Letras

​Nem escrever agora sei,

Letras que me deixem sonhar,

Um momento de alegria contigo,

Falar de sentimentos ao luar,

E deitar-me contigo na enseada do rio,

Para te beijar um corpo de sonho.

M.

Amargo

​Porquanto tempo irei sentir,

Levo na carruagem do destino,

Demonios que me levam a Alma,

Neste desejo ardente de ser,

Perco-me no pensamento da vida,

Que mal vivida foi,

Na esperança de corrigir ,

Dou mais um trago deste vinho amargo.

M.



refúgio

Vagueio entre sombras antigas do pensar,

Desperto órfão do eco do que fui,

Carrego no peito um passado sem lugar,

E procuro no silêncio um refúgio que me habite,

Ergo os olhos à vastidão que não responde,

Como quem implora paz ao próprio abismo,

Na ânsia frágil de voltar a sorrir-te,

Mesmo que o sorriso doa como memória,

Subo ao cume onde o mundo parece eterno,

Majestoso na sua indiferença azul,

E ali, diante do infinito que me excede,

Ofereço-te o amor que sobrevive em mim.

M.




Vagueio

Vagueio no meio dos pensamentos escuros,

Acordo sem sentido do meu passado,

Olho à minha volta para tentar descobrir,

Um abrigo que me dê paz de espírito,

Na vontade de voltar a sorrir para ti,

Vou até ao cimo daquele cume,

Para de lá olhar para o horizonte azul,

E regalar o amor que sinto por ti.

M.



Vagabundo

Uma vaga ideia que escrevo neste poema,

Um beijo que dou ao vento do sul,

Uma caminhada em direção à batalha,

Um pensamento de talento inexistente,

Uma imaginação inventada ao luar,

Um carinho na tua face rosada,

Um vagabundo que emerge das profundezas,

Uma beleza selvagem no teu lugar.

M.




Palma

Na palma da minha mão o meu coração,

No mel do teu corpo a minha Alma,

Na senda de uma aventura o meu desejo,

No meio do deserto o meu beijo.

M.




Liberta-me

Deixa-me voar e acreditar,

Liberta-me, liberta-me,

Pensamentos lavados nesta cortina,

Liberta-me, liberta-me,

Águas santas derramadas na estrada,

Liberta-me, liberta-me,

Do mundano uma obra prima se descobre,

Liberta-me, liberta-me,

Cores que desaparecem na névoa do passado,

Liberta-me, liberta-me,

Meu Deus, tornaste-me tão diferente,

Liberta-me, liberta-me.

M.




lágrima derramada

Uma lágrima derramada no peito do meu ser,

No meio da noite escura anseio por ti,

Quero ser um trovador da desgraça,

Cantar aos céus uma vida descoberta,

Perceber que nada serei sem ti,

E peco o meu sacrifício para começar,

Um desafio nunca antes encontrado.

M.



consolação

Enche-me de ti no teu coração,

Por tudo leva-me a mim,

Ó senhor, dá-me a tua gratidão,

Pela graça de um dia ao sol,

Sinto a minha humilhação,

Consagrado a ti eu vou sem pensar,

No celeste azul a minha consolação.

M.



monstro

O monstro vive dentro de mim,

Aquela voz que me arrasta pela rua,

Em que poder nasceste para me ter,

Estreito é o caminho para te ver,

Grito ao vento na esperança de ouvir,

A tua voz que em nós se ilumina,

Que delírio louco é o meu,

Está dentro de mim,

Rezo para o meu anjo,

Que me leve este demónio para o inferno,

Queime as feridas não curadas,

E da escuridão se faça luz.

M.



Alma mortal

Lembro-me de nada lembrar,

Sou um demónio em corpo de animal,

Uma personagem de um teatro matinal,

Conquisto a minha Alma mortal,

Mas não sou o ator principal,

Neste papel em que não sei improvisar,

Sem pena de mim olho o luar,

A pensar saberia atuar,

Nas andanças de momento a chorar.

M.




Manchado

Na barca rumo para lá dos confins do mundo,

Manchado sente-se o meu espírito,

Desaparecendo entre as nuvens uma brisa,

Levo comigo a esperança de uma criança,

Que não soube esquecer o seu âmago ser,

Paralisado fico perante tamanha grandiosidade,

Estou roto de nada saber,

Afogarei no beber junto à taberna do canto,

E sem dom ou estrela me deixo cair,

Numa vida que não tem amanhã,

E tornar a ser aprendiz de quem ensina,

Que o amor pode prevalecer.

M.




raiar

Vou à procura de encontrar o caminho da felicidade,

Olhar o Sol e cantar,

Carregar comigo a discórdia de um passado,

Ao sorrir lembrar os bons momentos,

Escondida vai a noite,

E na aurora de mais um dia encontrar,

As luzes que iluminam um caminho,

Serei uma flor por desabrochar,

Um verão para esquecer,

Uma lembrança para evaporar,

Quero tocar o céu estrelado na manhã,

Sentir o doce mel no seu corpo,

E quando o dia raiar, adormecer no seu leito.

M.



inútil

Memórias sentidas numa tarde enraivecida,

Renascer das cinzas como uma fénix no horizonte,

Olhar o luar e esquecer o passado,

Neste teatro que é a vida esquecer o nascimento,

Dias de glória que foram sonhados e não realizados,

Persuadir o demónio da caverna,

E recontar os dias em que não te vejo,

Não tenho amanhã para lembrar,

Queria ser famoso, mas sou um inútil,

Animal que me tornei por apenas não ser,

Rir por não saber conquistar a minha Alma terreste,

Pintar mais uma paisagem apenas porque sim,

Deixar passar a rainha do deserto,

E acordar no silêncio do luar.

M.




santuário

 Terei nascido para ser assim?

Ou serei mais um acorde desafinado do tempo,

Eventualidade de voltar a ser um santuário,

Toda a minha vida para tentar ser,

De joelhos para te dizer o sinto,

Um perfume que me encanta o acordar.

M.



sombra que me sorriu

 Acordei de um sonho,

Sei que tenho de falar a Deus,

Apenas não fui capaz,

Ninguém me prometeu o amanhã,

Será este mundo um fim,

Daquela sombra que me sorriu,

Perdido nas palavras que não falo,

Não sei o que significa ser,

Ser um caçador de demónios,

Para que possa viver uma vida.

M.




peso do existir

Num mundo inventado me abandonei,

onde a ilusão vestia o rosto da virtude,

Crer foi um gesto que se desfez em cinzas,

e já não sei rezar como antes,

A luz escapou por entre as sombras,

ferida no parto de uma manhã sem sol,

Caminho até lugares que não escolhi,

arrastado pelo peso do existir,

De joelhos, lanço as mãos ao céu vazio,

numa oração que sangra silêncio.

M.



bênção

 Num mundo imaginário eu me deleitei,

Acreditei que a virtude era um gesto,

Mas não posso mais acreditar assim,

Apenas a luz se escapou entre a sombra,

De uma manhã acordada ao nascer,

Chego onde não quero,

Numa oração deito às mãos ao céu,

És tu a minha bênção?

M.




pérola perdida

 Tanto tempo para escrever estas linhas,

Numa cruzada de tempo ao vento,

Vou à boleia de um oceano de sabor,

Caminho para ti,

Rumo sem sentido e sem sentimento,

Desconheço o meu carreiro,

Descubro mais uma pérola perdida,

Que me beija o peito ao cair,

Loucura sem sentido,

Paixão descoberta ao deitar.

M.

 


galáxia

 Algures numa galáxia distante,

Vagueia a minha Alma perdida,

Procuro uma resposta para saber,

Se o caminho transborda no mar,

E a minha paixão no teu espírito.

M.




Purifico

 No oceano profundo sou maré serena,

Não quero habitar um coração deserto,

Nas correntes do vento entrego-me assim,

O peito agitado mergulha nos teus olhos,

Purifico a minha Alma que desespera por ti ao amanhecer,

Em segredo busco o abrigo deste desconcerto.

M.



mar profundo

 A minha Alma entre ao mar profundo,

Sou uma onda mansa, sou cais aberto,

Numa chuva de lágrimas me revolto,

O vento sussurra o teu nome em segredo,

Não sou mais o mesmo olhar,

Amar-te é navegar no vento,

À procura de abrigo vai o meu coração,

Que me afaste dos demónios nefastos,

Para no oceano se banhar no sal dos teus olhos.

M.




coração errante

 Minha alma indomada,

Meu suspiro na dor do vento,

Ó madrugada celeste,

Porque sangra o meu tempo,

Pulsa no peito um silêncio,

Terei o meu sofrimento no som errante,

De quem escuta o coração errante,

Num momento de ausência poética,

Deixo-me sentir no sepulcro do pranto.

M.



viagem

 Onde estás, minha Alma selvagem,

Onde vais, minha madrugada celeste,

Onde irás, meu sentimento escondido,

Onde será, meu sofrimento perdido,

Onde terei, o meu momento do Sudoeste,

Onde ficará, o meu coração nesta viagem.

M.


 


maçã

 Já pensei do dia do amanhã,

Sentei-me à tua espera de manhã,

Fui te ver na estação da Campanhã,

Mas acordei e comi mais uma maçã.

M.

 

Sofrer

​Como posso eu sofrer,

Se sei que apenas não fui,

Um estereótipo de homem vivido,

Numa estrada qualquer,

Procurei a esperança de viver,

Ao teu lado para sempre.

M.

Lesma

​Sou uma lesma enlatada,

Penso no tempo falado,

A fugir vai o meu coração,

No pensamento de te apanhar,

No comboio da meia-noite,

Em rumo a estação.

M.

Queimado

​Escrevo sem sentido poemas perdidos,

Letras que se acumulam no texto,

Em folhas de papel ilustrado,

Verto uma poesia na esperança de acordar,

Disparo em direção ao sol,

E de lá sair queimado.

M.




Sozinho

​Nada fiz de bem,

Sozinho contei os dias,

Da minha angustia perdida,

Lavei o corpo despido,

E fui sonhar que seria alguém.

M.



Monge

​Fui um monge do mundo,

Naveguei por onde não devia,

Olhei para o céu e disse,

Palavras que o vento levou,

Numa manhã de cetim ,

Acordei e fui dormir.

M.



Ó senhor

 Ó senhor, Ó senhor,

Leva-me a descobrir a madrugada celeste,

Ó senhor, Ó senhor,

Tira-me as trevas do coração,

Ó senhor, Ó senhor,

Dá a tua mão e deixa-me sonhar,

Ó senhor, Ó senhor,

Sente o meu sofrimento tira-me a dor,

Ó senhor, Ó senhor,

Fica comigo no confim dos tempos,

Ó senhor, Ó senhor,

Neste calor aquece a minha Alma.

M.








sereias encantadas

 Guiado pelo teu olhar sigo em frente,

De rastos fico de pensar em ti,

Um brilho sereno que me invade,

Num desejo transcendental do meu íntimo,

Vou até à enseada das sereias encantadas,

Rendo-me a ti para lá ficar.

M.



brilho apagado

 Nasci das sombras que se dissolvem no ar,

Existo num plano em que o céu é distante,

Enfrento as dores de brilho apagado,

Doce é o meu sonho de acreditar em ti,

No teu sereno sorriso regresso ao teu abraço,

E no embalo de um beijo o meu espírito sonha.

M.



vertigem

Doce vertigem que embala o meu ser,

Silencia o tumulto do espírito errante,

És luz viva, vinda de um céu distante,

Nasces em mim sem medo do passado,

Guio-me pelo teu brilho sereno,

E deixo para trás o que foi quebrado,

Com o teu amor, enfrento os meus demónios,

Que se rendem, cansados, à tua presença,

Pois um sonho teu cura a minha descrença,

Volto a ti, sempre, como quem regressa a casa,

Desperto do medo, encontro o caminho,

Que me conduz à enseada onde a magia nos abraça.

M.



alucinação

Negra sombra que se desvanece no ar,

Olho para ti e acredito em voltar a ser,

Que alienação me assalta o espírito selvagem,

Fonte de vida iluminada noutro planeta,

Determinado parto sem olhar para trás,

Quero continuar a esmagar sem parar,

Os demónios enraivecidos que me atormentam,

Que um sonho uma vez despertou a minha alucinação,

Venho uma vez mais junto para ti,

Acordar de um pesadelo e encontrar o trilho,

Que me leve até à enseada da magia encontrada.

M.






pedreiro

 Já fui um pedreiro do meu caminho,

Olhando o céu procuro o meu redento,

Na minha mão encontro um lugar,

Na esperança descobrir uma alegria,

No mel dos teus olhos a minha essência,

Ao teu coração o fruto do meu amor.

M.



ravina

Uma tormenta que passará,

Um homem despido junto à ravina,

Uma mensagem entoada no vento,

Um momento vivido na esperança,

Um beijo num corpo ardente,

Uma magia que ilude o meu pensamento.

M.




paz alcançada

Caramba, saberei eu escrever linhas tortas em papel celeste,

Caminharei sentado num carreiro de éfemeras alucinações,

Fugido de uma caverna de sonhos desfeitos,

Não serei o teu escravo destas minhas divagações,

Posso eu tentar encontrar os trabalhos a preceitos,

Descobrir que tudo é feito com um cipreste,

E nada que bebo encontro a paz alcançada,

De te ver junto a mim longe da minha paixão desgraçada.

M.




Correr

 Correr,

Devagar bate o meu coração,

Correr,

Sem saber encontrar a minha redenção,

Correr,

Na esperança de uma vida uma rejeição,

Correr,

No âmago do meu ser a minha inspiração,

Correr,

Num caminho solar encontrar a satisfação,

Correr,

Destruído no altar da minha atenção,

Correr.

M.



selvagem

 Madrugador encantador de sereias adormecidas,

Incondicional Alma que navega no azul do oceano,

Sentimento agradecido junto ao meu coração,

Espírito selvagem que foge por entre as brumas,

Abraço sentido no encalce do teu ser.

M.



Rio

​Rio derretido de mel com sal,

Favos de sabor a vinho celeste,

Colheita tardia que encanta o coração,

Agrestes morangos que saboreiam a tua boca,

Melodias vibrantes para sentir o teu corpo arrepiado.

M.



chorar

 Passo dias a chorar à espera de te ver,

Num paraíso imaginado para começar,

Dizer o que me vai na cabeça e amar,

Quanto gentil posso eu ser sem voar,

Vida desperdiçada sem saber as regras,

Sinto-me com um louco falhado,

Serei eu a escolha de quem me escolheu,

Para viver numa cabana junto à maresia,

Terei eu ido longe demais,

Sonhos são para as Almas desnudadas,

Que se estendem nas areias do deserto,

E num beijo eterno se deleitam ao vento.

M.





eterna fortaleza

 Por todos os anos em que não vivi,

Por toda a alegria que me trouxeste,

Por todo o mal que me possam ter causado,

És a esperança do minha eterna fortaleza,

Terás encontrado o melhor de mim quando eu não vi,

Será porque assim se tornou o amor,

E conseguir tocar o céu para te ver,

E junto a mim levo tudo para esse dia de prazer.

M.






Silêncios ensurdecedores

 Palavras que me levam ao teu encontro,

Que sentimento é este que me apaixona,

Uma canção que se desprende entre os dedos,

Dentro de mim um fogo eterno,

Silêncios ensurdecedores feitos de pedra,

Que sentimento é este,

Eu não posso ter tudo o que sempre desejei,

Pega na minha mão e vem desaparecer,

Até ao lugar mágico que foi assim descoberto.

M.







encalce da luz

Vou caminhando por esta estrada sem sentido,

Na madrugada de uma manhã acordo sem receio,

No encalce da luz reflete-se a minha ausência,

No tropeçar da minha loucura prendo-me mais um pouco,

Olho para céu e peço ajuda aos Deuses,

Para que me iluminem a paz desejada.

M.








música

 Enterrado dentro de mim,

Um profundo desgosto de fogo ardido,

Mas será que alguém vê,

Posso eu encontrar as palavras,

Sempre que o por-do-sol se afasta de mim,

E a nossa música não se desperta,

Sempre irei até ao fim para te ter.

M.







desprendidas

 Magia negra nas pedras rolantes,

Paixões desprendidas ao amanhecer,

Sentimentos lavados ao despertar,

Poemas escritos no som de um oceano.

M.





horizonte

 Um sentimento no horizonte,

Luz que reflecte o teu olhar,

Sinto-me próximo a ti,

Quero tocar-te,

Sentir-te,

E adormecer no teu sonho.

M.






Oh não

 Não quero viver a minha vida,

Sentir-me impotente perante ti,

Na madrugada fingida fumar mais um cigarro,

Pego na arma junto à escrivaninha,

Oh não,

Serei mais um que se foi,

Naquela bruma que surge no nevoeiro de janeiro,

Arde com tudo,

Posso eu ficar com alguma sanidade,

E acordar deste trauma infernal,

Fala comigo e diz-me o som de oceano,

Porque a verdade não dorme,

Oh não,

Fortuna que apenas se desterra,

Amor encantado junto ao mar,

Arde com tudo.

M.





Devagar

 Devagar,

Sinto o meu ar,

A despertar um luar,

Devagar,

Sentimento a abrandar,

A correr para o lar,

Devagar,

Pensamento a desatinar,

Devagar,

Um coração sem parar.

M.




demónios infernais

Imaginário inimigo que me atormenta a noite,
Dormente mão que se esfrega no chão,
Mentira vivida num praia deserta,
Raiva de quem nunca foi o que desejou,
Loucura iraçada por demónios infernais,
Fantasia em caminhos pedestres.
M.




magia lunar

 Verdes caminhos que se iludem na magia lunar,

Sentimentos varridos na maresia de um sonho,

Acordes solares que acordam ao despertar,

Loucuras perdidas no calor de uma noite.

M.




trilhei


 Passo a minha vida a contar dias,

Ao longo deste caminho que não trilhei,

Espero sentado que a sombra se vá,

Para um lugar onde o destino se encontra,

E lá no fim do mundo,

Dizer que nada mais sei de viver,

Até ao cair de um veludo estilhaçado.

M.



Antigo

Trago no vento um segredo antigo,

De mansinho chega a maresia ao teu rosto,

Riso no ar, sal grosso na ferida aberta,

Alegria que corre pelo peito,

Vai e vem, mas nunca se esconde,

No olhar encontrar o teu infinito,

E no mergulhar um mundo inteiro por
descobrir.

M. 





andorinhas

 Andorinhas esvoaçantes junto ao meu coração,

Trilhos de verde junto ao riacho despido,

Sol ardente que beija a tua face ao deitar,

Tormentos que aparecem sem razão,

Olhos penetrantes que me deixam sem ar,

Manhã de cetim num copo servido.

M.






Letras

​Nem escrever agora sei, Letras que me deixem sonhar, Um momento de alegria contigo, Falar de sentimentos ao luar, E deitar-me contigo na en...