Nesta tela a que chamamos vida,
Vou colorir de azul-pastel um momento,
Como um mestre,
Procuro na minha musa a inspiração do meu traço,
Com a minha mão sinto a sua silhueta perfeita,
Matizo o seu olhar num rosto de sorriso tímido,
Percorro o veludo do teu corpo nu,
Olho pelo atelier, procuro as cerdas do pincel,
Espalho os óleos pelo linho da tela,
Tremem-me as mãos,
Mas como numa poesia,
Fecho os olhos e cego de tanto ver,
Espalho as cores através das curvas perfeitas da minha musa.
M.
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