deserto.

 Já fui um marinheiro de águas do deserto,

Sem sal e sem sabor assim era o meu ardor,

Cego de nada ver que ao meu lado estava perto,

Como um jardineiro que não vê a sua flor,

Mas o destino é feito de encontros e desencontros,

Numa senda sem fim a fiquei em apuros,

Abrir o que estava fechado e voltar a sorrir,

Para em ti voltar a redescobrir,

A vontade de voltar a sonhar que a vida é bonita,

E de perder-me na tua magia infinita,

Naquele beijo de mel,

Que espalha perfume a granel,

E me confunde no meu pensar,

Só para querer amar.

M.

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