Já fui uma vez até ao vazio de um espaço desconhecido,
Pelo fio de uma aragem que se sente no voar das asas de um
anjo,
Deixo-me cair por entre as montanhas que sobrevoam o meu
desespero,
Vagueio o meu pensamento nas dunas que pintam um horizonte longínquo,
Desbravo a noite que cai por entre a chuva sentida no corpo
que se despe,
Para receber no seu seio um deleito de fantasias esquecidas
no sonho.
M.
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