Hora de partir.

 Abro as portas desta casa fechada,

Liberto-me das coisas mundanas,

Afasto as cortinas,

Deixo os teus raios trespassarem o meu corpo,

Arrumo as memórias de um passado,

No cheiro do rosmaninho perfumo o ar rarefeito,

De quem pouco respirou,

Olho a porta,

É hora de partir,

Quero dar-te a mão e levar-te comigo,

Descobrir novos enredos,

Esquecermos os nossos passados,

Agarrarmos o nosso momento,

E quem sabe,

Sermos felizes.

M.

 

 

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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