Cai a noite no prado encantado,
Chora o mocho à procura da sua lua,
A névoa veste a penumbra da floresta,
Nas folhas o odor de um perfume,
Um abrigo ao longe,
Feito no regalo do monge,
A luz da vela ilumina o seu interior,
Que medita num ser maior,
O vento assobia junto à sua janela,
Em cima da mesa o seu chá de canela,
Aquece o seu coração,
Procura na imagem de uma fada a sua inspiração,
Adormece,
A sonhar no dia da sua libertação.
M.
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