Comboio.

 Sento-me junto ao banco de ferro,

Uma multidão que se move à procura do cincerro,

Escuto ao longe o som do vapor a uivar,

Este é o comboio que vai para ovar,

Não é o meu com certeza,

Aguardo a resposta da natureza,

Olho para baixo,

Sei que não sou lixo,

Arrebito o meu olhar,

Procuro com que partilhar,

Pelas escadas uma visão a descer,

Que beleza é aquela que acaba de florescer,

Todo o meu ser estremece de prazer,

Desperta em mim uma loucura de dizer,

O amor que quero ter contigo.

M.

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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