inútil

Memórias sentidas numa tarde enraivecida,

Renascer das cinzas como uma fénix no horizonte,

Olhar o luar e esquecer o passado,

Neste teatro que é a vida esquecer o nascimento,

Dias de glória que foram sonhados e não realizados,

Persuadir o demónio da caverna,

E recontar os dias em que não te vejo,

Não tenho amanhã para lembrar,

Queria ser famoso, mas sou um inútil,

Animal que me tornei por apenas não ser,

Rir por não saber conquistar a minha Alma terreste,

Pintar mais uma paisagem apenas porque sim,

Deixar passar a rainha do deserto,

E acordar no silêncio do luar.

M.




lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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