desespero

Já fui uma vez até ao vazio de um espaço desconhecido,

Pelo fio de uma aragem que se sente no voar das asas de um anjo,

Deixo-me cair por entre as montanhas que sobrevoam o meu desespero,

Vagueio o meu pensamento nas dunas que pintam um horizonte longínquo,

Desbravo a noite que cai por entre a chuva sentida no corpo que se despe,

Para receber no seu seio um deleito de fantasias esquecidas no sonho.

M.

 

 

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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