Vadio

Vadio que escreve poemas na palma da sua mão,

Afastado da sua Alma procura na chama de uma luz o seu farol,

Encontrado na beira de uma margem onde o Azul era apenas seu,

Agora perdido na infelicidade de uma manhã banhada de prata,

Num momento respira e inspira a sensação de voltar a ver.

M.

doente

Sou doente num fio de esperança que me leva até ao deserto,

Não posso caminhar por vales de sombras desconhecidas,

Levo-me por entre as ruas da amargura para de lá não sair,

Acredito que um dia o Sol voltará a sorrir para em mim verter,

Um sentimento açucarado e na doce melodia ir até ao teu encontro.

M.

assobio

 A voz ecoa, mas o palco é vazio,

Só a chuva responde com seu assobio,

Então, do fundo, um feixe de luz,

A prata da chuva num salto reluz.

M.

amanhã

Cada gota carrega um peso e um sonho,

De quem espera o amanhã risonho,

No canto da cena, uma figura sombria,

Olhos no céu, alma que ardia.

M.

dança

Num palco escuro, onde o silêncio dança,

A chuva cai, fina, reluz como lança,

É chuva de prata, não de água comum,

Que corta o véu da noite, um brilho incomum.

M.

praia perdida

Ao longe a leveza de um horizonte escondido na bruma da noite,

Tanto de mim e tanto de ti para que o momento descubra o seu dia,

Nas dunas de uma praia perdida vamos sem sentido aguardar pelo sol,

Sempre que desperta em mim o sentimento da vontade de voltar,

Um tempo de acreditar que a luz que entra pela fresta seja assim o calor,

Que me acalenta o coração nos pensamentos da noite fria.

M.

pranto

O céu respondeu com nuvens sombrias,

e a chuva caiu em notas tardias,

Cada gota era um verso, um pranto do alto,

lavando a tristeza que fluía em assalto.

M.

jornada

A melodia do pedinte, tão cheia de dor,

tornou-se poema, tornou-se louvor,

E a lua, agora cúmplice de sua jornada,

guardou em seu brilho a voz silenciada.

M.

tardio

 Chorava memórias de um tempo perdido,

quando a vida era riso, e o futuro, um abrigo,

Agora, era sombra, melancolia e vazio,

pedindo à lua um canto tardio.

M.

fervor

 Teu amor, doce e cruel,

É sal na pele, beijo no véu,

Uma promessa de calma e calor,

Um naufrágio de dor e fervor.

M.

dançar

 No céu cinzento, o vento a uivar,
O mar revolto começa a dançar,
Ondas imensas, um turbilhão,
Espelham o caos do coração.
M.

café

Sem tempo e sem vontade eis a loucura deste bater,

Findo de uma leitura acabada no sol de uma manhã,

Sabor de mel que me deixa a pensar no que seria ser,

Gosto de café naquele oceano de fantasia ao saber,

Que o meu desajeito é mais um momento a ter.

M.

sossego

 Devia ter sido aquele dia onde o Sol nasceu para aquecer o coração,

Desprendido entre os véus de uma névoa penetrante no rio do Sul,

A caminho de um trecho de música que se faz ao cantar o sossego,

E sem melodia encontrar um fio de prata banhado na costa do Sol,

E lá no fundo beijar o céu que de azul se vestiu para ver uma vez mais.

M.

tardio

Acordo deste sonho que me leva por caminhos de luz,

Sinto no meu corpo a melancolia de um amanhecer tardio,

Vejo ao longe a figura de uma mitologia esquecida,

Encontro no vento as palavras de um dia que quero viver,

Vou sem sentido à procura de mais uma alegria perdida.

M.

malandro

Nesta correria de um malandro ao largo de uma estrada,

A procura de um sentimento que se perde no meu encanto,

Foge por entre as manhãs o luzidio marasmo de um amanhecer,

Jogo sem parar o jogo de uma vida esquecida ao luar,

E no folego que ganho no respirar vou ao encontro do teu beijo.

M.

leopardo

Lágrimas derramadas num véu de cor cinzenta ao cair sem desleixo,

Serei eu um espantalho num campo onde as gralhas me assustam,

Num caminho sem sentido à procura do mel da vida encontrado,

Terei eu a vida de um cálice que verteu as suas cantigas até me cansar,

Junto à orla de uma bacia despida onde o horizonte é mais longínquo,

Farei eu a despedida de um leopardo na selva de um momento vivido.

M.

 

 

desaparecido

Não sei se esta cura vai ser o encontro de uma Alma despida,

Levo no meu âmago o meu sentimento perdido na esperança,

Triste pensamento que me invade um momento desaparecido,

Descobrir um caminho por onde a terra e o céu façam sentido.

M.

 

 

 

Quando

 Quando o dia se escurece na madrugada de um amanhecer,

Quando a minha mão se estende até o teu corpo de mel,

Quando a loucura me invade o pensamento não pensado,

Quando o desejo se faz no luar de uma noite estrelada,

Quando o teu beijo me deixa voar até ao infinito da minha voz.

M.

ensejo

Olha pelo lado de um céu descoberto e despedido de preconceitos,

Não sei porque descobre em mim sentimentos perdidos no desejo,

Vou à procura daquele beijo encontrado num lugar distante,

Deixo que a vontade seja fechada daquele quarto de hotel,

E sem saber por onde dizer chamar-te para o meu leito e ensejo.

M.

vontades

Este é um momento despido na noite encontrada pela manhã,

Devaneio de uma mente fechada por entre as aventuras perdidas,

Junto à enseada de uma maresia esquecida no amanhã,

Busca pela verdade escondida no dia das vontades perseguidas,

Luta de um profano Ser que foi descobrir a sua divindade cristã.

M.

 

 

exilado

Palavras que encontro num sopro de mar encantado,

Melodias que se ouve no uivar de um lobo saciado,

Paixões vertidas num luar de prata vagabundo,

Lágrimas vertidas na esteira de um exilado,

E sem saber voltar de um encontro para o mundo.

M.

 

fugaz

 Na noite da minha Alma deslavada onde a sombra é luz,

Acreditar em ti para depois me perder neste pensamento,

Acordar no deleito de um momento que outrora foi fugaz,

Vestir o encanto de uma sensação que encontrei ao sorrir,

Imaginar que no amanhã o horizonte se irá levantar uma vez mais.

M.

liberdade

Deixo o fôlego de um momento na rua deserta desta vida,

Levanto a cabeça à procura de ver uma miragem sonhada,

Levo as mãos aos bolsos à procura daquele poema esquecido,

Encontro no meu esquecimento a voz de uma fantasia perdida,

Desço pela avenida da liberdade na esperança do meu sonho.

M.

saberei

Pelas gotas de uma chuva miudinha derretida na minha pele,

Um desejo escondido por saber que um dia saberei,

Numa imagem descoberta num sonho que era ilusão,

Junto ao meu acreditar faço mais uma investida sem sentido,

E num mar de pensamentos encontro aquilo que esperei.

M.

prata

Qualquer dia a luz que sorri no teu corpo vai acordar,

Percorrer um fio de prata e encontrar o seu caminho,

Alcançar um momento de eternidade na chama do teu sorriso,

Beijar o destino da Alma que despertou de um sentimento.

M.

Pirilampo

Perfume de cor que percorre este corpo de desejo,

Jogo de palavras que escrevem um poema vadio,

Malandrice de uma criança que sorri pelo desafio,

Fantasia contada no caminho de uma aventura,

Pirilampo que ilumina a voz de um Anjo.

M.

leitura

Descansa no meu ombro e sorri por entre as nuvens,

No teu pensamento um sonho que vai encontrar,

Um momento de leitura do teu coração,

E na tua mão encontrar mais uma sensação,

Para agora o teu tempo descobrir mais um beijo no luar.

M.

senda

Ilumina o meu caminho e deixa-me voar,

Olha-me no espelho e reflete o teu calor,

Segue-me por entre as aventuras desta senda,

Deixa-me sorrir no teu beijo matinal.

M.

Não

Não são lágrimas derramadas por entre as nuvens do desespero,

Não será a sombra de uma lua na madrugada de um momento,

Não é o destino de uma fé encontrada na igreja do céu,

Não irei por esses caminhos que levam ao meu medo.

M.

missão

Dá-me a tua mão e caminha junto à orla desta fantasia,

Sente o palpitar deste coração que desespera por saber,

Se o teu pensamento navega nos sonhos de verão,

E na miragem de um oásis irás encontrar a tua missão.

M.

pintadas

Sem medo de fugir por esta estrada de alegrias pintadas,

Dou um passo neste caminho que me trilha o espírito,

Sigo sem pensar se a porta do sonho ficou por fechar,

Corro sem fôlego por entre as brumas desta aventura,

Para naquele destino encontrar a paz da minha Alma.

M.

alegria

Olha-me por esta janela que abre para te ver,

Agarra-me os cabelos que se desprendem no vento,

Deita-te aqui comigo e faz amor comigo,

Toca-me uma carícia de alegria no despertar do dia.

M.

desconheço

Saio por esta porta rumo a um destino que desconheço,

Beija-me o vento gelado vindo das terras do norte,

Aguento mais um trago desta pomada feita ao luar,

Deixo que a chuva encontre no meu corpo um lar,

E naquele caminho que trilho vou encontrar.

M.

Rumo

Rumo sem sentido nesta estrada de pensamentos perdidos,

Destino que escreve num poema de versos desencontrados,

Sentimento desprendido de uma palavra sem sentido,

Movimento de uma onda que te acende a luz da esperança,

Numa manhã que acordou para te dizer que te amo.

M.

Aqueces

Quando esperas à janela pela esperança que aparece,

Soletras mais uma melodia num pulmão de suor,

Queimas um cigarro na espera de mais um dia,

Foges por entre as vielas de uma cidade deserta,

Aqueces os lençóis depois de uma noite de prazer.

M.

suor

Atira mais um trago deste sangue para aquela colina ao sol,

Deixa-me correr sem medo de pensar se vou cair,

Que odor se espalha por este corpo despido de tanto lutar,

Mais um momento de gritar bem alto a vontade de ir,

Para em cada gota de suor sentir o perfume de mais um dia.

M.

presente

 Por entre os dedos de uma mão que calcinou no tempo,

Nas verdades de uma tempestade encontrada ao longe,

Acordo de um pesadelo onde o sono fez figura presente,

Sem centelha procuro mais um cigarro para acreditar,

Na esperança de um momento que o Sol seja feliz.

M.

Queres

Queres ouvir o que o vento de conta ao ouvido?

Queres descobrir uma letra escondida num verso?

Queres saber porque o calor é feito de brilho?

Queres saber onde leva este rio um pouco de sal?

Queres entender o murmúrio de uma melodia?

M.

 

não sei

Não sei muito bem o que devo fazer neste marasmo,

Não sei por onde caminhar sem que isso pareça um sacrifício,

Não sei que tristeza me assalta quando o sol brilha,

Não sei que loucura me deixa sem respirar no vento,

Não sei se acredito nas estrelas que caem durante a noite cerrada,

Não sei se vou a algum lado descobrir mais um lugar sem motivo.

M.

vacilam

Mas o vento, impiedoso, leva teus desejos,

Como folhas caídas, dispersas na tormenta,

E teus passos vacilam, frágeis, indefesos,

No labirinto da alma que te atormenta.

M.

outrora

Teus olhos, outrora faróis de esperança,

Agora perdidos, náufragos sem direção,

Buscam no horizonte uma tênue lembrança,

De tempos passados, de vida e paixão.

M.

acorde

Nesta escuridão onde murmuram as ondas de uma viagem,

Deixa apenas um destino sem saber se alguma vez foste,

Esconde-se no fundo de um oceano a chama de uma luta,

Será uma lembrança nos lábios que nos beijaram,

E num vazio que se dissipa no horizonte procuras o vento,

Para numa noite de luar aberto tecer mais um acorde.

M.

vazio

 Quando o teu beijo se deixa ir ao vento de uma torrente,

Naquela manhã que acordaste sem saber se eras,

Teus lábios murmuram segredos ao vazio,

E o teu coração, uma âncora, afunda em mar de dúvidas.

M.

vislumbres

 Quando sabes que o teu ser é mais uma gota de água,

Naquele oceano onde as lágrimas se juntaram,

Um vasto manto azul de dores partilhadas,

Silente testemunha de sonhos desfeitos e anseios calados.


Quando apenas procuras uma centelha de vida,

Naquela vida que um dia quiseste viver,

Caminhas em sombras, guiado por ecos de lembranças,

Buscando nas ruínas a chama que outrora te aqueceu.


Quando a esperança parece uma miragem ao longe,

Naquele paraíso que alguém um dia disse que existia,

Ergues os olhos ao horizonte, ansiando por vislumbres,

De um futuro promissor, além do deserto de desalentos.


Quando o teu beijo se deixa ir ao vento de uma torrente,

Naquela manhã que acordaste sem saber se eras,

Flutuas em tempos incertos, alma desamparada,

No turbilhão de sentimentos, navegando sem porto seguro.


Mas ainda assim, entre as vagas e marés do destino,

Encontras na essência, a força de persistir,

Pois mesmo sendo uma gota no vasto oceano,

És parte de um todo, és vida a se redescobrir.


M.

Quando

Quando sabes que o teu ser é mais uma gota de água,

Naquele oceano onde as lágrimas se juntaram,

Quando apenas procuras uma centelha de vida,

Naquela vida que um dia quiseste viver,

Quando a esperança parece uma miragem ao longe,

Naquele paraíso que alguém um dia disse que existia,

Quando o teu beijo se deixa ir ao vento de uma torrente,

Naquela manhã que acordaste sem saber se eras.

M.

tinta

Um olhar sobre o véu de uma manhã deslavada,

A Alma que vai nua nesta amargura de uma lágrima,

Um frenesim de vento que me assalta o sentimento vivido,

A loucura de não saber se no encanto o mar é azul,

Sombra de um pensamento que se escreve na tinta vertida.

M.

 

outrora

Sem sentido e sem rumo assim segue mais um vento,

No fundo de um poço a loucura outrora perdida,

Na imaginação um traço de maresia que se desprende,

No sentimento um desespero de uma vontade.

M.

madrugadora

Apenas quero mais um bafo de vida que me atravesse o ar,

Luto na penumbra de uma miragem escondida na bruma,

Descobrir um pensamento fugido da orla de uma margem abandonada,

Sentir-me vazio de esperança ao fundo de um casulo de mel,

Correr sempre a direito no encalce daquela luz madrugadora.

M.

castelo

Centelhas de lágrimas derramadas num oceano de luz,

Fantasias que pintam uma serenata cantada ao luar,

Momentos de prazer descobertos na cama de manhã,

Abraço de vontades desfeitas na hora do adeus,

Beijos cantados na janela de um castelo.

M.

abandonada

Não sei escrever linhas de pensamentos num poema encantado,

Fugo deste mundo para tentar ver o que me acontece na brisa,

De um poeta esquecido na esquina de uma rua abandonada,

Onde as palavras eram ocas e voavam por entre os dedos,

Daquele homem que almejou alcançar o nada,

E na despedida de uma sombra encontrou o Sol à espreita,

Para percorrer a estrada do sabor salgado na marina de um mendigo.

M.

miragem

Perdido nesta mensagem sem pensamento,

Procuro um lugar que não consigo encontrar,

A magia que uma vez foi é agora uma estéril miragem,

E sem sentido vou por este caminho sem saber,

Que o meu coração chora por algo que não descobre,

Serei uma vez mais a poeira de uma chuva de verão,

Que deslava a amargura de um dia preenchido de sol,

Naquela praia onde os sonhos foram desejados,

E a minha Alma encontrou um caminho para o destino.

M.

 

vacilado

 Já fui uma voz de esperança na maresia de uma verdade,

Nas veias de um sangue que corre para uma direção sem sentido,

Um atrofio de uma mente presa num espaço sem saída,

A loucura que me assalta em pensamentos sem lugar aqui,

Deixo-me na amargura de um beijo não vacilado na bruma.

M.

 

cada olhar

Nestes instantes, o mundo parece parar,

Onde a beleza se encontra em cada olhar,

Nas cores que se misturam num arco-íris de emoção,

Na serenidade que envolve essa divina canção.

M.

singela

 Momentos de luz despidos numa chuva que já não molha, 

Em cada gota que cai, 

um segredo que se revela, 

Um sussurro do céu, uma história singela,

lágrimas de saudade, 

Memórias que dançam na suave melodia da verdade, 

Cada gota uma lembrança, 

um beijo do passado, 

Aconchegando o coração num abraço abençoado.

M.



desnudada

Que intensidade é esta que me deixa sem fôlego,

Naquele encanto junto à orla de uma maresia desnudada,

Olho aquele rosto no refúgio de uma ternura delicada,

Pulsa-me um beijo feito na imaginação de um instante fluido.

M.

esplendor

Assim, entre véus e sonhos, o céu se abre em esplendor,

E na jornada da vida, descobrimos o verdadeiro valor,

Rasgamos o véu do impossível, para além do usual,

E encontramos a beleza, no eterno ritual.

M.

vagar

 Esqueço-me nos pensamentos, sem rumo a vagar,

No rio dos desejos, onde a alma quer dançar,

Na floresta do destino, onde tudo se entrelaça,

Encontro o propósito, na magia que abraça.

M.

pulsar

 Não mais quero acreditar em limites impostos,

Nas asas da imaginação, voamos mais distantes postos,

No calor do gesto terno, na doçura a pulsar,

Encontramos o sentido, no fluir do mar.

M.


desfaz

 No manto estrelado, o véu se desfaz,

Entre sonhos e realidade, o céu se abre em paz,

Um momento de pausa, um instante a fluir,

Onde o coração encontra o seu devir.

M.

fluir

Rasgo o céu por entre os sonhos de véu,

Largo um momento que me deixa sair,

Não quero acreditar que mais pode ser feito,

Aqueço mais gesto de ternura junto ao fluir,

Esqueço-me nos pensamentos que navegam sem chapéu,

Naquele rio perdido na floresta de um propósito.

M.

 

jogo

 É a história escrita com sangue e fogo,

Entre beijos roubados e o abismo do jogo,

No palco da vida, o drama se desdobra,

E o calor da paixão queima, alma afora.

M.

esquece

 Nas areias movediças do amor proibido,

Os corações se entregam, no calor do sentido,

E no eco dos gemidos, o mundo se esquece,

Num turbilhão de emoções onde o desejo cresce.

M.

abalada

 As palavras são chamas, queimam na pele,

Em cada suspiro, uma chama que se revele,

No calor do momento, a batalha é travada,

Entre a razão e o desejo, a alma é abalada.

M.

mergulho

 Sob o véu escarlate da paixão ardente,

Desvenda-se o drama, a dor latente,

Numa dança de fogo e sombra, mergulho,

Na teia de desejos onde me envolvo.

M.

pérolas

 Assim se tece a história, feita de pérolas,

Nos céus e nos mares, entre ondas e auroras,

Cada verso é um fio, numa rede infinita,

Onde a alma viaja, na busca bendita.

M.

rio que chora

 Na sombra de um sonho, onde o rio que chora,

As lágrimas tecem a saga que aflora,

Mas há força na busca, na vontade infinda,

De encontrar o feitio da vida ainda.

M.

dança do destino

Um passo adiante, na dança do destino, A busca pela essência num eterno hino, Entre o mistério e a luz que se esconde, O coração navega, livre e responde.

M.

marés imortais

 Num conto de estrelas e marés imortais,

Nasce a trama de segredos siderais,

No abraço do vento, a busca persiste,

Por um destino onde a alma se insiste.

M.

estranho

Não se contar uma história feita de pérolas celestes,

Imagino uma mensagem escrita numa maresia de águas serenas,

Beijo o vento na esperança de encontrar um rumo para esta batalha,

Dou mais um passo à procura daquele feitio estranho,

Escondo-me atrás de um sonho perdido no rio das lágrimas lavadas.

M.

 

Já fui

Já fui um pastor junto à orla de uma costa descoberta,

Já fui um pensador de verão que voltou a pensar,

Já fui um adamastor de uma nau a caminho do desconhecido,

Já fui atrás de um sorriso que se desprendeu na manhã de outono,

Já fui um pedinte numa noite de estrelas cintilantes.

M.

 

que

Que brisa é esta que me banha o meu encanto no solar da manhã,

Que loucura é esta que me deixa sem vontade de acreditar assim,

Que mistura é esta que me deixa o sentimento sem vontade,

Que poema é este que se escreve por linhas tortas,

Que dança é esta que me faz girar até o sol raiar.

M.

leito

Escreves neste poema as palavras de um sentimento,

Na cor desta flor vais encontrar o destino de um perfume,

Pensas no astro que desceu a montanha para banhar o teu leito,

E na luz refletida de um lago azul pincelas mais um quadro de um desejo.

M.

calor

Neste jardim onde se estendem sem fim o movimento eterno,

Naquele sol de inverno que acalenta o teu sorriso,

Danças ao vento na cor de um tom cintilante,

Encontras na sinfonia de palavras entoadas ao vento,

E no perfume que se espalha no ar acaricias o calor de um beijo.

M.

alegria

Pintemos o mundo com pincéis de alegria,

Em cada raio de sol, em cada nova harmonia,

Que os tons solarengos tragam felicidade sem fim,

Num poema colorido, onde a vida é assim.

M.

encanto

 O amarelo do girassol sorri para o alto,

Refletindo a luz do astro rei com seu encanto,

O laranja das frutas perfuma o ar,

Enquanto borboletas dançam, livres a voar.

M.

incerto

Neste drama da vida, sou ator e espectador,

Entre sonhos e desilusões, é meu fado, é meu ardor,

E assim sigo, na busca do meu destino incerto,

Num poema sem fim, num verso tão deserto.

M.

voar

À espera do acorde de um trovador,

Estou parado, imerso em sonho e dor,

Respiro fundo na esperança de voar,

Na alvorada, meu ser busca se encontrar.

paradeiro

À espera do acorde, o coração palpita,

Num eco de sonhos, a vida se agita,

Sou um poeta, um sonhador sem paradeiro,

Navegando entre versos, em busca do verdadeiro.

M.






fulgor

Ela se despe, revelando seu fulgor, Enquanto o lutador enfrenta sua dor, Uma luta solitária, na noite sem fim, Em um palco onde cada um é seu próprio gin.

M.

aflições

 A aurora desperta, envolta em pensamento,

Sou um viajante em busca de alento,

Acredito na lua, confidente das aflições,

Testemunha silente de nossas paixões.

M.

sonhador

 Estou aqui parado à espera do acorde de mais um trovador,

Respiro mais uma vez na esperança de ser um sonhador,

Acordo pela manhã no orvalho de um pensador,

Acredito na lua que se despe para ver o lutador,

Numa luta que travou na noite de um dia sem autor.

M.

fustigar

 São duas da manhã e acordo sem o mel do teu beijo,

Deixo ir até ao destino de um pensamento vivido,

Sem vontade puxo mais um cigarro para queimar,

Naquele cume onde sinto o vento do norte a fustigar,

Levo comigo um trago de esperança para lá deixar,

O momento que alguma vez foi sentido neste trajeto.

M.

bailar

Nas areias douradas da fronteira além-mar,

O escolhido caminha sob a maresia a bailar.

Sua alma, como a brisa, livre a voar,

Entre horizontes vastos, onde o destino há de encontrar.

M.

ontem

Na conduta do lavrador de Almas esvoaçantes e cintilantes,

No canto do conservador que percorre o caminho por entre as janelas,

Na margem de um rio o toque de um manjar perdido,

Naquele pensamento raiado na madrugada de ontem.

M.

 

fulgor

Escrevo sem saber se a dor é feita de cor,

Deixa-me sair desta distopia que não me larga,

Sentimento frutífero e sem sabor,

Mágoa que me arrasta pela rua da amargura,

Sinto o mel na fantasia de não saber o valor,

Levo-me até ao caminho que me deixa sem fulgor.

M.

 

constante

Vais por esta viela e caminhas sem pensar no murmúrio constante,

Cheio de sonhos por preencher imaginas um céu colorido,

Naquela promessa esquecida no final de uma manhã dormida,

Danças por entre os lugares onde o coração encontra um horizonte,

Ao teu redor procuras a memória esquecida que quer brilhar até saber.

M.

Não sei

Não sei voar,

Olho para cima e nada encontro,

Não sei escrever,

Olho para baixo e nada serei,

Não sei ouvir,

Olho em volta e nada estará,

Não sei falar,

Olho em volta e nada farei.

M.

intemporal

Serei eu o sábio das palavras ocas que oscilam naquele horizonte,

No meio daquela tempestade onde as estrelas escolhem a sua dança,

Procuro o brilho da Alma que enfrenta com coragem a sua fé sem verdade,

Nesta jornada onde o destino é sereno e o navio segue sem temor,

Onde a acalmaria encerra o segredo de um sorriso intemporal.

M.

navio

Ondas revoltas se erguem como muralhas de jade,

E o vento sussurra segredos de uma verdade,

O sábio escuta, com coração sereno e sábio,

Enquanto o peregrino, com fé, busca o seu navio.

M.

cativante

 Nesta busca onde florescem os encantos de uma alma perdida,

Queres caminhar por entre os verdes prados para lá encontrar,

Em cada suspiro de uma caminhada que queres dar alento,

Encontras um segredo que encerra um mistério cativante,

Nesta ansiedade de voltar a colorir um tormento que jogado ao vento,

Foges por entre as brumas de uma floresta encantada.

M.

raros

 No murmúrio dos riachos e no canto dos pássaros,

As magias seguem, guiadas pelos encantos raros,

Sabem que apenas encontrando essa alma perdida,

Poderão voltar a acreditar na jornada da vida.

M.

colorido

Nesta terra de encanto, onde a magia reside,

Os magos anseiam pela alma que se divide,

Uma alma que brilha com a luz do sonho perdido,

Que os guiará de volta ao mundo colorido.

M.

sonhador

Agarro mais um cigarro para no parapeito esvoaçar mais um momento,

Sinto no vento o perfume de maresia que escolhe o seu pensamento,

Viajo naquele sonho que descobriu uma mensagem no dia solarengo,

Na minha mão vejo agora a escrita feita pelas ondas de um sonhador,

E na esperança de acreditar olho no horizonte à procura de saber.

M.

 

Se a vontade

Se a vontade de voar fosse uma miragem,

Se a vontade de acreditar fosse um desejo,

Se a vontade de sorrir fosse uma mensagem,

Se a vontade de viver fosse um caminho,

Se a vontade de correr fosse uma caminhada,

Se a vontade de ir fosse um começo.

M.

navegar

 Assim, o poeta segue, na busca incessante,

De resgatar o que se perdeu no distante.

Por entre as brumas do oceano, ele segue a navegar,

Na esperança de um dia, a chama reencontrar.

M.

reencontrar

 Em cada verso escrito, ele tenta reencontrar,

A chama que outrora brilhava sem cessar.

É como uma luz na escuridão do desconhecido,

Que guia seus passos, mesmo quando perdido.

M.

liberdade

 Nas linhas de seus versos, ecoa a saudade,

De um tempo onde a imaginação tinha liberdade.

Ele busca resgatar, nas palavras que compõe,

A essência perdida, que um dia já foi.

M.

inunda

 No horizonte distante, onde o mar se confunde,

Ele sente a nostalgia, que em sua alma inunda.

É como uma chama perdida, que busca o seu lugar,

Nas águas profundas, no infinito do mar.

M.

ardia

Na bruma do oceano, perdido na lembrança,

Um poeta caminha, em busca da esperança.

Lembra-se de um mundo onde a chama ardia,

Onde a vontade de viver fervia em cada dia.

M.

iluminado

Nem sempre acordo a pensar na esperança que tive,

Foge por entre os dedos um momento que quero gravar,

Desço a rua nua que me mostra a vontade de ir,

Longe de ontem para no amanhã voltar a acreditar,

Não sei porque o mar é azul ou o céu é iluminado,

Mas quero ser mais uma Alma que viaja até ao se destino.

M.

infinito

 Quero ser livre para encontrar a minha Alma perdida,

Viajar por entre as estrelas que cintilam uma esperança,

Viver o dia contando todos os segundos de uma vida,

Encontrar a loucura dentro de uma mão cheia de vontade,

Correr até ao infinito e voltar a acreditar que posso ser,

Acordar na manhã despida de um encanto mostrado ao sol.

M.

infinita

 Céu e mar, tão distantes e tão próximos,

Numa sinfonia de cores e mistérios,

Oh, como suas vozes se elevam em canção,

Brindando ao amor e à infinita expansão.

M.

Enquanto

 No vasto oceano, onde os sonhos dançam,

O mar se encontra com o céu em um abraço,

As ondas sussurram segredos ao vento,

Enquanto o sol pinta o horizonte de um tom de encanto.

M.

Quando

Quando a eterna chama de luz que se esvazia no oceano navegado,

Quando a maré de um momento invade o encontro de uma alma,

Quando a mensagem navega entre as ondas de uma poesia escrita,

Quando um sentimento acorda depois de uma noite de prazer,

Quando a imagem de um anjo se atravessa na descida da montanha,

Quando o toque de um sonho nos persegue até ao infinito de um dia.

M.

encantado

Quando apreender a voar leva o teu desejo até ao vento,

No momento de um encontro visto de uma janela despida,

Encontras o teu sossego junto ao parapeito para o jardim,

Ir mais além do horizonte onde a cor de um sentimento se desfaz,

Para num beijo encantado encontrar o seu dia de felicidade.

M.

intenso

Neste aroma doce e inebriante solta-se um vermelho intenso,

No teu jardim secreto escondes uma rosa delicada,

Beleza que transborda num encanto quebrado,

Olhas nas brumas da memória o rosto de um desejo,

Nos teus olhos, guias os meus passos na ternura da vida,

Numa dança de saudade foges para o refúgio que cura.

M.

fragância

Nos braços de um destino que desliza na melodia de um dia,

Cores vibrantes que pintam mais um quadro de esquecido poeta,

Estende a tua mão e deixa que a sinfonia te lembre o celebrar,

De uma manhã adormecida numa doce fragância,

Onde o silêncio beijou aquela noite na sua perfeição.

M.

melancolia

 Na escuridão desta noite eterna,

Ecoa sem fim a voz de um poeta,

Alcançar a luz como se fosse a sua perdição,

Onde se ocultam os demónios luta na sua melancolia,

Nas águas turvas rima o seu suspiro para rasgar mais um perdão.

M.

suspiro

Cada estrofe é um lamento, cada rima um suspiro,

Na penumbra da alma, onde os sonhos expiram,

E assim, neste poema sombrio, onde a luz não alcança,

O poeta se afoga, na sua própria desesperança.

M.

sombras

 Nas entranhas do abismo, onde os demônios se ocultam,

E os pesadelos se entrelaçam, como sombras que tumultuam,

Palavras carregadas de melancolia e aflição,

Dançam ao som do silêncio, nesta negra solidão.

M.

guiar

 No coração da floresta, onde as sombras dançam livres,

Um peregrino poeta, entre árvores, se esquiva,

Perdido em seu caminho, sob o manto da noite,

Tece versos de esperança, na escuridão que o açoite,

Seus passos são incertos, na trilha enigmática,

Onde murmúrios ancestrais ecoam na mata,

Mas sua alma anseia pela luz que há de guiar,

Pelas estrelas que brilham, no céu a cintilar.

M.

alento

 Quero acordar nos braços de um vento despedido,

Forjado nas fornalhas de um fogo que eterno,

Levo a espada que branda a epopeia de mais uma batalha,

Enfrentas o perigo e deixas a luta ser travada no céu estrelado,

Neste feito de bravura teces fios de magia sem nunca recuar,

E com a sabedoria de um guerreiro levas o amor neste eterno alento.

M.

sequela

Num universo de sonhos, onde o amor é o motor,

Somos feitos de luz e sombra, de luta e de sequela,

Somos poeira de estrelas, brilhando com fervor,

Que incendeiem o mundo com seu fulgor tão logo,

Então que as lágrimas que vertem sejam de fogo.

M.

grito

 Em cada suspiro, uma nota de esperança,

Uma chama eterna que nunca se alarde,

Onde o tempo se perde em cada grito,

Em cada calor ardente, uma verdade se revela,

Na dança das estrelas, na canção da emoção.

M.

adversidade

Nas tramas da vida, onde o destino se entrelaça,

Ecos de melodramas, em cada cena que se abraça,

Poeta, personagem de tantas prosas melodramáticas,

No seu coração, um oceano de dores e magníficas esperanças,

No palco da existência, ele caminha com gravidade,

Seus olhos refletem a angústia, a luta, a adversidade,

Numa dança de sombras, entre o amor e o desespero,

Enfrenta os tormentos, mesmo que o medo seja um cego paradeiro.

entrelaçar

 O vento sussurra segredos ao passar,

Em cada assobio, uma história a contar,

No murmúrio das árvores, a música a brotar,

Em harmonia com o mundo, a se entrelaçar.

M.

vislumbrar

No cantar do pássaro, o encanto a fluir,

Na brisa suave, o aroma a sussurrar a ir,

No olhar profundo, o desejo a reluzir,

Na doçura do amor, o fogo a consumir,

Na imensidão do mar, o barco a navegar,

Na jornada da vida, o sonho a vislumbrar,

No virar da esquina, o mistério a desvendar,

Na busca da verdade, o conhecimento a alcançar.

M.

murmurar

No mar, as ondas a quebrar e a murmurar,

Na areia, os segredos do tempo a contar,

No olhar, a paixão a arder e a vibrar,

No coração, o desejo a pulsar e a sonhar.

M.

soar

No arco-íris, as cores a se misturar,

Na primavera, as flores a desabrochar,

No caminhar, os passos a ecoar,

Na melodia, os acordes a soar.

M.

brilhar

Na eternidade, os momentos a perdurar,
Na memória, as lembranças a guardar,
No fim, a esperança a permanecer a brilhar,
No verso, a poesia a se eternizar.
M.

vibrantes

Queres a minha loucura no vento que ganha asas,

Pintam os meus quadros de verdejante paisagem selvagem,

Cantam os pássaros a música de violinos vibrantes,

Nesta insanidade que alguém disse que era dignidade,

Quero mais um desejo para no tempo servir mais um chá,

E numa dança com as estrelas olhar nas nuvens a imagem de um oceano.

M.

 

sublime

És a sombra de um doce pensamento que se perde na razão,

Um sonhador de ardentes visões escritas no papel das estrelas,

Cultiva neste insano paraíso aquela dança que se desvela,

Num quarto solitário à espera da manhã para ser mais sublime,

Presa numa mente que vagueia por entre o mundo carente de paixão.

M.

 

reluzir

Ó lunar paixão que se solta naquela poesia solta e singela,

És a razão de mais um céu que dança o sublime reluzir,

Cintilante imaginação feita de segredos e devaneios,

Uma louca inspiração naqueles versos onde o mistério mora,

Leva contigo a rainha lunática que nesta melodia se transforma,

E num raio prateado o suspiro de uma noite lavada num sorriso.

M.

glória

Mestre das palavras escritas em versos de fogo apaixonado,

Epopeia de batalhas épicas onde o teu canto ecoa no vento,

Na sagrada demanda que uma vez o rio desaguou na tua glória,

Ergues o cálice do eterno sonho vestida da essência cantada,

Navegante de um mar escondido levas a coragem neste revolto sentimento,

E neste Sol que se deita nas cores de uma tormenta desafiada pela Alma,

Vertida naquela estrofe pela eternidade das madrugadas imortais.

M.

rupestre

 Num desespero amarrotado num sonho de verão que foi em vão,

Fugidias mensagens que levam o vento no Sol de inverno,

Esquecimento escrito nas ondas de uma paisagem rupestre,

Sentimento doce de um sabor que é levado pelo paladar de um ouvinte,

Caminho percorrido entre as águas de um lago afortunado pelo sal,

Que uma vez disse que a imagem era apenas uma palavra num sinal divino.

M.

 

viagem

Um murmúrio ouvido num som de uma onda selvagem,

Um enjeitado que procura o seu caminho na passagem,

Uma vontade que descobriu a esperança naquela viagem,

Um louco que escreveu as palavras numa mensagem,

Uma tela que pincelada para um dia ser uma imagem.

M.

motim

Solta-se uma fúria vinda dos confins de um universo sem fim,

Solta-se uma voz que entoa o som daquele que procura o motim,

Solta-se um pensamento que lavra por entre o jardim,

Solta-se a esperança naquele dia que foi até ao japim,

Solta-se a magia que espalha uma cor sem qualquer latim.

M.

 

 

salvantes

 Esta noite que se despe perante as estrelas cintilantes,

Poder tocar o teu véu de cor azul e sentir calores ardentes,

Num frenesim de pirilampos que acreditam nos teus salvantes,

Naquela chuva miudinha que molha aqueles sacerdotes,

Vislumbrados na cortina dos amantes confortantes.

M.

 

 

vazio

Mostra-me o caminho que o Sol escolheu para encontrar a luz,

Ouve-me no teu infinito saber a melodia de foi uma vez escrita,

Deixa-me sentir o teu perfume que inunda este mundo,

Leva-me a conhecer o momento que foi feito naquele vazio,

Faz-me acreditar que a sensação pode uma vez mais acontecer.

M.  

alegrar

Quando a flor nasce selvagem na esperança de acreditar,

Sente no vento os veios de vontade de voltar a dar,

Um sopro de fantasia que possa um dia alegrar,

A mudança de um sentido que vai ser um dia almejar,

O destino de uma sábia magia que se mostra ao luar.

M. 

monte

Quando a manta de uma sombra sobe até ao cimo deste monte,

Sobe uma brisa pelo teu corpo ao sentir o perfume agridoce,

Na despedida do Sol que se distrai com a prata da lua silvestre,

Foge nos seus raios de luz uma colorida imagem de um passado,

E num recanto encontrado na procura de um Ser olhas para lá,

Para nunca mais ver a névoa que encobriu a cortina da vida.

M.

 

humor

Não tenho nada,

Levo na mochila um sonho,

Não quero mais saber,

Faminto levo à boca o teu beijo,

Não sei para onde,

No calor sinto mais um sabor,

Não fui o que seria,

Na sombra descanso o humor.

M.

imaginação

Um desejo vertido numa lágrima de alegria que aquece no teu coração,

Uma vontade vestida de luz lunar que corre ao longo desta paixão,

Momento de vida ao lembrar um pedido de inspiração,

Junto à minha mão o caminho de quem quer fazer a transição,

Para neste destino que me mostra mais um detalhe desta imaginação.

M.

narrativa

Nem sei por este caminho ao longo deste bosque encantado me leva,

Sigo sem medo de encontrar as sombras de um medo ferido,

Faço mais um desvio para me deleitar na margem do lago profundo,

No seu espelho o reflexo de uma Alma percorrida na viagem à chuva,

Sigo em frente para não mais voltar a pensar que serei uma narrativa,

De um livro que foi escrito num vale de cor deslavada.

M.

derramadas

Mais uma corrida para o lugar onde o céu se torna cinzento de chuva,

Procuro o Sol que possa iluminar a esperança de voltar a acreditar,

Deixa-me agarrar um sinal de luz que se desfaz num caminho a correr,

Foge comigo na noite fria para um lugar onde possamos voltar,

Para um agora que é feito numa tempestade de lágrimas derramadas,

E num rodopio de mensagens invisíveis mostrar um tempo sem fim.

M.

 

perdidas

Quero saber escrever as palavras de um dia que sabe a sal do vento do sul,

Vou encontrar uma mensagem que me faz acreditar no poema esquecido,

Lembrar que a loucura foi entornada num oceano de canções perdidas,

Morar junto a mim um momento que acreditei que fosse possível,

Ir até onde as Almas podem descansar o seu eterno solisticio,

E na penumbra de um adormecido esquecer o pensamento entendido.

M.

vidente

Longo é este caminho que me leva para onde o destino me reserva,

Uma letra que se escreve numa palavra de cor transparente,

Um dia que vivo para esperar que posso escolher mais uma vida,

Mais um pedaço de mim que desprende para acreditar que ainda posso,

Ter junto ao meu coração um momento que junto os pedaços partidos,

E numa poesia de encantos desbravados na penumbra posso assim partir,

Para um lugar onde a felicidade é uma efémera memória de um vidente,

Que olha para um espelho à procura de descobrir que o seu beijo chegou.

M.

 

noite

Saio de madrugada na esperança de encontrar o vento do Norte,

No vapor da minha respiração ganho um novo folego para encontrar,

Uma fantasia que o agora de um sonho é uma perdição da minha Alma,

Ando pela calçada de uma rua deserta na esperança de estar,

Acordado para descobrir que a neblina que me beija na noite,

É um momento encontrado no fim de uma vida que foi amada.

M.

 

conhecer

Sem asas num desejo inacabado que adorme nas ondas do querer,

Imagem de um sonhador que volta para casa para voltar a ter,

Jogo de luzes que confundem o caminho que quer seguir,

Hora de voltar a acordar de um pesadelo que vou fazer,

Num quarto que o vento traz o frio de origem por conhecer,

Bruto sabor de sal que me assalta o espírito que quer voar,

Para um lugar onde a vontade de abraçar seja um crer.

M.

 

almejar

 Lembra-me o desejo de um suor desbravado na beira de um momento,

Lava-me o espírito selvagem que se move por ondas e vidas,

Larga-me no destino de um caminho que se vai e vem sem sentido,

Foge-me por entre os dedos os minutos que não sei contar,

Agarra-me para que possa respirar mais um dia para almejar,

Sente-me no teu coração para que possa assim voltar a ser um alento.

M.

dormir

Esconde-se aqui dentro de mim um sentimento que quer descobrir,

Quero agarrar em mim e sair pela porta fora à procura de pedir,

Uma salva de sorte que me encontre neste rumo sem discernir,

Daquela sombra que me persegue para onde quer que vá assistir,

Um encanto de rosas silvestres que se vestem para exprimir,

Um sabor colorido servido num momento para resistir,

À lua que se veste de luz branca num cenário onde irá dormir,

E numa praia deserta fantasiar aquele beijo que irei consumir.

M.

festim

Fantasia de uma memória esquecida numa folha de outono,

Mergulhada na água que me faz crescer mais um desejo de fogo,

Sem saber por onde caminhar percorro esta senda sem sentido,

Foge por entre os dedos o tempo que o tempo tem para dar,

Na manhã em que orvalho me toca na face para lá nascer sem estar,

No calor de uma janela que beija o Sol onde o céu é feito de algodão,

E em tudo o que corre naquele trilho sem fim encontras o teu festim.

M.

mergulhar

Por entre as brumas de uma floresta que te abraça no momento,

Caminhas sem destino à procura de uma centelha de vida,

Olhas para o horizonte naquele oceano onde correm as lágrimas,

De uma Alma que pediu aos céus que fosse assim mais um dia,

Mas naquela porta onde a fechadura não te deixa entrar,

Procuras no infinito do teu ser um acreditar que possas mergulhar,

Mais um pensamento que se desbrava na escrita de um livro aberto.

M.

sabor

Esta é uma canção que toca no peito de um pomar ao luar,

Dorme bem junto a mim à procura de um momento de luz,

Vem comigo para junto desta lareira acender o fogo divino,

Procurar um caminho que nos leve até ao limite do tempo,

E junto ao sabor de um mar salgado sentir o seu sabor.

M.


teu desejo

 

Mais devagar ou mais depressa sem sentir que nada posso,

Aqui e ali procuro uma centelha de um fogo que arde,

No calor de um coração que quer abraçar o teu desejo,

Perdido no sentimento que foi descoberto ao cair da lágrima,

Busco assim ou teu folego que me deixe sem palavras,

Para neste livro que escrevo encontrar o ritmo de uma paixão.

M.

desafio

Hoje é dia de acordar e levantar para seguir em frente,

Sigo com a minha esperança na procura de mais um desafio,

Percorro este caminho sem saber se irei lá encontrar,

Um lugar onde posso descansar a minha Alma cansada,

De tanto vaguear por entre as ondas de uma paixão vivida.

M.


caminhante

Sento-me junto ao pomar de uma brisa fresca que despe a fruta proibida,

Malmequer que ilumina um caminho de um pedestre caminhante,

Fogo que lavra por entre os milagres de um desejo esquecido na penumbra,

Vontade de abraçar um deserto cheio de esperança por nada saber,

E no fundo de um momento esperar que a vida tenha a vontade de ser.

M.


mão despida

Uma experiência solar que se estende por entre os dedos de uma mão despida,

A fantasia de uma lágrima que se desprende por entre os rios do sul,

Numa ponte onde passa o mendigo à procura da sua redenção,

Vai sempre em frente e olha por entre as ruas desertas à procura de ver,

Um lugar onde a sua Alma possa encontrar o descanso de uma vida vivida,

E no lar de um momento beijar o céu para lá encontrar o seu caminho.

M.

 

horizonte

Quero sair pela rua da esperança florida no Outono de uma manhã,

Levar comigo as memórias de uma lembrança esquecida ao amanhecer,

Correr pela pradaria de perfuma o rosmaninho de leve o ar,

Voltar para casa quando as luzes se apagarem no horizonte,

E no fogo que lavra junto à lareira esquecer que mais não posso.

M.

 

voltar a acreditar

Como posso eu olhar para céu e descobrir a minha Alma perdida,

Deixo aqui junto ao rio uma lágrima para lavar o oceano esquecido,

Falo aos ouvintes que passam junto à colina do desespero,

Busco na minha mão uma esperança de voltar a acreditar,

E num beijo de dunas encontradas um momento de ver a luz.

M.

luz de um vazio

Abro esta porta à procura de saber onde estás,

Nem sempre sei onde fui buscar este sentimento perdido,

Não importa o que a palavra escrita alguma vez disse,

Quero saber se esquecido é o meu sonho de viver,

Ou percorrer uma estrada sem sentido à luz de um vazio,

Que navega por entre as ondas de um desenho que mora aqui ao lado,

E na brincadeira de uma criança sorrir para lá encontrar a paz.

M.

Letras

​Nem escrever agora sei, Letras que me deixem sonhar, Um momento de alegria contigo, Falar de sentimentos ao luar, E deitar-me contigo na en...