Oceano.

 Neste rio a que chamamos Vida,

Brotamos da sua nascente a nossa inocência,

Tudo é uma descoberta,

A caricia da manhã no orvalho da orla,

O calor do Pai Sol nas faces do rosto,

Sentimos que a vontade de mais descobrir,

Seguimos caminho,

Fluímos pelas margens e pelas leiras,

Subimos e descemos,

No caminho a dor de ultrapassar as barragens,

Aprendemos,

Mas queremos continuar,

Somos água,

Sonhamos com o grande Oceano,

Feito de lágrimas derramadas,

Doces e salgadas,

Mas que souberam sofrer,

E descobrir a alegria de viajar,

Por entre os diques que nos querem parar,

À volta das pedras que se plantam à nossa frente,

Por cima de muros que nos impedem,

Sem parar,

Sem fulgor,

Sempre em frente,

Junto a ti e a mim,

Chegamos à foz da nossa travessia,

E choramos as nossas lágrimas no Oceano da Vida.

M.

 

 

 

 

 

 

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