Comboio.

 Sento-me junto ao banco de ferro,

Uma multidão que se move à procura do cincerro,

Escuto ao longe o som do vapor a uivar,

Este é o comboio que vai para ovar,

Não é o meu com certeza,

Aguardo a resposta da natureza,

Olho para baixo,

Sei que não sou lixo,

Arrebito o meu olhar,

Procuro com que partilhar,

Pelas escadas uma visão a descer,

Que beleza é aquela que acaba de florescer,

Todo o meu ser estremece de prazer,

Desperta em mim uma loucura de dizer,

O amor que quero ter contigo.

M.

 

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​Sou uma gaivota que quer ser maior, Sou pouco de paz comigo mesmo, Sou capaz de cair sem medo, Sou um anjo caído do inferno, Sou um homem s...