Tela de uma musa.

 Nesta tela a que chamamos vida,

Vou colorir de azul-pastel um momento,

Como um mestre,

Procuro na minha musa a inspiração do meu traço,

Com a minha mão sinto a sua silhueta perfeita,

Matizo o seu olhar num rosto de sorriso tímido,

Percorro o veludo do teu corpo nu,

Olho pelo atelier, procuro as cerdas do pincel,

Espalho os óleos pelo linho da tela,

Tremem-me as mãos,

Mas como numa poesia,

Fecho os olhos e cego de tanto ver,

Espalho as cores através das curvas perfeitas da minha musa.

M.

 

 

 

 

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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