Escrevo

 Escrevo com a tinta da escuridão,

onde a alma esconde a sua ferida mais cruel.

Carrego o peso de uma vida suspensa,

nunca tocada, nunca inteira.

Sou tomado por um pulsar noturno,

um silêncio que grita sem forma,

e já não sei como avançar

quando o chão parece dissolver-se.

Lanço os pensamentos ao vento, exausto,

como quem implora por redenção,

na esperança de que leve consigo

as sombras que nunca soube viver.

M.

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