fustigar

 São duas da manhã e acordo sem o mel do teu beijo,

Deixo ir até ao destino de um pensamento vivido,

Sem vontade puxo mais um cigarro para queimar,

Naquele cume onde sinto o vento do norte a fustigar,

Levo comigo um trago de esperança para lá deixar,

O momento que alguma vez foi sentido neste trajeto.

M.

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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