Raiva

Raiva salgada numa onda de esperança perdida,

Malditas sombras que navegam por entre as marés,

Fogo encantado que lavra no deserto que foi chamado,

Num elo de laços desfeitos para descobrir na neblina,

De uma manhã que acordou para despir a luz do sol,

Naquela colina onde gritei do fundo do meu poço,

Sem saber se serei atendido no meu desespero,

E acordar na vontade de rumar até ao fim.

M.

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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