chamar.

 Olho no horizonte à procura do meu farol,

Lanço às águas de sal o meu anzol,

Escurece o dia em sol de prata,

Sigo em frente e atiro a beata,

Corta o vento de fininho pela neblina,

Aguento mais um pouco junto à colina,

E vejo ao longe a luz de uma estrela,

De tons rosa se veste esta Cinderela,

Que sorri por entre as brumas do mar,

Como se estivesse por mim a chamar.

M.

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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