talvez.

 Chove copiosamente ao largo da margem norte,

Rasgo o véu que invade a minha sala,

Sento-me no sofá a contemplar a minha sorte,

Olho em redor à procura da minha mala,

Quero sair e fugir para longe onde o sol brilha,

Mas está a chover e pego na minha cigarrilha,

Vou fumando por entre os pensamentos da noite,

Ligações que são feitas de forma afoite,

Abro o livro e leio mais um capítulo deste romance,

Que agradável é saber que a leitura está ao alcance,

De quem aprende a ler pela primeira vez,

Ou sabe que dançar seja apenas um talvez.

M.

 

 

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