Deixa-me ser.

 Estranhos num mundo sem sentido,

Esqueço de respirar o ar que tu respiras,

Entre cigarros a tempestade de ver-te partir,

Pedaços de vida que escrevemos ao caminhar descalços,

Guarda-me no teu coração,

Deixa-me ser o nobre cavaleiro,

que te seduz e protege da tormenta,

na imensidão do teu olhar,

procuro a resposta de um pardacento vadio,

de um devaneio que parece impossível de alcançar,

para uma criatura que fica ofuscado pelo brilho de um anjo.

M.

 

 

 

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