dos meus sonhos,
da lama do meu caminho,
afasto a minha escuridão,
serei eu capaz de voltar a estar,
na beleza da tua delicadeza,
não sei se sou capaz,
as sombrias noites perseguem-me,
terei luz para ti,
não sei,
serás tu o meu desafio?
serei eu o teu caminho?
Sinto o calor,
A vontade de avançar,
Mas a dor de errar,
Torna-me melancólico,
Um ser agri-doce,
Uma estranheza de viver,
Um abraço de vida,
Um sorriso verdadeiro,
Numa tormenta de gigantes,
Empunho a minha espada,
Luto,
Sem medo,
E ao longe um anjo,
Uma esperança,
Aguento,
Tu ó Alma que estás encurralada,
Por ti até morrer,
Transmuto a minha energia,
Para ser feliz um dia.
M.
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