Borboletas

Borboletas que me assaltam o vazio de um encontro,

Vagueio a minha Alma em ruas perdidas junto à foz,

Num dia onde procuro a esperança de voltar a ser,

Aquele momento que algum mensageiro trouxe na carta,

Escrita nas linhas que me desenham um corpo desfeito,

E num Sol que ilumina aquela sombra que me persegue,

Num encontro que irei ter com o destino malfadado,

E num despertar dos sentimentos acordo para te ver,

No sorriso de um mar salgado junto ao meu coração,

E saber que alguma vez tive razão,

Para voltar a ser o monumento de um dia sem som.

M.

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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