Pedra cinzenta.

 Diante de mim pego esta pedra cinzenta,

Sinto o seu descanso depois de uma vida azarenta,

No seu desgaste das suas curvas,

Encontramos a erosão das suas arestas,

Viveu e aprendeu,

É hora de renascer,

Pego-lhe com força,

Olho no horizonte,

E atiro-a ao desconhecido,

A tua vida ainda não acabou,

Saltas e saltitas entre as ondas,

Como de alegria estivesse a chorar,

Corres novamente,

Aceitas o destino,

Mergulhas na tua cumplicidade.

M.

 

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