Sento-me junto ao banco de ferro,
Uma multidão que se move à procura do cincerro,
Escuto ao longe o som do vapor a uivar,
Este é o comboio que vai para ovar,
Não é o meu com certeza,
Aguardo a resposta da natureza,
Olho para baixo,
Sei que não sou lixo,
Arrebito o meu olhar,
Procuro com que partilhar,
Pelas escadas uma visão a descer,
Que beleza é aquela que acaba de florescer,
Todo o meu ser estremece de prazer,
Desperta em mim uma loucura de dizer,
O amor que quero ter contigo.
M.
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