Num mundo inventado me abandonei,
onde a ilusão vestia o rosto da virtude,
Crer foi um gesto que se desfez em cinzas,
e já não sei rezar como antes,
A luz escapou por entre as sombras,
ferida no parto de uma manhã sem sol,
Caminho até lugares que não escolhi,
arrastado pelo peso do existir,
De joelhos, lanço as mãos ao céu vazio,
numa oração que sangra silêncio.
M.

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