Efémera.

 Um novo dia surge no orvalho da manhã,

Acordo no calor do meu sonho,

Viro-me,

O meu Anjo olha por mim,

Olho,

Estarei ainda a sonhar?

Um beijo varre-me os lábios,

Que sensação de felicidade é esta?

Um momento que quero congelar,

Guardar,

Manter,

E mostrar no dia da minha despedida,

Que viver,

Foi bonito e ao lado de um mistério,

Que um dia se revelou na nossa efémera caminhada.

M.

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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