O Monge.

 Cai a noite no prado encantado,

Chora o mocho à procura da sua lua,

A névoa veste a penumbra da floresta,

Nas folhas o odor de um perfume,

Um abrigo ao longe,

Feito no regalo do monge,

A luz da vela ilumina o seu interior,

Que medita num ser maior,

O vento assobia junto à sua janela,

Em cima da mesa o seu chá de canela,

Aquece o seu coração,

Procura na imagem de uma fada a sua inspiração,

Adormece,

A sonhar no dia da sua libertação.

M.

 

 

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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