Melancolia.

 A melancolia do meu tempo polui a minha vontade,

Não quero ser um parasita, absurdo e ridículo,

Ferem-me os traumas deste invólucro a que chamamos corpo,

Enrolo mais uma mortalha para esquecer,

Deito-me na encosta de um belo jardim,

Cheiro o vento do perfume que dele emana,

Como a sua leveza me transportasse para o além,

Ao encontro daquela me espera no seu leito.

M.

 

 


lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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