A melancolia do meu tempo polui a minha vontade,
Não quero ser um parasita, absurdo e ridículo,
Ferem-me os traumas deste invólucro a que chamamos corpo,
Enrolo mais uma mortalha para esquecer,
Deito-me na encosta de um belo jardim,
Cheiro o vento do perfume que dele emana,
Como a sua leveza me transportasse para o além,
Ao encontro daquela me espera no seu leito.
M.
Sem comentários:
Enviar um comentário