Oh não

 Não quero viver a minha vida,

Sentir-me impotente perante ti,

Na madrugada fingida fumar mais um cigarro,

Pego na arma junto à escrivaninha,

Oh não,

Serei mais um que se foi,

Naquela bruma que surge no nevoeiro de janeiro,

Arde com tudo,

Posso eu ficar com alguma sanidade,

E acordar deste trauma infernal,

Fala comigo e diz-me o som de oceano,

Porque a verdade não dorme,

Oh não,

Fortuna que apenas se desterra,

Amor encantado junto ao mar,

Arde com tudo.

M.





lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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