devora.

 Que veloz é o tempo que nos devora,

Uma corrida que segue sem meta ou destino,

Esta é a nossa dança de valsa ao alvorecer,

Um imaginário de sonhos em jardins de verão,

Quero adornar o meu rosto no teu entardecer,

Fazer poesias feitas de pérolas e coração,

Pintar as paredes de uma casa sem tela,

E correr para fora da minha cela,

E encontrar o teu desejo.

M.

               

 

 

 

nem sempre.

 Nem sempre sei expressar o que sinto,

Nem sempre sou aquele que gostaria,

Nem sempre faço aquilo que deveria,

Nem sempre permaneço quieto,

Nem sempre vou para onde devo,

Nem sempre darei aquilo que posso,

Nem sempre serei o ombro amigo,

Nem sempre gostarei de estar no fosso,

Nem sempre irei aonde não ligo,

Mas sempre serei eu.

M.

ervas daninhas.

 Não são as ervas daninhas que me impedem,

Não são os espinhos que me arranham a pele,

Não são os traumas de um passado esquecido,

Não são as fantasias de mundo de cor-de-rosa,

Não são as manias de querer ser perfeito,

Não são os medos de cair o mundo em cima de mim,

Não são os defeitos de que eu sou feito,

Não são as pressões que me fazem cair,

Apenas a tua viagem comigo,

A vontade de ter-te até ao fim,

Sem medo e sem drama de falhar,

Porque só juntos podemos ser,

Aquilo porque sonhamos e queremos ter.

M.

 

alucinador.

 A força está dentro de ti,

O medo é um espinho sem cor,

A leveza do ser é algo em que já existi,

A sombra é uma cortina que se veste,

E na minha memória não quero rancor,

Porque isto não é um filme do faroeste,

Sem cavalos ou cowboys,

Apenas sou um ator neste teatro sem encenador,

Que representa um papel alucinador.

M.

afinidade.

 Ninguém é de ninguém dizia assim o verso,

Mas todos somos de todos,

Tudo é feito de centelhas de universo,

Rasgos de luz foram a nós concedidos,

Na escuridão vivem os medos de não saber,

Que apenas estamos aqui para amadurecer,

As sementes que nos deram para a liberdade,

E no caminho que fazemos encontrar a nossa afinidade.

M.

 

talvez.

 Chove copiosamente ao largo da margem norte,

Rasgo o véu que invade a minha sala,

Sento-me no sofá a contemplar a minha sorte,

Olho em redor à procura da minha mala,

Quero sair e fugir para longe onde o sol brilha,

Mas está a chover e pego na minha cigarrilha,

Vou fumando por entre os pensamentos da noite,

Ligações que são feitas de forma afoite,

Abro o livro e leio mais um capítulo deste romance,

Que agradável é saber que a leitura está ao alcance,

De quem aprende a ler pela primeira vez,

Ou sabe que dançar seja apenas um talvez.

M.

 

 

agosto.

 Tento que as coisas façam sentido neste círculo sem fim,

Tudo gira sem corda ou sem explicação,

Vamos dando pancadinhas de empurrão,

Olhamos para o céu e desejamos as nuvens de alecrim,

Procuramos as respostas para as perguntas de ninguém,

E sabemos que apenas somos alguém,

Que descobre um vento que toca o nosso rosto,

E assim nos deitamos nas praias de agosto.

M.

 

 

aventura.

 Não quero fugir deste mundo sem sentir o teu fulgor,

Viajo por entre as pessoas do cotidiano sem descobrir,

Estendo a minha mão ao longo do passeio para sentir,

Que o tempo é passageiro e eu quero o teu amor,

Não te quero ver sem esse sorriso que me dá alento,

Nas voltas desta cidade que avança eu quero o meu momento,

Feito de pérolas luzidias e transcendentes como água pura,

Porque tu és a minha grande aventura.

M.

 

 

 

 

 

 

Sobe.

Sobe sobe devagarinho até ao cimo deste desfiladeiro,

Desce desce por este caminho ao lado do teu companheiro,

Vem vem passo a passo por entre as rosas que são vermelhas,

Dá-me dá-me o doce que o teu mel é feito de abelhas,

Beija-me beija-me porque o teu beijo é de jasmim,

Acorda-me acorda-me porque assim quero que venhas a mim.

M.

 

 

 

jubileu.

 Veludo que se estende no palco deste teatro,

As luzes semicerradas iluminam a magia,

As cortinas deslizam devagar até aparecer,

A voz que nos encanta ao luar de esquecer,

E no brilho dos cintilantes pirilampos o nome Sofia,

Invade com o seu perfume a plateia que esmorece,

Ao saber que o seu sonho é feito de algodão doce,

E que o suor das minhas mãos de quem derramaria,

O sangue de uma luta por saber que és tu,

Aquela com que eu irei até ao meu jubileu.

M.

 

porcelana.

Atravesso as membranas da realidade,

Entre as sombras do universo que se esconde,

Por detrás de uma montanha em ansiedade,

Que grita para lá das estrelas que responde,

Uma melodia que percorre o perfume deste lugar,

Embriagado num sentimento para divagar,

Nas musas que habitam o nirvana,

Sem saberem que nada é de porcelana.

M.

 

fulgor.

 Sento-me sem saber o que pensar,

Perco-me nas passagens deste livro,

Sei ler as letras que fazem beijar,

Do compositor que fazem o obreiro,

De uma pauta sem fulgor,

Para quem a escrita é de vigor,

E o coração a sua inspiração.

M.

 

mar.

 Devagar vai o andar deste molar,

Brotado de um buraco aparece o pomar,

Num instante de crescer uma borboleta a voar,

De copo cheio a sede de salvar,

Sem compor, mas com vontade de falar,

Numa pauta sem orquestra de embalar,

Assim vai o homem ao mar.

M.

 

 

 

 

chamar.

 Olho no horizonte à procura do meu farol,

Lanço às águas de sal o meu anzol,

Escurece o dia em sol de prata,

Sigo em frente e atiro a beata,

Corta o vento de fininho pela neblina,

Aguento mais um pouco junto à colina,

E vejo ao longe a luz de uma estrela,

De tons rosa se veste esta Cinderela,

Que sorri por entre as brumas do mar,

Como se estivesse por mim a chamar.

M.

 

universo.

 Através do som dos confins do universo,

Surge como um raio de luz no multiverso,

Um átomo que se desprende do fio da vida,

Uma curva que se faz pela esquerda,

Com velocidade e sem olhar pelo retrovisor,

Navegamos por entre as nuvens sem sensor,

Derramamos o suor da vertigem deste espaço,

Porque sabemos que isto é apenas mais um pedaço,

Do tempo que em podemos ter um momento,

E nos deitamos a contemplar este sentimento.

M.

 

 

 

trilho.

 Não importa o caminho que tu trilhaste,

Quero apenas saber o que deve ser o futuro,

Vou por aí à procura daquilo que tocaste,

Nas rimas daquilo que escrevo em forma de seguro,

Pelas estreitas ruelas do bairro azul,

Sem desviar da força de quem ruma ao sul.

M.

 

 

 

 

 

 

 

cortina.

 Não precisas de ver através da cortina,

As framboesas que luzem estão à tua espera,

Um rio de águas bravas que fogem à rotina,

Mesmo que a terra que te toca seja áspera,

Foge comigo junto à floresta de ciprestes,

Descobre um caminho por entre os corpos celestes,

Vem e dá-me a tua mão que te agarro até ao fim.

M.

 

 

bolina

 Acorda e vem ver o que o dia espreita,

Uma névoa invisível que se dissipa,

Voa alto e sem pudor até ao alto daquela colina,

Sei que posso ter contigo uma história,

Quem sabe um momento fora de órbita,

Nem que vá pela estrada à bolina,

E te leve comigo para a minha equipa,

Para jogar fora o nosso medo e ansiedade,

E em mel de cabanas viver a nossa felicidade.

M.

 

 

 

 

bravura.

A bravura define o teu sangue,

Feito de força e vontade de lutar,

Pelo campo passeias o teu ataque,

Quando sais para a arena é para mostrar,

Que mil homens não te derrubam,

Nem cavalos que te subam,

Porque a tua coragem é da terra,

Que te dá o poder de uma serra,

Assim és tu ó toiro de Salvaterra.

M.

anda.

 

Anda comigo ali até ao cimo desta rua,

Olha para baixo e diz o que vês lá em baixo,

Sente com o teu coração o que flutua,

Naquele lago lá ao fundo que brilha na água,

É lá que está o que sempre me foi perplexo,

Salta sem parar e vê onde estou,

Agarro na tua mão e acredito que o dia chegou,

E na rua desta cidade voltamos a ser,

Porque apenas é o que queremos ter,

O amor de duas Almas.

M.

 

comum

 Suavemente ao longo da margem deste rio,

Uma brisa que corre pelos fios dos teus cabelos,

Um murmúrio que se ouve como um assobio,

Que acompanha ao som de violoncelos,

Para a ti mostrar o sentimento que pinta a tua pele,

Vestida de arrepios de prazer,

Porque contigo eu quero ascender,

Ao dia em que nos tornamos apenas um,

E descobrimos o nosso amor comum.

M.

 

 

entardecer.

Minha vontade de respirar e viver,

Caminho que quero ter e saber,

Que ao meu lado a tua presença é querer,

Na verdade de descobrir o nosso entender,

Quero levar-te até ao entardecer,

Daquele dia onde iremos adormecer.

M.

 

 

liberta-me.

 Liberta-me e leva-me ao mundo dos sonhos,

Abraça-me e beija-me como nos dias do fim,

Caminha e não olhes para os tempos medonhos,

Deixa-me ser aquele que não gasta o teu latim,

Acredita na força na energia que nos rodeia,

E nas cores do dia nos deitamos nesta areia,

Com os nossos corpos a escorrer suor,

E na loucura do nosso amor nada é inferior.

M.

 

 

 

 

raiar.

 Um sorriso que aparece no raiar do dia,

Uma sensação que derrete enquanto trazia,

Um momento que agarro nesta mão suada,

Nas curvas do tempo que levam esta estrada,

Até aos confins de uma praia deserta,

Onde a Alma se sente descoberta,

Por finalmente adormecer em ti.

M.

 

prata.

Um dia lindo de sol à janela,

Uma brisa que adormece no teu sorriso,

Um beijo que dou na minha estrela,

Uma vontade de voltar a ter o teu riso,

Neste abraço a que chamamos de vida,

E numa chuva de prata agora vertida.

M.

 

 

olá.

 Olá, menina bonita, que vais a correr,

Olá, Princesa jeitosa, que vais a passear,

Olá, delicado Anjo, que vieste até aqui,

Olá, minha paixão, que me fazes gemer,

Olá, minha vida, que contigo quero chegar,

Olá, meu amor, que contigo ascendi.

M.

moça.

 Tu ó moça que vais a passar,

Tu ó moça que perfumas este ar,

Tu ó moça que cegas o meu olhar,

Tu ó moça que tens um sorriso de encantar,

Tu ó moça que danças ao luar,

Tu ó moça que me levas ao altar,

Tu ó moça que tens o meu amar,

Tu ó moça.

M.

improvável.

 Acordo em sintonia com o meu querer,

Levanto um a cortina de mais um dia de saber,

Em ti descubro a vontade de viver,

Sem ti não sei o que mais me pode acontecer,

Abri a porta de um lugar escondido,

Saber que em ti todo um desejo está rendido,

À mercê do sal e do vento que acalma,

Ou da tormenta que acorrenta a minha Alma,

Tenho medo de voltar a errar,

Mas sei que tudo farei para amarrar,

Aquilo que sinto neste amor improvável.

M.

 

 

sou

 Tenho sede de voltar a sentir,

Quero correr entre as pedras daquele riacho,

Banhar-me nas margens e ficar borracho,

Olhar para o céu e bem alto rugir,

Saber que a vida também sorri,

E que pelo caminho muito aprendi,

E ao ver-te naquela varanda,

Acreditei que o Amor não abranda,

E que o teu beijo em mim despertou,

A vontade de voltar a saber o que sou.

M.

tela.

 Enrolo-me nos lençóis à tua procura,

De que cetim és feita que me deixas na loucura,

Desbravo esse teu corpo selvagem,

Encontro em mim toda uma coragem,

De percorrer sem fulgor até beijar os teus seios,

Estremecer de cansaço e sem receios,

Que o prazer que me dás,

É a fonte do que nos satisfaz,

Num momento de tempo que congela,

Nesta vida que pintamos através de uma tela.

M.

 

calor

 Trazes contigo um perfume que agita o meu ser,

Levo comigo a calma e a paz para o teu renascer,

Não quero queimar etapas sem sentido,

Mas sei que por ti já estou possuído,

Os dias vão ser de alegria e felicidade,

As noites vão ser de paixão e fervor,

Numa neblina que se dissipa sobre a tempestade,

E num abraço eterno sentimos o nosso calor.

M.

 

 

azul-marfim

 Brilhante céu vestido de azul-marfim,

Um momento que se move em mim,

O desespero de não saber o futuro,

Rasgo as memórias num sentimento obscuro,

Purifico o meu lar para te acolher,

Mesmo que não queira esquecer,

Eu sei que em ti a minha vida deposito,

Nas tuas mãos eu quero o infinito,

Saber que lavamos as nossas almas,

E no amor assim ficam as nossas memórias.

M.

 

 

 

 

 

salgadas.

 Sou um ente entre os doentes,

Chora-me a Alma nas sombras dementes,

Olho pelo espelho à procura de uma resposta,

Ao longe vejo a luz naquela encosta,

Será o sinal de partida?

Ou será apenas a luminosidade refletida?

Tenho uma vontade de partir,

Mas sei que apenas quero sentir,

Num movimento de águas agitadas,

que vão e vem nas marés de lágrimas salgadas.

M.

 

indestrutivel.

 Quero encontrar a minha paz de espírito,

Lutar entre os Deuses do olimpo,

Lançar ao mar as palavras que grito,

No vento as cinzas que leva o tempo,

Dentro de mim a vontade de fazer diferente,

Vejo contigo um caminho que é brilhante,

Cruzo entre as ruas desta cidade para descobrir,

Entre as memórias e os receios vejo em ti o meu elixir,

Da fonte onde procuro provar o teu mel,

E construir contigo um Amor que seja indestrutível.

M.

 

 

 

 

Luar

 No baloiçar das ondas o sorriso do teu mar,

Na brisa do vento o perfume do meu lar,

Sinto uma vontade de te amar,

Porque em ti descobri o meu encantar,

Quero saber o quanto te posso dar,

Naquele que é um dia de luar.

M. 

movimento do tempo.

 São luzes que se desprendem do céu azul,

Pela curvatura das nuvens uma chuva miudinha,

Olho para cima à procura do caminho para sul,

Sinto a esperança de estar novamente à tua beirinha,

Pela janela observo o movimento do tempo,

A pensar na vontade de voltar a abraçar o teu corpo,

No desejo de beijar a tua boca de mel,

Quero que contigo tudo seja possível,

E este momento faça parte da nossa energia,

Que é escrita na Alma da nossa história.

M.

 

 

 

 

 

comigo

 Descobre comigo um novo livro dos sonhos,

Adormece comigo e descansa nos meus braços,

Sobe comigo até às montanhas pintadas de branco,

Voa comigo pelos céus até aos povos castiços,

Anda comigo até aos confins deste desfiladeiro mágico,

Aquece-te comigo nas noites escuras de invernia,

Faz amor comigo quando o teu coração estiver em sintonia,

Vive comigo neste momento a que chamamos vida.

M.

 

 

beijo

 Sento-me naquela mesa ao fundo,

Num canto recôndito e escondido,

Numa luz semicerrada observo a sua dança,

Quase sem folego solto mais uma fumaça,

O meu copo já vai quase no fim,

Que alegria que transpira naquele manequim,

As minhas mãos suam de esperança,

Sei que não sou uma criança,

É como se apaixonar pela primeira vez,

Em que tudo é timidez,

A coragem enche o meu peito,

E quase sem jeito,

Caminho em direção ao teu beijo.

M.

 

escura

 Toca com o teu sorriso o mar dos meus sonhos,

Deixa correr o teu suor pelo corpo do tempo,

Não deixes que os dias sejam enfadonhos,

Leva a minha Alma a passear pelo verde do campo,

Esta é a aventura que queremos fazer,

O caminho que trilhamos para crescer,

Mesmo que a noite possa ser escura,

Não me vejas como uma criatura.

M.

 

 

amanhecer

 Montanhas que se avistam pelos olhos deste horizonte,

Veredas que nos trazem sensações para voltar a descobrir,

Abraçamos o vento que nos beija junto à fonte,

Nas flores silvestres o perfume com que quero seduzir,

Aquele que é o desejo de ver-te feliz,

Sei que não tenho uma mão cheia de rubis,

Mas acredito que vais ver o que realmente importa,

E comigo vais atravessar aquela porta,

No caminho que escolhermos,

E juntos falaremos,

Do prazer de estarmos a viver,

E nos teus braços eu espero o amanhecer.

M.

 

 

 

 

fera

 Pairam no ar as nuvens da mudança,

Vivo em mim um momento de esperança,

Saber que a deriva desta vida foi ao teu encontro,

Nesta bússola que navega com o marinheiro,

Procurando entre o céu a estrela do Norte,

Olhando no horizonte onde está a sua sorte,

E numa miragem de sol e chuva,

Era assim que ele sonhava,

Tocar a sua pele e beijar a sua boca,

Que em tudo me provoca,

E na inocência da tua Riviera,

A rebeldia de uma fera.

M.

 

sementes

 Estamos a lançar à terra as sementes do nosso amor,

Quero contigo criar as raízes de uma sequoia milenar,

Saber que não pode existir tempestade ou diluvio que nos faça tombar,

Mesmo com estrias do tempo e as folhas caídas quero ter fulgor,

Para te abraçar e dizer-te as palavras que o meu coração sente,

Ver-te sorrir e sentir o teu beijo inocente,

E levar comigo essa sensação de que o dia foi nosso,

Porque em ti nada é por excesso.

M.

abrigo

 Na orla costeira o som de um búzio conta uma história,

Uma andorinha do mar que passa e espalha o sal,

Na areia escrevo as palavras da nossa memória,

As ondas que nos beijam os pés como num postal,

Naquela ilha onde os amantes se aventuram,

Sonhando que o mundo é um lugar de magia cristalina,

Onde as rosas nas colinas de vermelho assim figuram,

E nos nossos beijos libertar-se uma adrenalina,

No perfume do amor que fazes comigo,

E nos teus braços eu sinto o teu abrigo.

M.

 

leão.

Salto no vazio deste espaço sideral,

À procura de um sentimento primordial,

São nuvens de sombras que se movem,

Mas não são elas que me demovem,

Quero preencher o teu coração de alegria,

Juntos ao mar procuramos a nossa travessia,

No teu perfume procuro a minha essência,

No fogo do teu amor a minha transcendia,

No meu beijo o calor desse furacão,

que se despe na vontade deste leão.

M.

 

 

 

 

vigor.

 Sou um bago de nada que tenta ser,

Sei que não sei viver,

A minha força reside na força do ter,

A loucura de querer,

Sentir que me podes seguir,

Naquele que é um caminho para fluir,

Sabendo que teremos as nossas cicatrizes,

Mas vamos em frente e seremos ferozes,

Na luta pelo nosso Amor,

Eu quero ter em ti o meu vigor.

M.

 

eternidade

 No movimento das estrelas és aquela que brilha,

Na noite em que me deito ao teu lado,

Sussurro ao teu ouvido o meu amor perfumado,

Sei que o teu sangue em tudo fervilha,

Na minha vontade és a fonte da minha inspiração,

Na serenidade quero ver-te no meu coração,

Encontramos o nosso caminho por entre a diversidade,

Porque tu és o meu compromisso para a eternidade.

M.

 

mundo

 Quero fazer-te feliz nos dias cinzentos,

Pegar na tua mão e partir sem rumo,

Preencher o meu vazio com os nossos momentos,

Saber que em ti e no teu coração eu durmo,

Desenhar com linhas de marfim os sonhos de cetim,

Acordar no vale dos lençóis com cheiro a jasmim,

Beijar-te na boca e sentir o mundo,

E saber que o nosso amor é profundo.

M.

 

 

 

briol

 Sons ao vento que levam palavras de esperança,

Descem sobre os montes cantantes a força da mudança,

Quero respirar o ar deste novo andar,

Num dia de felicidade quero desbundar,

Somos uma faísca que se desprende do Rei Sol,

Abraçamos os nossos corpos porque está briol,

Queremos estar nesta nova descoberta,

Como uma borboleta que desperta,

Na luz que a vida nos pode trazer,

E no amor que nos pode satisfazer.

M.

desconcerto

 Um desconcerto que concerta a Alma,

Um turbilhão de borboletas que na tua palma,

Um desejo ardente que sobe pela espinha,

Um beijo sentido que te dou na caminha,

Um abraço que me dás no meu coração,

Um sentimento que nos inunda a paixão.

M.

 

deserto.

 Já fui um marinheiro de águas do deserto,

Sem sal e sem sabor assim era o meu ardor,

Cego de nada ver que ao meu lado estava perto,

Como um jardineiro que não vê a sua flor,

Mas o destino é feito de encontros e desencontros,

Numa senda sem fim a fiquei em apuros,

Abrir o que estava fechado e voltar a sorrir,

Para em ti voltar a redescobrir,

A vontade de voltar a sonhar que a vida é bonita,

E de perder-me na tua magia infinita,

Naquele beijo de mel,

Que espalha perfume a granel,

E me confunde no meu pensar,

Só para querer amar.

M.

animação.

 Tudo é chão e tudo é cão,

Dá-me a tua mão,

E vamos de avião,

Caminhar sobre as nuvens de algodão,

Na minha imensidão,

E na tua paixão,

Eu levo o meu coração,

Que se deita junto ao teu vulcão,

À espera de mais animação.

M.

Letras

​Nem escrever agora sei, Letras que me deixem sonhar, Um momento de alegria contigo, Falar de sentimentos ao luar, E deitar-me contigo na en...