deserto.

 Já fui um marinheiro de águas do deserto,

Sem sal e sem sabor assim era o meu ardor,

Cego de nada ver que ao meu lado estava perto,

Como um jardineiro que não vê a sua flor,

Mas o destino é feito de encontros e desencontros,

Numa senda sem fim a fiquei em apuros,

Abrir o que estava fechado e voltar a sorrir,

Para em ti voltar a redescobrir,

A vontade de voltar a sonhar que a vida é bonita,

E de perder-me na tua magia infinita,

Naquele beijo de mel,

Que espalha perfume a granel,

E me confunde no meu pensar,

Só para querer amar.

M.

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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