mar salgado

Ainda hoje é manhã que transluze um perfume de mar salgado,

Deitado sobre um areal de ouro que mergulha entre as ondas,

Agarro o vento que me atravessa os dedos de uma mão desfeita,

Por entre laivos de batalhas travadas ao sol de um momento,

Para onde as Almas caminham para encontrar o seu lugar,

E na esperança de encontrar a fonte da juventude se inclinam,

Na loucura de saber que apenas somos apenas uma lágrima derramada.

M.

 

lábios

Não sei escrever palavras que sejam lidas por ti,

Gosto de um café junto à janela para lá observar,

Um carinho de um céu agridoce que me toca os lábios,

Deixando para trás aquela sensação de frio oculto,

Para num grito de raiva soltar o seu encanto.

M.

 

vadio

 Quando a noite se transforma no teu paraíso de prata dourada,

Lembraste de um sonho que acordou para ti na penumbra,

De um momento que viveu ao teu lado para crescer para sempre,

Acordas no teu sorriso que invade o quarto ao lembrar a saudade,

De um beijo que foi dado no desespero de um coração vadio,

E ao conquistar mais um triunfo de sal na onda de um surfista,

Que percorre mais uns metros à procura da sua Alma.

M.

 

 

guitarra

 Junta-te a mim neste caminho que agora podemos trilhar,

Descobre momentos de paixão ao sabor de uma guitarra,

Fantasia imagens de sonhos que outrora foram miragem,

Agarra a minha mão e caminha junto ao rio da fortuna,

E leva-me contigo para o lugar onde as Almas podem descansar.

M.

 

livro aberto

 Quando queres que esperança seja o teu caminho,

Lutas por mais um dia à espera que volte a acontecer,

A magia de palavras que são escritas neste livro aberto,

Para lá possas imaginar o teu sonho que vais viver,

Num caminho que será o teu e o meu ao lado de uma vida,

Que é preenchida pelos momentos de felicidade ao luar.

M.

costa

Manhã de nevoeiro que se espalha junto à costa,

Vontade de fugir e nunca mais encontrar,

Durmo por entre os lençóis que escondem o sonho,

Mastigo um pensamento que me atormenta o ser,

Varro da estrada a poeira que não me deixa caminhar,

Navego pelo ar de um cheiro que me leva até lá.

M.

 

na noite

 Nesta rua em todos os sentidos se encontram ao saber,

Magia das palavras que são escritas na penumbra na noite,

Imaginação de um sonho que se vestiu para te ver,

Travessia de um deserto que molha quando se chega,

Ao lugar onde tudo o que sonhei foi um dia encontrado.

M.

manhã adormecida

 Esqueço-me da maresia que me assombra os sonhos,

Na esperança que foi perdida procuro mais um segredo,

Acordo por entre as neblinas de uma manhã adormecida,

Corro por entre as brumas que banham o meu vulto,

Numa sombra que se esconde na esquina de uma rua esquecida,

Luto para encontrar um caminho para percorrer,

E num beijo apaixonado sinto a loucura de voltar a sentir.

M.

alegrias

 Já fui uma vez criança daquele monte das alegrias,

No campo de verdes paisagens onde me perdia sem saber,

Num sorriso que me assaltava a esperança do conhecer,

Fantasias de uma paixão que foram escritas para esquecer,

No dia em que a memória me fez acreditar no dia de ser,

Num raio de luz que brilhou junto a mim,

E fez o pedido de mais um dia para voltar a acreditar.

M.

saltar

Fazer das palavras um momento que é escrito no luar,

Fechar em mim um desafio que quero despertar,

Olhar para o mar e sentir o gosto de voltar a saltar,

Viver sem perder o infinito de um pensamento,

Correr sem parar para nunca mais voltar,

No abraço que um dia encontrei naquele lugar.

M.

Raiva

Raiva salgada numa onda de esperança perdida,

Malditas sombras que navegam por entre as marés,

Fogo encantado que lavra no deserto que foi chamado,

Num elo de laços desfeitos para descobrir na neblina,

De uma manhã que acordou para despir a luz do sol,

Naquela colina onde gritei do fundo do meu poço,

Sem saber se serei atendido no meu desespero,

E acordar na vontade de rumar até ao fim.

M.

Borboletas

Borboletas que me assaltam o vazio de um encontro,

Vagueio a minha Alma em ruas perdidas junto à foz,

Num dia onde procuro a esperança de voltar a ser,

Aquele momento que algum mensageiro trouxe na carta,

Escrita nas linhas que me desenham um corpo desfeito,

E num Sol que ilumina aquela sombra que me persegue,

Num encontro que irei ter com o destino malfadado,

E num despertar dos sentimentos acordo para te ver,

No sorriso de um mar salgado junto ao meu coração,

E saber que alguma vez tive razão,

Para voltar a ser o monumento de um dia sem som.

M.

Centelhas

Centelhas de luz ao cair de uma noite ensolarada,

Mergulho no vazio de um pensamento vadio,

Jeito de um lugar escondido na floresta encantada,

Maresia de sal que me assalta o rodopio,

De uma valsa dançada na penumbra da fantasia,

Caminhada feita ao largo de um deserto sem fim,

Para encontrar o segredo de mais um beijo ao luar.

M.

fotografias

Lembro de tirar fotografias aos dias de sol até ao raiar da noite,

Não quero fazer de conta que o presente é só um passado,

Devolver ao rio a água que uma vez se fez de uma lágrima derramada,

Beijar os teus lábios e sentir o mel que me derrete,

O meu coração que sofre nas horas das rimas escondidas,

E saber que posso encontrar um caminho para viver.

M.

anoitecer

Perdido nas vielas de um bairro sem nome,

Procuro sem descobrir uma memória ao anoitecer,

Desafio que me assalta um espírito cansado,

De uma luta contra os demónios de uma fantasia,

Que alguém desenhou num quadro em branco,

Garra onde irei ter a força para continuar,

A acreditar que ainda posso lutar,

Numa guerra do espírito e da Alma.

M.

estrelas

Acorda-me desta lágrima que me prende aqui,

Quero desistir de lutar,

Um jorro de vento que me atravessa a Alma perdida,

Um despertar que não acontece,

Uma melodia que desafina no meu ouvido,

Um lugar onde quero morar sem perder,

O momento de voltar a ter comigo a esperança,

De sentir a vontade de descobrir o amanhã,

Naquela noite onde as estrelas cantaram para nós.

M.

voltar

Num verso as palavras que escrevo,

Na melodia de uma canção a minha paixão,

No suor do meu corpo a dor de mais um copo,

Na magia dos teus movimentos a saudade de abraçar,

Na loucura do meu ser o desejo de voltar,

No encontro de uma Alma a vontade de viver.

M.

dourado

Não sei que porta é esta que não me deixa passar,

Na sua cor de cinza-escuro vejo uma sensação de ardor,

Deito-me ao largo de uma tentação que me deixa,

Um frio a atravessar para fora do meu ser um desejo,

De acordar e ver-te ao meu lado para acreditar,

Que um sonho é feito para se realizar ao amanhecer,

E numa noite em que as estrelas voam alto,

O céu toca o Sol para lá soltar o seu encanto dourado,

Sabendo que o paraíso pode ser alcançado.

M.

 

 

vontade

Como posso eu chorar por mais um dia de vontade,

Posso eu deixar-me levar pelas ondas de sal,

Ou acabar de sentir na minha pele uma brisa de sol,

Acreditar que na paisagem de um deserto vou encontrar,

Um oásis onde possa voltar a ser feliz,

Por um rasgo de tempo aprender a viver sem fim,

E num beijo de fogo dar-te todo o meu amor.

M.

cigarro

Apago mais um cigarro,

Na inspiração de mais trago,

Agarro o desatino dos meus pensamentos,

Levo-me até à ponte do destino,

Não sei se encontro lá o meu fim,

Ou deixo-me arrastar por mais um copo de vinho,

Sem saber se o meu desejo pode ir mais além,

Daquele enguiço que me prende na vida,

Mas que me desespera num acontecimento,

Vindo de longe para me conhecer,

E levar-me até ao confim dos tempos.

M.

canteiro

Abro esta janela para encontrar o teu perfume que me encanta,

Saio pela porta fora a saltitar por entre as rosas deste canteiro,

Sinto no ar a melodia de uma canção que alguém entoou sem saber,

Naquele momento que foi agarrado para te beijar ao luar,

Mas que a bravura de uma paixão te levou até ao meu coração,

E ali encontrou um lugar para acreditar no sonho agora vivido.

M. 

Posso eu

Posso eu controlar este sentimento que eu sinto dentro de mim,

Posso eu voltar a sonhar aquele sonho onde tudo é bonito,

Posso eu sentar-me ao teu lado e abraçar-te para sentir o teu calor,

Posso eu ir para além do tempo e ficar sem tempo,

Posso eu acreditar que o momento vai acontecer na lua crescente,

Posso eu fazer aquela magia que encanta o arco-íris ao fim do dia,

Posso eu escrever as palavras que façam sentido ao nascer.

M.

 

montanha

Eu tento não chorar na cama onde me dispo,

Para encontrar aquele momento que vou encontrar,

Por saber que em ti posso acreditar,

E na loucura de uma paixão dar mais um passo para lá,

Daquela montanha que me espera na penumbra,

Mas que a luz se vai abrir para iluminar o nosso caminho.

M.

Adormeci

Adormeci num canto despedido à espera de acontecer,

Um dia que inverno abraçado a ti para contemplar,

O calor de uma noite onde as Almas se encontram,

Para voltar a beijar o caminho que nos leva até lá,

Onde seremos mais uma vez aqueles que podem sorrir,

Perante a tormenta que um dia irá passar para sempre.

M.

conto de fadas

Não tenho a vontade de ir até ao fundo deste caminho que me leva,

A Alma perdida na floresta que me fechou o meu desejo,

Encantado numa magia de um conto de fadas que alguém uma vez contou,

Ao meu ouvido devagarinho para que as palavras fizessem sentido,

Naquela manhã de inverno junto à lareira onde encontrei o teu coração,

Para me aquecer a esperança de voltar a acreditar na felicidade.

M.

 

espaço perdido

Não posso mais acreditar que o pensamento um dia foi entregue ao vento,

Num rodopio de alegrias que abraçam a loucura de uma vez ser,

Olhamos o vazio de um espaço perdido numa neblina matinal que foi encontrada,

Naquela viagem descoberta de um prazer encarnado num vale de sonhos,

Assim me deito a pensar que talvez seja uma vez mais o dia para acreditar.

M.

murmúrio

 Momentos em que a minha Alma se desprende no vazio,

Lugares onde a magia é feita de luz ao tocar o céu,

Batidas de coração levam o desejo até ao cimo de um sonho,

Sentimentos perdidos no tempo em que oiço o murmúrio de ti,

Levados na mão onde um dia pintamos uma memória.

M.

escreveu

Tanto que quero ter uma epifania que traga o teu desejo,

Posso eu deixar a marca que fique para sempre gravada,

Naquela nuvem que se quer alinhar com a lua de uma vida,

E sempre que espero ver as linhas de um sorriso que se escreveu,

Naquele livro que uma vez se abriu para receber os versos,

De uma paixão que esconde a vontade de ir até ao longe deste dia.

M.

salgado

Chama-me na escuridão onde escondo a minha Alma perdida,

Seja por for irei encontrar a tua voz a dizer-me melodias ferozes,

Serro o meu punho para descobrir que nada pode ser para sempre,

Berro para o vento que traz para cima uma onda de sabor salgado,

E no tempo que corre pela rua abaixo olho para voltar a acreditar.

M.

 

lago

Sem rumo sigo por esta estrada para lá encontrar,

Um caminho que atravesse a Alma despida,

Para satisfazer os desejos incarnados na esperança,

De voltar a ver um destino encontrado no tempo infinito,

De uma lágrima que se desprende para o lago da fantasia.

M.

paladar

Quero ser uma asa que se desprende no vento,

E no sabor do luar sente a sua mensagem a voar,

Movimento de sentimento que vai até um lugar,

Onde as Almas podem se abraçar no momento,

Que se descobre no vazio de um paladar.

M.

jardim

Quero escrever mais uma prosa para que possas ler,

Não vou mais esperar pela luz no quarto escuro,

Eu sei que o meu tempo é um fio de água neste oceano,

Mas irei eu ter contigo até ao sonho que uma vez apareceu,

Para aqui ficarmos a crescer dentro do nosso querer,

Uma canção que sabemos que vai florir neste jardim.

M.

castelo

Um dia talvez eu volte a ser aquele que tu procuras,

Ser o príncipe dos sonhos que aparece junto ao castelo,

Libertar-te do dragão que te prende junto à torre,

E de forma lentamente acreditares que eu sou aquele,

Poderei eu ser tudo o que posso dar para voltar a acreditar,

Que o meu Deus me deixou aqui uma chama de luz.

M.

 

trampolim

Deixa-me voar até ao cimo daquela paisagem,

Leva-me contigo e encontra o meu desejo,

Fogo que me assalta para em ti me apaixonar,

Saber que és uma paixão que quero ao luar,

E num trampolim saltar para cima deste sonho.

M.

refrão

 Quero beijar a tua boca de mel neste verão,

Deitar-me ao teu lado e cantar uma canção,

Saber de cor a letra daquele refrão,

E sem respirar contar-te a minha paixão,

Que foi escrita num papel de sabão.

M.

doce

Pega na minha mão e vai comigo até ao infinito deste caminho,

Leva-me para onde as manhãs são o pranto de um beijo,

Num vento que me toca para levar contigo o meu desejo,

Deixa-me partir para lá das montanhas e descobrir,

Um lugar onde possa acreditar que a vida é mais doce.

M.

escondido

Estou a perder o tino que me orienta o caminho de um sonho,

Cores de um arco-íris que pintam uma paisagem cinzenta,

Foi mais uma pedrada num lago onde acordei o monstro escondido,

Lavo a minha Alma naquela água que me passa aqui ao lado,

Deito-me para apreciar o céu estrelado e acreditar que ainda posso,

Voltar a ter um caminho onde possa me encontrar contigo.

M.

desistir

Quero retornar ao lugar onde a magia é feita dentro de um sonho,

Ir ao sabor do destino e não saber se posso alguma vez desistir,

De perseguir aquele momento pelo qual quero viver mais uma vez,

Sentar-me junto à janela e encontrar no vento que passa o teu mel,

E ao saber que nada sou, aceitar mais um dia para ir contigo até ao fim.

M.

papel

Farto de esperar que os perigos das nuvens atravessem a minha Alma,

Penso que já é tempo de saber que nada eu saberei desta vida,

Posso eu amar o meu anjo que uma vez olhou para mim naquela esquina,

Onde a minha esperança acreditou que as cortinas fossem de papel,

E o meu desejo de abraçar o teu beijo foi feito de sal ao amanhecer,

Naquela noite despojada de uma fantasia acreditada no vale dos lençóis,

E na eternidade de um pensamento atingir um nirvana impossível.

M.

 

 

 

prantos

Acordo ao teu lado a saber que és a minha esperança,

Um doce beijo que te dou para acreditar que é verdade,

Um desejo que sonho num dia de chuva caída aos prantos,

Numa revolta da Alma que assalta o caminho que quero,

Um dia encontrar para em ti alcançar o meu descanso.

M.

desafios sem fim

Cansado por não saber que rumo irei trilhar no caminho,

Fogo que queima a minha Alma que se desprende ao céu,

Mando mais um trago de bagaço pela goela abaixo,

E sinto que nada me leva a acreditar no momento de viver,

Não sei onde irei estar para saber se isto é mesmo assim,

Ou se a procura de um Anjo é feita de desafios sem fim.

M.

noite escura

Este é som que ensurdece o meu silêncio na noite escura,

Raios de luz que invadem a janela do meu quarto,

Procuro na brisa da manhã os sinais que o vento vai levar,

Nas ondas de um oceano esquecido no deserto do Amor,

Onde a minha Alma possa repousar de tanto ardor,

E sem sentimento descobrir mais um dia de loucura vivida.

M.

madrugada

Lágrimas que se esgotam no cair da chuva da madrugada,

Posso voltar a tentar agarrar a esperança que um dia se perdeu,

Na estrada da saudade ornamentada pelas flores do meu amor,

E dia após dia ver o sol raiar naquela manhã que acordas para mim.

M.

 

 

 

desespero

Já fui uma vez até ao vazio de um espaço desconhecido,

Pelo fio de uma aragem que se sente no voar das asas de um anjo,

Deixo-me cair por entre as montanhas que sobrevoam o meu desespero,

Vagueio o meu pensamento nas dunas que pintam um horizonte longínquo,

Desbravo a noite que cai por entre a chuva sentida no corpo que se despe,

Para receber no seu seio um deleito de fantasias esquecidas no sonho.

M.

 

 

 

corrupio de luzes

Olha que lindo prado de cores escolhidas num corrupio de luzes,

Almas escondidas da vista que alguém um dia quis observar,

Maldita memória que me deixa sem palavras para escrever,

Posso eu nesta vida acreditar que posso ser mais alguém,

Onde a poesia é encontrada nas brumas de uma onda selvagem.

M.

 

porta

Esquecer o que o vento uma vez trouxe junto à minha porta,

Procuro no nome daquela árvore encontrar um lugar para ir,

Morder o ar de tanto saber que não sei por onde sorrir,

Descobrir que quero ter um sítio para repousar a Alma,

Dar um passeio pelos caminhos de um trilho que vou percorrer.

M.

 

esquecida

Agora que penso no dia em que fazer amor contigo é o sonho vivido,

Serás tu a fada que foste conhecer aquele que apenas soletrou,

Palavras sem sentido que alguma vez foram escritas no cimo de ti,

Largadas ao vento para ir ao encontro de uma paisagem esquecida,

E num deslumbre de fogo descobrir uma centelha de vida.

M.

 

encontro

Caminho que se cruza na orla de uma baía de prata,

Procuro uma nova sensação que me leve para além do sabor,

De um sal que se desprende da tua boca que beijo na noite caída,

Onde as cortinas se vestem de veludo para ir até ao teu encontro,

Num paraíso que foi descoberto no dia onde a Lua conheceu o Sol.

M.

 

caminho de loucura

Uma liberdade que sentes ao cruzar mais um caminho de loucura,

Procuras na madrugada de uma noite as estrelas que cintilam,

Perdidos nas brumas de uma duna que ofusca o teu perfume,

Foges em direção ao Sol para lá encontrar a sensação de voltar a ser,

Um momento que quero escrever nas folhas de inverno.

M.

 

amanhecer

Em tudo vejo uma imagem de um Anjo que saiu à rua,

Leva um momento na tua mão até ao dia de hoje,

E num amanhecer o raiar de um Sol que acredita até ao fim,

Que numa viagem onde as vozes se vão erguer,

E cantar para todos ouvirem a vontade de voltar a querer.

M.

ser feliz

O tempo passa devagar à espera de voltar a encontrar-te,

Sinto a subir uma sensação de desespero por voltar a ver-te,

Quero andar pela estrada onde posso voltar a ser feliz,

Acreditar que no teu beijo posso encontrar a minha paz,

E juntos numa enseada sentir o sabor do sal das ondas,

Que banham os nossos corpos despidos de prazer.

M.

até ao cimo

 Sou o super guerreiro que fugiu até ao cimo,

Quero acabar o sofrimento que de lá vem,

Varrer do chão um sentimento que me agarra,

Sair em guerra para encontram lá a salvação,

Daquela Alma que um dia sonhou.

M.

 

sentir assim

Hora de fazer crescer um sentimento dentro de mim,

Movimento de uma dança ao cantar uma paixão,

Fantasia desbravada no horizonte de uma miragem,

Corro pelo deserto e sinto o calor da areia no meu andar,

Naquele caminho que quero percorrer até te sentir assim,

Numa poesia vertida numa manhã onde descobriste um beijo.

M.

 

ondas

Nunca consigo imaginar mais um beijo que irei te dar,

Numa manhã onde as ondas da vida se estendem até ti,

Vamos dar mais um passo naquela direção que desejamos,

Saber que é mais um dia que será bonito querer o teu desejo,

Naquela loucura que mais um momento será feito assim.

M.

centelha de luz

Caminho pela estrada à procura da tua centelha de luz,

Danço ao vento de uma mensagem que se prendeu a mim,

Numa brincadeira de meninos sem jeito à luz do sol,

Beijo a tua boca sem saber se o teu mel será o meu destino,

Acredito na senda de uma aventura que agora vai começar.

M.

momento de luz

 Estarei eu aqui à espera de um momento de luz,

Posso eu acreditar que na fé posso encontrar,

Um dia que me mostra uma janela de oportunidade,

Onde posso mergulhar na imensidão do espaço,

E encontrar o folego de voltar a acreditar,

Que no som das ondas irei voltar a ver a esperança,

Junto ao lugar onde podemos voltar a ser felizes.

M.

sabor de verão

São pensamentos simples que a escrita me leva no vento,

Espero a esperança por entre as linhas de uma mensagem,

Que me levem até ao Olimpo onde possa acreditar em ti,

Numa memória de acontecimentos com sabor de verão,

Servidos numa esplanada com sabor a sauvignon blanc.

M.

limbo deste mundo

Tudo o que sinto ao caminhar no limbo deste mundo,

Sinto a tua mão junto ao meu peito onde me deito,

Levo à boca o sal do teu beijo que me deste ao dormir,

Abraço o sentimento de uma vontade que foi além,

Para descobrir se as diferenças são um caminho a fazer,

Junto a ti onde posso descansar o meu saber.

M.

uma miragem

Atrás de uma duna esconde-se uma miragem,

Para lá do horizonte onde a vista não alcança,

Pelo caminho de um duende que vai a passar,

A letria de poesia que é escrita no vento arejado,

Num encontro de Almas perdidas que agora se beijam,

Na esperança de uma maresia que atravessa o oceano,

Sabendo que a cortina do teatro se desprende uma vez mais.

M.

vendaval de um desejo

Um dia de saudade feito no vendaval de um desejo,

Olhando para o Sul à procura de uma mensagem,

Navego por entre os fios de uma água salgada,

À procura de saber se o sabor é feito de memória,

Ou a tua boca se pode beijar no caminho do Sol.

M.

sopro da vida

 Quero descobrir o elo que se perdeu,

Sentir o vento que encontra o sul,

O amor que vai ao alto,

Encontrado na senda de um deserto,

Que navega pelo lago da discórdia,

Num teatro de vaidades,

Mas que ao longe se encontra,

Para lá beijar o sopro da vida.

M.

 

lareira

 Palavras que me dizem coisas,

Sensação de liberdade ao cair,

Batida de um coração apaixonado,

Escondido para não se ver,

A magia que vai até ao cume,

De uma montanha lavada em sede,

Para um dia descobrir o seu fim,

Na penumbra de uma lareira,

Aquecendo o milagre da sua visão.

M.

descoberto ao luar

Subo por esta montanha,

Trago um pouco de esperança,

Sento-me para ver o céu passar,

Descobrir se o azul é feito para ver,

Um momento descoberto ao luar,

E sentir a vontade de abraçar,

A loucura que me prende ao mundo,

Num desejo de encantar o ouvido,

Que escuta sem saber as palavras escritas,

Num dia que foi vencido,

Pela vontade de acreditar que era possível.

M.

floresta esquecida

Sinto o frio de uma manhã a lavrar a minha face de dor,

Corro por entre os arbustos de uma floresta esquecida,

Levo comigo uma mão de rosmaninho para cheirar no caminho,

Não tenho odor de nada saber ou perfume de nada entender,

Mundo que me leva à loucura, mundo que me deixa voar.

M.

manhã de setembro

 Um sopro que alivia o corpo na manhã de setembro,

Imaginando um luar que prateia a luz de um oceano,

Inspirado na voz de um anjo que desceu para te ver,

Naquele dia de sol que iluminou o meu caminho.

M.

peregrino ao luar

Sei de uma alegria que vou até ao largo de uma montanha,

Magia feita num momento de paixão até de madrugada,

Sentido feliz que se fez ao saber de uma mensagem,

Agora que o dia raiou uma vez mais sob a loucura de um dia,

E voltou a acordar o despertar de um peregrino ao luar.

M.

miragem de um sonho

Sabes que o mel é o fel de uma vida vivida,

Levas o teu coração até ao alto de uma montanha,

Abres o seu interior para que veja a miragem de um sonho,

Sentes o seu bater na palma das tuas mãos,

Acreditas que a vontade é feita para ir até ao cume do céu,

E de lá avistar a sensação de beijar o teu sorriso ao vento.

M.

hino do Sol

 Nem sei escrever palavras que possam ser entoadas ao vento,

Transpiro um sabor desesperado por saber o hino do Sol,

Levo junto a mim a esperança que procuro não perder,

Para em ti encontrar uma lágrima de alegria cantada,

Numa poesia que se escreve nas ondas do mar do Sul.

M.

mar de lágrimas

Letras vãs que descem pela encosta de um mar de lágrimas,

Saudade de um movimento eterno lavrado no céu,

Loucura de um desconhecido que leva consigo a esperança,

Num caminho de sentimentos apertados ao redor de um abraço,

Descobre que a vida é um lugar de momentos por conhecer,

Um lugar feito de pequenas conquistas feitas ao cair do pano.

M.

caminho que quero

Diamantes que iluminam aquele caminho que quero,

Acordes de uma melodia que se desprende do céu,

Sentimentos que atravessam o corpo provido de movimento,

Névoa que banha o lago de uma noite cansada,

Beijo que se sente ao tocar os teus lábios de mel.

M.

 

minha voz

Tu és a fonte da inspiração da minha voz,

A escrita que colhe os frutos de uma brisa,

Sentida nas preces que faço à lua,

E respiro para lá sentir o teu perfume,

Que enche o corpo que se despe à noite.

M.

sentir na brisa

São desejos que choram por entre as montanhas,

Fios de cor pintam o céu de azul-celeste,

Madragoas de angústia que atravessam o espírito,

Vontade de beijar o vento para te sentir na brisa,

Momento de loucura que me leva até ao teu leito.

M.

 

 

voltar a ser

Não tenho controlo nas emoções que me assaltam,

Varro um pensamento para dentro de uma fonte,

Para esperar que brote uma alegria de voltar a ser,

Um solitário que desespera pela sua Alma perdida,

Encontrada no deserto dos amores sentidos,

Na caminhada das pedras soltas que me levam,

Para um destino que não encontro em mim.

M.

Oculto o meu silêncio

Oculto o meu silêncio que me atravessa a Alma,

Num rasgar de sonhos que foram então vividos,

Acordo na neblina de uma manhã de inverno,

Sinto o arrepio de uma mensagem por viver,

Sentida na esperança de voltar a acreditar,

Que a alegria pode ser uma miragem a alcançar.

M.

acordes da vida

Não sei que palavras devem ser ouvidas,

Momentos que possam ser entendidos,

Ou tristezas que podem ser apagadas,

Finjo que nada sou para nada saber,

Numa oculta lembrança de um ser,

Que não sabe soletrar os acordes da vida,

E cantar os sonetos de Amor ao luar.

M.

Folhas de outono

 Folhas de outono que se deixam cair ao luar,

Madrugada de pensamentos que lavam o dia,

Mãos que juntam e acreditam no amanhecer,

Beijo que dou para sentir o teu perfume,

Naquele sonho que nasceu de um encontro.

M.

Folhas de verão

Folhas de verão que levantam o som de um vento de sul,

Marcas de um forasteiro que procura a sua Alma,

Forças que ligam as correntes de um rio de água azul,

Fantasias que deleitam um prazer de uma dama,

Na loucura de um abraço que acontece ao amanhecer.

M.

gota de suor

Junto mais uma gota de suor vertido neste lago sem fim,

Luto por entender onde me leva a corrente,

Tiro mais um folego de um ar que me cansa o destino,

Falo para as nuvens que atravessam o azul de um céu descoberto,

Num penhasco onde me levo até ao infinito de um sonho,

Sem saber se irei alguma vez ser um momento em vida,

Ou se apenas terei um fio de luz para conhecer.

M.

oração

Num deserto procuro um fio de água para receber,

Um momento que quero desejar no destino,

Encontrar a minha Alma perdida pelo caminho,

Recebo um beijo para aquecer o meu coração desolado,

Quero caminhar em direção ao Sol,

Sentir a luz que me atravessa o corpo sem loucura,

Descobrir se a minha vida é apenas um fio,

Ou se posso esperar mais um pouco pela oração.

M.

Cansado

Cansado de tanto esperar pela madrugada de ontem,

Sentido de um verme que se senta ao largo,

Corrente de som sem vontade de acreditar,

Dunas que escondem uma mensagem para dizer,

Momento que desenho sem saber onde escrever.

M.

Vou abaixo

Vou abaixo, vou acima,

Levo comigo, levo contigo,

Corro atrás, corro sem fim,

Atiro-me no vazio, atiro-me sem vontade,

Deixo ir, deixo vir,

Sou infeliz, sou feliz.

M.

história sem mel

Não quero ser mais uma pegada de uma história sem mel,

Bocado de vento que me atravessa o corpo,

Num destino que vai ao longo de uma miragem sentida,

Varrido de um pensamento que escorre por viela sem caminho,

Na vontade de querer abraçar um lugar que não aparece,

E cair do cume onde a minha Alma se encontrou.

M.

batalha sem tréguas

Por entre os dedos voam os meus desejos,

Liberdade que desaparece na esperança de um dia,

Ao encontrar em mim uma fantasia esquecida,

Escrita na sombra de um momento perdido,

Procuro a redenção de uma batalha sem tréguas,

Num descanso que não chega para voltar a ser,

Um fio de luz que se desprende do éter sagrado,

E percorre uma vez mais o oceano das lágrimas.

M.

 

Foge de mim

Foge de mim a vontade de querer ir ao longe,

Caminho por ruas que lavram o cheiro da chuva,

Molha-me o corpo que se despe por nada saber,

Dou mais um passo na estrada de pedra,

Levo comigo a sensação de um sabor que sinto,

Num beijo que te dei naquela manhã de Abril.

M.

Chuva de prata

Chuva de prata que me invade o corpo despido,

Asas de anjo que me querem levar até o cimo,

Violetas azuis que pintam mais um dia de verão,

Fantasias que são esquecidas depois de uma tormenta,

Manhãs frias que querem aquecer o Sol de inverno,

Palavras que são escritas num fio de papel,

Brumas de mar salgado que me pintam o sabor do teu beijo.

M.

 

cortina de fumo

 Sentimentos vagos numa cortina de fumo,

Amargura de não ser capaz de voar,

Num destino que não se desfaz por saber,

O caminho que vidente procura na conquista,

De um penhasco que me atravessa o momento,

Onde irei encontrar a paz de um guerreiro,

Que lutou sem armas, mas não esqueceu,

O beijo que me deste na neblina da manhã.

M.

 

 

voltar a voar

Do chão que brota um sentimento de voltar a voar,

Uma vontade de abraçar um destino sem fim,

Deixar levar as palavras até um beco sem saída,

Encontrar um beijo perdido na maresia,

De uma paixão que assola as tempestades,

Num oceano que descobriu o lugar para estar.

M.

nem sempre

Nem sempre o dia é feito de cor,

Nem sempre acreditar faz acontecer,

Nem sempre sou o que penso ser,

Nem sempre irei até onde posso,

Nem sempre posso acordar feliz,

Nem sempre será assim,

Mas sempre serei teu.

M.

vento do Sul

Sou um momento que foi desenhado no vento do Sul,

Quero andar pelo trilho do monge esquecido,

Levantar o astral para um dia acordar para a vida,

Descobrir uma vontade que encontrada na margem,

De um rio que levou comigo uma mensagem,

E deitar-me no orvalho de uma manhã vivida.

M.

 

estrada solitária

 Foi um beijo numa estrada solitária,

Caminhei sem ilusão de um encontro,

Para saber que o vento me levou,

Até ao dia onde encontrei uma chama,

Que acendeu um momento dentro de mim,

Acordado de um sonho vivido sem sentido,

Para lá esquecer as amarguras de uma vida,

E no seu sentimento acreditar que era,

Um dia possível voltar a acreditar.

M.

beijo foi eterno

 Não tenho nada que seja um encanto,

Navego por águas turvas sem esperança,

Sento-me aqui à espera da bonança,

Alcanço o Sol para lá deixar a lança,

Que leva de mim mais um momento,

Para chegar a saber se o beijo foi eterno,

E a minha paixão não se afogou no mar,

Descoberta numa manhã de prazer intenso.

M.

 

caricia

Um momento que quero desfrutar junto a ti,

Um sonho que vivo para te encontrar em mim,

Uma caricia que sentes na leveza de um beijo,

Um sentimento que desperta dentro de nós,

Um caminho que percorremos sem saber,

Um dia que chega para podermos viver,

Um despertar que nos traz até o infinito.

M.

sonhou

Entre pensamentos que desaparecem,

De um menino que sonhou um paraíso,

Mas que descobriu que nada é idílico,

Agarrou na sua mão e levou a sua paixão,

Até ao cimo de uma montanha,

E de lá largou ao vento o seu desejo,

Para um dia ser apanhado pelo destino,

E ao acordar sentir que foi um anjo,

Que lhe deu um beijo para acreditar.

M.

 

sem receio

Ofusca-me esta memória que se quer lembrar,

Daquele dia em que foste para mim um farol,

Sonhaste em dar tudo para ser diferente,

Numa luta que travaste com os teus demónios,

Naquela escrita que deixaste os pensamentos,

Desviados de uma loucura vivida neste mundo,

Acreditei em ti até ao último momento,

Que és o exemplo de quem luta sem parar,

Para encontrar no sossego a paz,

De um guerreiro que não desistiu de querer,

A felicidade de quem te desejou a sorte,

Mesmo que a vida fosse madrasta,

Numa tempestade que atravessaste sem receio,

Para encontrar um âmago de felicidade,

Num coração que chorou por todos,

E foi connosco até onde a vida deixou.

M.

 

 

 

para não magoar

Escrevo mais uma linha de letras esquecidas,

Poemas soletrados ao vento para voar,

Lentidão de pensamento que me leva à melancolia,

De não entender o que me desespera,

Saber que encontrei o tesouro que me pode libertar,

Da ira do meu âmago interior,

Da dor que sinto por não perceber,

Da aflição que me atraiçoa o julgamento,

Bebo mais um copo e tento esquecer,

Escondo o meu sentimento para não magoar,

Aquele que tanto chora por não sabe encontrar,

O teu destino,

A tua magia,

O teu sorriso que espalha luz,

O teu beijo que deleita o coração,

O teu encanto que perfuma um dia,

Serei eu capaz,

Serei eu aprendiz novamente,

Serei eu um mastro,

Ou estarei perdido na loucura de uma mente,

No atormento de um pesadelo,

Que um dia se vai para nunca mais voltar.

M.

 

 

mais além

Como começar outra vez,

Onde encontrar aquela chama,

A vontade de abraçar de novo,

Um caminho que faça sentido,

Junto ao lar de alguém,

No calor de um beijo que desperte,

O sentimento de acreditar,

Que nem tudo é vazio,

E um sorriso faz a diferença,

Mesmo que a mágoa exista,

A passagem tem de ser mais além,

Para que a vida possa ser,

Um desejo de viver em harmonia,

E a esperança possa só ser vertida,

No dia da minha despedida.

M.

 

Alma que me falta

Quero fugir,

Descobrir a Alma que me falta,

Beijar o céu e sentir,

Encontrar-te na penumbra de uma manhã,

Respirar por saber,

Que alguma vez fui capaz,

De deixar-te a minha marca na vida,

Cantar contigo uma canção,

Que te apaixone numa noite fria,

Acordar e lembrar que foste mais além,

Mesmo que não tenha sido o melhor,

Mas que fiz aquilo que sabia,

Sem saber se era o ideal,

Ou que a vida podia ter sido assim,

Mas que a tua pode ser forte,

Se acreditares que podes voar,

E lembrares as palavras que te digo.

M. 

sou ouvido

Grito alto para saber se sou ouvido,

Deixem-me voar,

Acabar com o meu sofrimento,

Sentir no azul do mar um bálsamo,

Que me leve até à descoberta,

A gritar,

A cavalgar,

Com uma única missão,

Sair da sombra que me assola,

Cair dentro de um desejo,

Levar a Alma,

Dançar com o espírito,

Acreditar que posso alcançar,

Um momento que me leve ao céu,

Um beijo que irei dar no teu rosto,

Para encontrar o meu fim.

M.

 

véu de uma musa

Tocam os sinos à espera que a manhã acorde,

Engano o tempo para fugir daquele movimento,

Que desperta o sentimento que me ilude,

O pensamento corrido por nada encontrar,

Num vazio que a Alma tenta preencher,

Sem saber se neste caminho posso contar,

Com o véu de uma musa que se despe,

Perante a luz que ilumina uma mensagem,

Vertida num capítulo que agora vai começar.

M. 

mente perturbada

Vivo num delírio de uma mente perturbada,

Acordo sem pensar que dia é que vou viver,

A sonhar que alguém me dê um caminho,

A sentir a mágoa de nada ter sido,

A pensar que não sei se irei corresponder,

A enlouquecer de tanto não saber,

A respirar o ar sem entender se mereci,

Num desespero que aperta a minha Alma,

Num destino que não sei se consigo imaginar.

M.

 

Melancolia

Melancolia de um sentimento vestido de cinzento,

Pensamento que escurece um caminho a seguir,

Vontade de nada sentir para não ferir,

O sonho que outrora foi sonhado no vento,

Que amainou quando a maresia pousou a loucura,

De um peregrino que procura a sua senda,

Na esperança de encontrar a sua salvação.

M. 

sabores

Sonhos despidos num frenesim de sabores,

Alvorecer junto ao coração de uma manhã,

Beber mais um cálice de um sagrado mel,

Numa épica travessia da Alma sobre o desfiladeiro,

Que leva o desejo esperado até ao caminho,

Onde a vida pode acontecer no querer.

M. 

lugar desejado

Não quero mais andar às voltas,

Em epopeias de lágrimas de sal,

Momentos despertados ao sol,

Pensamentos vagos feitos de sede,

De voltar a acreditar que viver é ser,

E contigo posso ir até lugar desejado.

M. 

verter sem parar

Sei que estás no limbo de mais uma aventura,

Conheces o sorriso do vento que sopra,

Voas do alto da montanha para conseguir ver,

Uma miragem que ao fundo do deserto se alarga,

Para abraçar um sonho que se torna realidade,

Numa noite de calor para o suor verter sem parar.

M.

 

encanto de viver

Momentos de luz que me assaltam,

Um espírito que pede mais um dia,

Para voltar a acreditar que será livre,

Depois de uma tormenta de escuridão,

Encontrar o seu lar junto ao coração,

Saltar de uma colina e sentir a liberdade,

Que apareceu naquela manhã de gratidão,

Para descobrir que o teu beijo será sempre,

O meu maior encanto de viver.

M.

noite cerrada

Espero aqui sentado à espera do dia,

Longe da minha vontade de ser,

Quero acreditar que posso vir a ter,

Um lugar para morar,

Onde o meu coração possa repousar,

Naquela luz que ilumina a noite cerrada,

E aquece a Alma de quem esperou por ti.

M.

rosmaninho

Se as linhas fossem tortas,

Teria o gesto ficado ao ver,

Um vinho que se bebia,

Numa estrada sem linhas,

Num perfume a rosmaninho,

E na prosa de um poeta,

Encostou a cabeça e sonhou,

Para de lá nunca mais sair.

M.

 

brumas silvestres

Fios de mel num rio que se beija a terra,

Sabores sentidos num corpo que se despe,

Para mergulhar no oceano das brumas silvestres,

Correr por entre as ondas de espuma branca,

Beijar o sal de um mar que se estende ao fundo,

De um teatro de fantasias sonhadas,

E ilustradas numa história que escrevemos,

À luz de uma lareira que nos aquece,

Para um dia recordar o momento em felicidade.

M.

espíritos selvagens

Acordes tocados numa manhã de cetim,

Luzes que tocam as estrelas no céu,

Tempo que é esquecido entre os dedos,

Madrugada de sonhos que despertam a Alma,

Suspiros de uma vida que se esgota nos dias,

Vividos entre os momentos de esperança,

Que uma noite despertou o sentimento por ti,

Num encontro de espíritos selvagens,

Acordados pela brisa de um vento de norte,

E mergulhados num oceano de paixões.

M.

vida por descobrir

Pode a minha Alma encontrar um novo caminho,

Percorrer as montanhas do desespero e regressar,

Descobrir de que cor deve pintar o céu,

Lavar os pecados que tingiram o seu espírito,

Salvar-se do abismo e encontrar em ti,

O destino de uma vida por descobrir.

M.

alimente o meu destino

Que vida é esta que me atormenta o espírito,

A infelicidade do meu ser não encontra a paz,

Como posso eu sair deste buraco e encontrar,

Um caminho que me torne outra vez uma pessoa,

Com objetivos e luz de acreditar,

Que posso preencher este vazio dentro de mim,

Sem saber se as páginas que escrevo serão lidas,

Ou que a minha Alma possa assim descansar,

Um repouso que alegre o meu coração,

E uma esperança que alimente o meu destino.

M.

dunas de sal

 Dunas de sal no sabor do tempo,

Momento de luz num desejo inacabado,

Fonte de água que jorra o suor,

Neste corpo que se despe ao raiar,

Do sol que beija a terra no crepúsculo,

Num rasgo de loucura à noite.

M.

 

riacho sem água

Este é um caminho de trevas e escuridão,

Procuro a luz no recanto de uma paixão,

Tenho comigo a senda de voltar a lutar,

Pelo trilho de fantasias esquecidas,

Uma floresta que procura o seu encanto,

Junto à margem de um riacho sem água,

Mesmo que com sede de viver eu tenha,

Sairei daqui para ir até onde for preciso,

Sabendo que as muralhas são para ultrapassar,

E o desejo de acreditar é forte,

Caminho pela rua à procura de ser,

O menino que uma vez sorriu para o sol.

M.

janela

Olho pela janela na esperança de ver,

Sinto o ar a tocar o meu rosto cansado,

Encontro a brisa na manhã de sábado,

Tenho comigo uma vida por viver,

Luto a tertúlia de uma paixão,

Para em ti voltar a acreditar,

Que um dia a vida pode ser mais simples.

M.

doce pecado

Ao longe uma miragem de um anjo,

Percorro o chão queimado pelo suor,

No calor de um momento sinto o fogo,

Que alastra pelo corpo que se despe,

Para a brisa sentir uma vez mais,

E luz entreaberta que acende um coração,

Para lá sentir o seu doce pecado,

De querer a Alma amar sem fim.

M.

palma da tua mão

As luzes na janela que brilham no teu olhar,

Vento que beija a tua boca no entardecer,

Pensamento que é escrito na palma da tua mão,

Beijo que sentes ao ouvir a minha voz,

Folia de um momento que escolheste ao luar,

Lágrimas que sentem a alegria do teu sorriso.

M.

cantiga antiga

Já me disseram que seria o vento,

Contaram-me que as vestes eram do monge,

Disseram palavras que foram ao céu,

Fizeram-me dizer o que não queria,

Disse que a vida era um mar de ondas,

Falei alto para lá deixar o meu dizer,

Cantei na taberna do zé a cantiga antiga,

Recitei poemas escritos na pedra,

Voei para longe e voltei a ser feliz.

M.

Mundo imperfeito

Mundo imperfeito num coração perfeito,

Sinal do tempo em balada antiga,

Anjo que voa contigo até ao destino,

Dizeres de uma memória esquecida,

Flores estendidas no fio de luz,

Transições de mensagens atiradas ao vento,

Chuva que molha o corpo despido,

Nascimento de estrelas na noite estranha,

Momentos suspensos à espera de renascer,

Das cinzas que alguém um dia encontrou.

M.

 

rumo ao desconhecido

Darei mais um passo rumo ao desconhecido,

Não sei por irei encontrar a paz,

Choram as lágrimas de uma vida sem sentido,

Que guerreiro posso eu ser neste desespero,

Uma luta que travo comigo mesmo,

Nos espíritos que me afugentam a alma,

Num desejo que quero um dia entender,

Para que possa repousar junto a ti,

E o meu coração possa novamente sorrir.

M.

 

 

 

caligrafia do teu sorriso

 Sinto no meu coração a caligrafia do teu sorriso,

Sento-me no horizonte para respirar,

O ar que perfuma os fios do teu cabelo,

Acerto mais um passo no caminho de ti,

Descubro em mim uma réstia de esperança,

Iluminada na prata que levas contigo,

Para naquele dia de verão não ser uma ilusão,

Transpirada de um corpo que grita por mais,

Momentos que sejam infinitos para sempre.

M.

 

desafio para superar

 Terei eu sido um engano do destino,

Será o céu um lugar para mim,

Ou irei navegar por mares sem ondas,

Caminhar sem rumo até esquecer,

A memória de um livro escrito,

Em papel de cetim,

Na penumbra de um sentimento afastado,

Na cabeça de um mendigo sem lei,

E na esperança devolvida,

Que a luz será um desafio para superar.

M.

vontade de voar

Tu és o meu vício,

A minha sombra,

O meu desconforto,

A loucura que me invade,

O momento que espero,

O sangue que corre,

O beijo que dou,

A saudade que sinto,

A tortura de não saber,

O desfiladeiro sem fim,

O corpo perfeito,

A magia de um encanto,

O sentimento de querer,

A vontade de voar,

O abraço que quero dar.

M.

Segredo cantado

Segredo cantado pelo vento ao Sol,

Desejo que foi encontrado,

Cortina que se fecha,

Momento que se desenha no espaço,

Fantasia que não foi sonhada,

Magia de um mestre esquecido,

Dia que acaba,

Noite que se despe no som dos corpos,

Loucura que sinto por não saber,

Onda que bate junto à costa,

Sentimento de dentro,

Palavras que não se escrevem,

Conversa de quem não sabe falar,

Caminho que será trilhado,

Pelo monge até ao mosteiro,

Sensação que não é ilusão,

Coração que sente mas não vê,

Acordes sem melodia,

Tempestade de inverno,

Maresia encontrada na colina,

De um pedinte que se perdeu.

M.

pecados

Entoa nos fios de um vento amargo,

O sabor de quem não provou,

O doce mel dos teus lábios,

Espera pelo advento do dia seguinte,

Na esperança que não perdeu,

Por saber que um dia pode vir a ser,

Aquele que sonhou uma vez mais,

Na noite que abraçou a lua,

E se despiu para ver a luz de prata,

Que se estendia junto à costa,

Mas não beijava os seus pés,

Na vontade de lavar os seus pecados,

Ficou assim parado,

À espera que fosse mais uma passagem,

Para um mundo que fosse livre,

Do pensamento,

Da loucura,

Mas que ao acordar fosse verdadeiro,

E contigo fosse mais uma magia entoada,

No mar dos sonhos vividos.

M.

Grito

Grito para as nuvens possam ouvir,

A minha raiva contida,

Rezo que a sombra me deixe,

Corro por entre as pedras da dor,

Nas minhas mãos um pedido feito,

Loucura que me invade,

Sem saber para onde fugir,

Céu que não me dá o meu destino,

Não quero mais,

Deixa-me ir até aos confins do universo,

Voltar e deixar que felicidade me toque,

Num abraço eterno de gratidão.

M.

sonho vivido

Ajuda-me e deixa-me voar até ao infinito,

Nas minhas asas de anjo caído irei até onde,

A minha esperança me der a conhecer,

Um lugar irei repousar a minha alma cansada,

À procura daquele beijo que me acorde,

O prazer de respirar novamente este ar,

Que perfuma o teu rosto com aquele sorriso,

De quem uma vez desejou um sonho vivido,

Junto às ondas que despertam o teu calor.

M.

feita ao luar

Um estado de Alma que foge pelo vento,

Um desespero que esvazia o meu espírito,

Pensamento deambulante de quem não sorri,

Momento que não explica nenhuma razão,

Melodia de outrora que preenche o espaço,

De alguém que ainda não sabe viver,

Ou espera que a mudança seja feita ao luar.

M.

pensamentos perdidos

Como eu viver assim sem harmonia,

Dramas que me afugentam a alma,

Tiradas de sol num dia de lua,

Medos de não saber que direção seguir,

Fantasias que acabam o meu sonho,

De saber se o meu destino já foi esquecido,

E por ninguém irei perguntar,

Se alguma vez fui alguma coisa neste círculo,

De pensamentos perdidos neste livro,

Escrito na dor da minha esperança,

Que se perde ao olhar para o horizonte.

M.

 

Anjo da guarda

Terei sido esquecido pelo meu Anjo da guarda,

Posso eu escolher um caminho que seja,

Um momento que quero transbordar para cima,

A vontade de abraçar um destino sem fim,

Ou estarei a definhar dentro de mim,

E não encontrar a saída deste labirinto,

Aprisionado pela mente que me arde,

Nos pensamentos de escuridão à noite,

E me leva ao desespero nos dias de andar,

À procura de uma luz que não aparece,

Para iluminar o meu espírito perdido.

M.

cinzas de mais um fogo

O que se passa comigo,

Porque me sinto assim,

Terá o meu destino desaparecido,

Serei apenas mais um sopro,

Irei acordar deste pesadelo,

Será a minha Alma salva,

Terei eu alguma esperança de vida,

Ou serei as cinzas de mais um fogo,

Que se apagou no desapego,

E encontrou o seu caminho de volta,

E nunca mais voltou a ser.

M.

teatro

Disseram-me que o bolero era dançado,

Num passo de Deus que cantou,

O nosso espírito feito de uma Alma,

Que foi até ao infinito sombrear o céu,

De azul profundo vertido das águas antigas,

E num abraço eterno fugir para o horizonte,

Ao encontrar o teatro dos sonhos em ti.

M.

morada

Agarro-me a este fio de vida,

Quero ficar do lado certo da história,

Bailar com a dama que me dá guarida,

Sair da estrada sombria com euforia,

Versar poemas que se tornem a lenda,

No cálice de amor feita de essência,

Num lugar que se torne a nossa morada.

M.

 

brancas

Espero aqui junto à colina do sol,

Quero acreditar que serei,

Ir além do mar do inferno,

Descer pela encosta para encontrar,

Uma praia deserta,

Um paraíso para lá ficar,

Deitar-me junto à areia contigo,

Rolar por entre as brumas brancas,

E beijar o céu com os teus lábios,

No mel que sentimentos ao fazer amor.

M.

salvação

Dentro de mim está um momento que agarro,

Oiço a tua voz a dizer que caminho escolher,

Neste inverno que me abraça no frio,

Serei eu capaz de descobrir mais um trilho,

Mesmo que o sol não queira brilhar para mim,

Terei eu a força de lograr mais um desejo,

De saber que és tu que irás ser a minha salvação.

M.

 

 

Enquanto

Enquanto as minhas asas não sabem voar,

Enquanto o meu desejo não é desejado,

Enquanto a minha dor não é esquecida,

Enquanto eu sou uma gota de um oceano,

Enquanto o teu coração quiser o meu,

Enquanto a lua beijar o sol,

Enquanto a vida me deixar viver.

M.

trevas

Quero partir para o deserto encantado,

Juntar o pensamento ao meu destino,

Fugir por entre as dunas e acordar,

Para entender a sombra que desce,

No corpo uma vez lavado,

De tantas trevas que acumulou,

Ao saber que apenas era um plebeu,

Em terras do ventre desconhecido,

E na vontade de um ateu que acreditou.

M.

girassóis

Corpo que desperta na manhã adormecida,

Perfume que inunda o vento ao saber,

Que a maresia daquele horizonte é nossa,

Conquista de um herói que levanta o céu,

E parte para uma batalha de girassóis,

E lembra quando o sol uma vez ilumina,

O caminho que percorre ao nascer.

M.

casulo

Pouco sei onde fica a miragem deste sonho,

Avanço por montes e vales até descobrir,

Nesta gula que me assalta a Alma despida,

Fugir à rotina e encontrar um caminho,

Que irei trilhar sem que o gelo me desfaça,

A vontade de abraçar mais um momento,

Que vivo dentro de um casulo de algodão.

M.

beijo

Na sombra de uma serenata leva o meu beijo,

Deixa o que o teu corpo toque o meu,

Num pedaço de mel que sentes junto ao peito,

Levo comigo o teu sonho até ao céu,

Largo para trás a sombra de um passado,

E deixo o vento tocar os teus lábios.

M.

jubileu

Mesmo disforme, o meu corpo é teu,

A alma que dança nas nuvens,

Procura em ti o meu sonho no céu,

Agora que vou serei tu e eu,

Naquela colina a observar o horizonte,

Onde se estende a neblina de uma manhã,

Olhamos, e sentimos a leveza latente,

No coração que chora por mais um jubileu.

M.

real

Faz-me acreditar que ainda serei verdadeiro,

Posso eu querer voar até onde é impossível,

Levar-te comigo e abraçar-te no meu sonho,

Naquele rio de lágrimas vertidas,

Onde fui uma vez mais feliz por saber que eras,

O meu desejo escondido surgido na bruma,

De mais uma onda que fugiu daquele revolto mar,

Mas que apanhamos por acreditar que era real.

M.

comigo

Fica aqui comigo e leva-me para longe,

Vamos escrever mais uma história,

Neste livro que de páginas em branco,

Dias de amor sentido ao cair da noite,

Passeios junto à areia de ouro,

Razão de mais um beijo que te dou,

Momento que desenha mais uma fantasia,

Criada para descobrir o teu desejo no meu.

M.

longe

Vamos fugir para longe daqui,

Sair e ir em direção ao sol de inverno,

Mergulhar no lago de água cristalina,

Saborear a melodia do vento ao luar,

Fintar a eternidade num momento a sós,

E sentir dentro do coração o calor,

De mais um beijo que damos na noite.

M.

mistério

Um dia irei despir as sombras passadas,

Encontrar um caminho de liberdade,

Fazer amor ao luar e ser feliz,

Descobrir o mel dos teus lábios,

E dizer as palavras certas ao teu ouvido,

E entender o mistério de voltar a caminhar.

M.

descoberta

Num salto de sal no vazio do meu espaço,

Procuro aquilo que não sei procurar,

Ilusão de um poema escrito ao luar,

Vagueio o pensamento no meu cansaço,

Dedico mais uma prece à vida para inspirar,

A doce melodia de um lugar que não conheço,

Preso em mim a esperança que quero expressar,

Naquela montanha onde fico e esqueço,

A vontade descoberta na janela aberta para dar.

M.

 

 

lembro

Aperta-me o meu peito quando me lembro,

Quebra-me o meu folego no vento junto ao rio,

Tira-me o sossego desta vida sem sentido,

Penso que irei erguer mais um momento,

Para encontrar um beijo ao fundo da magia,

Que fantasia o meu sonho no futuro contigo.

M.

 

certeza

Não foi preciso voltar a transformar este dia,

Quero que tomes conta de mim neste frio,

Levar-me até ao infinito e dar o passo no caminho,

Onde irei receber a onda de um calor sentido,

Mesmo que a terra e o mar não queiram estar,

Na certeza de que darei o teu sorriso ao vento,

Para voltar a encontrar o riso desta vida,

E encher o meu peito de esperança para te ver.

M.

 

pobre

Estou cansado de tanto não sentir,

Saio porta fora porque não encontro,

Digo-te que a minha Alma está pobre,

No meu mundo os pensamentos fogem,

Nada é suficiente para saber onde ir,

Sou um vilão de uma história sem fim,

Respeito os deuses que querem ouvir,

A minha prece que não tem enredo,

Mas que me deixa num canto sozinho,

A pensar se apenas posso viver,

Aquela quimera de vida contigo.

M. 

Já fui poeta de água doce,

Um vilão sem tesão,

Já acreditei nas estrelas,

Numa noite de verão,

Já pensei que nada era,

Um ser sem determinação,

Já fui ao cimo de monte,

Num dia sem visão,

Já não sei onde irei parar,

Na noite que não acordou.

M. 

espelho

Sou um poeta sem letras de sol,

Uma viola que toca sem acordes,

Um veleiro que navega sem vela,

Um viajante sem mala,

Uma mensagem sem palavras,

Um momento sem sentido,

Sou apenas um esquecido,

Um pobre em casa de nobre,

Uma imagem sem espelho,

Sou aquele que procura,

Um desafio para encontrar,

Uma loucura para cometer,

Um desejo para sonhar,

Sou um sentimento no vazio,

Uma melodia sem canção,

Um beijo sem ilusão.

M.

 

Letras

​Nem escrever agora sei, Letras que me deixem sonhar, Um momento de alegria contigo, Falar de sentimentos ao luar, E deitar-me contigo na en...