Manchado

Na barca rumo para lá dos confins do mundo,

Manchado sente-se o meu espírito,

Desaparecendo entre as nuvens uma brisa,

Levo comigo a esperança de uma criança,

Que não soube esquecer o seu âmago ser,

Paralisado fico perante tamanha grandiosidade,

Estou roto de nada saber,

Afogarei no beber junto à taberna do canto,

E sem dom ou estrela me deixo cair,

Numa vida que não tem amanhã,

E tornar a ser aprendiz de quem ensina,

Que o amor pode prevalecer.

M.




lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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