Tela.

 Acordo bem cedinho,

Lembro-me de uma visão,

A minha impaciência alastra pelo corpo,

A minha tela está pronta,

Quero prender aquela magia do meu sonho,

Perante o branco de neve,

Procuro a cor dos olhos dela,

Mel, cor de mel,

O seu rosto,

O sorriso que derrete,

Tremem-me as mãos,

Mas não posso parar,

Mais um gole de café,

Mais uma pincelada que ganha cor,

Que nem Fidípides corro esta maratona,

Tenho que acabar,

Este quadro que imaginei,

Um sonho que vivi,

Uma vida que quero viver.

M.

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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