talvez.

 Chove copiosamente ao largo da margem norte,

Rasgo o véu que invade a minha sala,

Sento-me no sofá a contemplar a minha sorte,

Olho em redor à procura da minha mala,

Quero sair e fugir para longe onde o sol brilha,

Mas está a chover e pego na minha cigarrilha,

Vou fumando por entre os pensamentos da noite,

Ligações que são feitas de forma afoite,

Abro o livro e leio mais um capítulo deste romance,

Que agradável é saber que a leitura está ao alcance,

De quem aprende a ler pela primeira vez,

Ou sabe que dançar seja apenas um talvez.

M.

 

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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