festim

Fantasia de uma memória esquecida numa folha de outono,

Mergulhada na água que me faz crescer mais um desejo de fogo,

Sem saber por onde caminhar percorro esta senda sem sentido,

Foge por entre os dedos o tempo que o tempo tem para dar,

Na manhã em que orvalho me toca na face para lá nascer sem estar,

No calor de uma janela que beija o Sol onde o céu é feito de algodão,

E em tudo o que corre naquele trilho sem fim encontras o teu festim.

M.

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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