Resisto.

 Que brilho é este que me ofusca,

Dos confins do universo uma força se levanta,

Que fruto é este que saboreio nos teus lábios?

Rompe por entre as silvas do meu atrofio a coragem de acreditar,

Num vazio que se completa,

Numa ousadia de encontrar em ti uma realidade perdida,

Terei a luz para iluminar o teu caminho?

No fio da mais acutilante espada a intensidade de uma orquídea selvagem,

Resisto sem saber às investidas dos meus medos,

Atiro-me pelo abismo à procura do Amor Eterno.

M.

 

 

 

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