Não quero viver a minha vida,
Sentir-me impotente perante ti,
Na madrugada fingida fumar mais um cigarro,
Pego na arma junto à escrivaninha,
Oh não,
Serei mais um que se foi,
Naquela bruma que surge no nevoeiro de janeiro,
Arde com tudo,
Posso eu ficar com alguma sanidade,
E acordar deste trauma infernal,
Fala comigo e diz-me o som de oceano,
Porque a verdade não dorme,
Oh não,
Fortuna que apenas se desterra,
Amor encantado junto ao mar,
Arde com tudo.
M.

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