Desbravado terreno onde pisa o mestre,
Leve ensinamento escrito no vento,
Na colina onde a árvore é silvestre,
E a tinta apenas deixa um apontamento,
Mesmo que no vazio exista um abutre,
Mas na prata da bala tudo é perfeito.
M.
Desbravado terreno onde pisa o mestre,
Leve ensinamento escrito no vento,
Na colina onde a árvore é silvestre,
E a tinta apenas deixa um apontamento,
Mesmo que no vazio exista um abutre,
Mas na prata da bala tudo é perfeito.
M.
Mais um dia em que o tempo desce pelo corpo,
Pego em ti e vou pela vereda até ao campo,
Sem saber se sou o tipo,
Nem descobrir se irei ser um cachopo,
Que leva consigo o seu copo,
Na loucura de uma escrita sem tempo.
M.
Serei uma solidão que não tem perdão,
Fujo entre as pedras sem rumo ou direção,
Deixo para trás as memórias de uma ilusão,
Corro para lá e para cá numa imensidão,
De voltas à volta da minha brutidão,
Sem saber se serei alguma vez um peão,
Num xadrez que a vida dá a sua gratidão.
M.
Num castelo longínquo onde lutarei por ti,
Serei um cavaleiro sem armadura e glória,
Numa luta de dragões oscilantes farei um sonho,
E pensar que na honra irei até onde me deixar,
O folego de uma vida salvar a minha Alma,
Que desespera por um momento vivido a dois,
Mas que na senda da bravura encontra o lar.
M.
Perfume de verão na boca de uma fantasia,
Mel sentido ao beijar os lábios de um anjo,
Felizes momentos vividos ao luar,
Raio de luz que atravessam sem pedir,
Num dia feito de sol e esquecido na esplanada,
Ao sentir um gosto de sal no sabor de um beijo.
M.
Sento-me aqui junto à janela sozinho a imaginar,
Como serias as estrelas se fossem feitas de algodão,
Onde estaria a minha Alma se eu fosse um pedinte,
Iria eu à fonte à procura de sede de esperança,
Ou seria mais um desafinado num mundo sem ser,
E num virar de velas sopro para acreditar em ter,
Um momento de vida acontecida na memória.
M.
Sabores de vento que tocam a face de um anjo,
Numa dança ao ritmo de uma melodia fantasiada,
Descemos as escadas em direção ao sentido vivido,
Pelas ruas onde o deserto esculpiu uma memória,
Acordamos junto às margens de um rio cansado,
E deixamos as noites encontrarem o seu caminho.
M.
Folhas caídas numa época de outono,
Largos dias de solidão juntos ao chão,
Melodias ao som de um piano cansado,
Loucos que correm pela estrada despida,
No contorno de uma maníaca vontade,
De um dia voltar à sonoridade de uma Ode.
M.
Descobre-me numa luz refletida na areia,
Ilude-me com a magia do teu sorriso,
Deixa-me beijar a tua boca de saudade,
Leva-me até ao fim deste caminho,
Abraça-me no destino de uma viagem.
M.
Lindos verdejantes prados ao caminhar pelo cimo,
Rosmaninho que prende o vento ao beijar o ar,
Monte da bravura que figura entre o mar e o sol,
Abraço sentido na força de ser,
Alento recebido na manhã de um sonho vivido.
M.
Sem tempo para perder a descobrir a verdade,
Porta aberta para deixar entrar uma recordação,
Num vazio encontrado na rua despida,
Sentimento que num deserto encontrou a luz,
Gentil movimento em torno de um sinal escondido,
Afluente que deixa cair fios de chuva na penumbra,
De uma noite que foi passada ao lado do teu calor.
M.
Uma mensagem escrita do alto de um pensamento,
Espuma branca que se espalha junto aos teus pés,
Água salgada que adormecem os anjos caídos,
Num frenesim de sensações que sobem pelo corpo,
Até encontrar um repouso no conforto do desejo,
Saído de uma fogueira incendiada pelo fogo eterno.
M.
Numa onda de pensamentos desaparecidos,
Um mar de chamas que me assalta o ser,
Quero voar alto para sair daqui para lá,
Descobrir uma fantasia emergida da bruma,
Onde o meu desejo é feito de algodão doce,
E a tua boca é beijada pelo vento do Sul.
M.
Desejo ardente vestido de forma radiante,
Um beijo melado na boca rasante,
Sentimento descoberto ao lado daquela ponte,
Vontade de voar até ao lugar paciente,
Junto ao meu coração que é temente,
Deixo no ar este jeito perdido sem transporte,
E num caminho estonteante ir até ao Tibete.
M.
Tenho nas mãos um pedaço de vida para abraçar,
Quero saber se o tempo está ao contrário,
Sinto um desejo de aquecer uma lareira de fogo,
Um desejo sem fim escrito em fios de prata,
Existir junto a ti para sorrir em gratidão,
E na janela semiaberta abrir os braços ao mundo.
M.
Às vezes quero limpar as feridas vertidas,
Acordar e saber que serei mais um,
Que procura no destino o momento para entender,
O silêncio de um caminho que se faz ao trilhar,
Sem querer sofrer escondo em mim o sentimento,
Mas a viver liberto a magia para voar,
E num encontro de estrelas vejo o teu sorriso,
Abraçamos a alegria de querer estar em paz.
M.
Um medo que invade um corpo vazio,
Bebo mais um copo de esperança,
Naquela colina onde espero por ti,
Vivo devagar para pensar em voltar,
A acreditar que o nome do destino será,
A descoberta de um sorriso no por-do-sol,
E numa miragem um beijo na lágrima derramada.
M.
Um dia em que deixei de ser criança,
Um momento que nunca foi visto,
Fantasias que não foram vividas,
Como entender o nada que fui,
Sem saber correr pela rua até cansar,
Crescer sem viver a vida de um gaiato,
Descobrir que ao perder não ganhei,
Aquela memória de quem soube viver.
M.
Roubo um beijo teu para sentir o teu gosto,
Respiro por entre lábios para voltar a tentar,
Deixar-te aqui comigo num clima de palpitar,
Um coração que procura mais um pensamento,
Que irá transcrever em linhas tortas até abalroar,
O navio que passa por aqui até ao largo deste afeto.
M.
Não são luzes, não são cruzes,
São miragens, são contagens,
Não são lírios, não são rosas,
São raios, são papagaios,
Não são dunas, não são saunas,
São magias, são ideologias.
M.
Corro porta fora atrás de um sonho,
Apanho esta boleia que se faz à estrada,
Aos ziguezagues percorro mais um destino,
Escorre pelo rosto o suor de tanto ardor,
Pelo caminho que faremos ao descobrir,
A loucura de acreditar que sonhar é bonito,
E o no cimo da colina fica o nosso Amor.
M.
Nebulosas águas que turvam o meu olhar,
Espirais em movimentos contrários a voar,
Melancolias de sono não dormido ao ar,
Fantasias descobertas ao largo de um lar,
Maresias perdidas num oceano de mar.
M.
Não irei desistir sempre que o caminho me deixe,
Na verdade que se esconde atrás de um olhar,
Fico firme ao leme deste navio que bolina,
À procura de um ancoradouro seguro para encarar,
O momento de voltar a ser feliz sem chorar,
Um final que se fechou numa tarde anoitecida.
M.
Flores de inverno num canteiro junto á janela,
Beijos madrugadores que acordam o meu ser,
Destinos cruzados que alinham com as estrelas,
Manhãs esquecidas num café sem açúcar,
Malandrices pensadas em lençóis de marfim,
Dias que são noites em horas que ficam em minutos,
Perdidos em loucuras caídas do céu como chuva.
M.
Sentado na minha secretária penso na merda que sou,
Olho para o teclado e escrevo mais umas palavras,
Abro uns emails à procura de perceber o que fazer,
Penso que não sei pensar um pensamento,
Olho pela janela e procuro encontrar uma resposta,
Para aquilo que me deixa sem vontade de seguir,
E na tristeza que me assola conduzo mais um cigarro,
Irei aqui arder até saber o que me resta disto.
M.
Perdido na sombra da floresta negra,
Procuro algures um lugar para ficar,
Apenas um raio de luz que atravessa,
Mas ilumina um caminho para percorrer,
Da caverna encontro a chama para seguir,
Monstros que assaltam a esperança,
Guerra que vence um cavaleiro despido,
Da armadura que uma vez foi a salvação,
E que agora terá de ser a sua canção,
Cantava aos quatro ventos para sua paixão,
De voltar a acreditar nesta obsessão.
M.
Esta é uma pequena canção que desperta em mim,
Parto daqui para ser um pássaro de fogo,
Procuro a tua direção em tempo de tempestade,
E se vou a correr ou a saltar eu bailo no ar,
Porque isto não vai passar assim,
Esta bonita poesia que escrevo para sentir-te,
Junto ao coração de mais um desespero,
Por saber que iremos triunfar perante o desafio,
E nas chamas de uma fogueira apago a sombra,
Que uma vez tentou encobrir o teu sorriso.
M.
Desce a rua uma noite vestida de luz,
Olha-me nos olhos e diz-me um sussurro,
Deixa-me estonteado por tanta loucura,
Nas pedras desnudadas leva o seu perfume,
Toca a pele dos viajantes como se fosse fogo,
Desprendem-se sorrisos ao sentir a essência,
Daquela magia que foi trazida no brilho dos olhos,
Da dama da noite que encheu a sombra perdida,
E no tempo pedido tocou a balada de um encanto.
M.
Uma obsessão que me leva esta ilusão,
Um momento neste mundo cão,
O sentimento que tenho pela paixão,
Que sinto ao beijar o teu coração,
Na esperança ser a minha perdição.
M.
Aqui sentado peço mais um café,
Espero pela madrugada de um Sol,
Acordo com mais um pensamento,
Sou mais um momento,
Quero ir até ao encontro do farol,
Desfrutar o sabor de mais um trago,
E esperar que o meu anjo me leve,
Até ao destino que me aconteceu.
M.
Não quero voltar a perder o que encontrei,
Saber que dentro de mim renasceu,
A esperança de voltar a acreditar em ti,
Depois da tempestade que veio de sul,
Mas que na força eu encontrei o teu sorriso,
E num beijo desfiz o novelo de um pesadelo,
Para apenas encostar o meu rosto ao teu peito.
M.
Queria que o mundo fosse um paraíso,
Que ao meu lado se sentasse uma princesa,
Num lugar descoberto pelo sonho,
De um dia viver apenas sem saber,
Se a tormenta foi apenas um momento,
E ao abraçar-te encontrar o meu descanso.
M.
Conta-me um segredo ao ouvido,
Diz-me aquilo que sei,
Ou leva-me até a orla costeira,
E deixa-me acreditar,
Que a tua luz é o meu sorriso,
Ou a leveza do ser,
É apenas um fragmento de tempo,
Que nos leva até ao infinito.
M.
Não quero chorar mais por este rio,
Chego devagar até ao infinito do teu sorriso,
Levanto mais um copo para encontrar,
O descanso de um trago de bem viver,
Mistura de sentimentos que me assaltam,
Neste momento de desencontros,
E na força de querer voltar a encontrar,
O meu caminho para longe do luar.
M.
Coragem não me falta para desaparecer,
Navegar por mares onde irei naufragar,
Saberei eu ao ver o teu sorriso mostrar,
A vontade de voltar a sentir a sensação,
De descer a colina dos sonhos e ter,
O caminho preenchido de uma ilusão,
Que procurei encontrar no paraíso desaparecido,
Mostrarei o meu coração à minha paixão,
Que pode ser a minha salvação,
Depois da tormenta que a tempestade me levar,
Até aos braços de quem uma sorriu para mim.
M.
Agora que desço esta colina rumo ao norte,
Pelo caminho levo lírios para despertar,
De um sonho vivido, mas não acontecido,
Desço mais um pouco e chego à ponte,
Que me leva para o lugar do mar,
Onde a vida é vivida com encanto,
E no desespero descubro a vontade de ser.
M.
Passo a passo como um caranguejo assim vou eu,
A caminhar pela lama que encalha o marinheiro,
O sol queima o meu corpo de tanto andar,
Quero repousar dentro de ti para descansar,
Ando para sul à procura da cor azul,
E no marasmo de voar cantar este teatro.
M.
Quero o teu sabor da tua pela macia,
Uma nervosa sensação que quero sentir,
Doce mel que sinto ao beijar os teus lábios,
Saliva numa fruta proibida ao permitir,
Num momento destinado a ter paciência.
M.
Abro esta janela e conto as estrelas no céu,
Mover montanhas para chegar a ti,
Que força posso eu ter para caminhar,
Navegar por rios bravos e sem chapéu,
Aceito a minha falta de asas para voar,
E lembro que quero alcançar o que permiti,
Num dia em que fui embora até andar.
M.
Tenho desejos secretos que só tu sabes dizer,
Cansado de esperar pela vinda do peregrino,
Sem hora para acordar deste sonho colorido,
Numa rota que me leva voltar a reflorescer,
O canteiro onde as acácias são apenas sono,
De alguém que acreditou que iria ser feliz.
M.
Por vezes queremos voltar a ser crianças e acreditar,
Que o mundo é novamente um lugar inocente,
Chorar de tanto rir por brincadeiras sem sentido,
Ouvir histórias de dragões e princesas e sonhar,
Lembrar que um dia é uma eternidade de tempo vivido,
E num piscar de olhos a natureza deste rapazote.
M.
Eu venho para te mostrar o que tenho para dar,
No caminho que é novo e vem de dentro,
Pela bússola da vida procuro a tua direção,
Numa história que vou contar a quem quiser ouvir,
Não sei se será escrita ou feita de papel,
Vou passear por aqui e levar-te comigo para ver,
Aquilo que eu desenhei para seres feliz.
M.
Uma estrada de pedra que passa pela tempestade do tempo,
Uma memória melódica que brada pelos sons do mar,
A minha loucura que me deixa num círculo sem fim,
Batimento de voz na palma da minha mão,
Avançamos por entre as brumas até sentir a paixão,
Do momento em que nos viramos e beijamos.
M.
Reescrevo uma história que quero contar ao vento,
Imagino palavras que quero dizer ao deitar,
O meu corpo junto ao teu numa viagem sentida,
Naquele episódio de televisão em que nos rimos,
Ao saber que o meu beijo na tua boca é de amor.
M.
Atiro para o céu as minhas mãos,
Agarro este momento dentro de mim,
Pelo teu mel que pinta o teu olhar,
Encontro a felicidade de quem uma vez sorriu,
E na aflição escutou a tua alma,
Onde escondido ficou o medo.
M.
És a minha donzela num filme de romance,
Perdida num castelo no alto da montanha,
Um cavaleiro que trava a luta pelo teu amor,
Merecido na sorte unida no tempo infinito,
Escrevendo mais capítulo de nome desconhecido,
Para num futuro saber que foi encontrado.
M.
Um mistério que quero revelar,
Olho para ti e encontro ternura,
Pensar que esse furação é fusão,
Num mundo onde irei encontrar,
A tua mensagem secreta neste coração,
Que um dia quis perceber a brancura,
De uma onda que saltou do mar,
Para o destino desenhado na ilusão.
M.
Pela colina abaixo desce um manto de neve,
Num abraço sentido levo comigo um beijo,
Para entregar naquela pradaria um estás,
À espera de sentir o que o lago perfumado,
Esconde nas suas águas esquecidas,
E no toque beijado voltar a acreditar.
M.
Estou numa cave onde a sombra pinta a manta,
No escuro encontro uma luz ao fundo,
Agarro um fio de ar para encontrar besta,
Berro por entre a torrente e o mundo,
A voz que assalta o espírito que canta,
Uma melodia que se ouve dançando,
Até que a maresia nos invada a afoita,
Vontade de um dia ficar abrasado.
M.
Sou um imaginador sem tino,
Imagino que nada sei ou serei,
Fico-me pela ilusão deste reino,
Que uma vez caiu onde terei,
Uma procura sem divino,
Acabada de chegar onde virei,
Para o lado onde iria o meu destino.
M.
Num oceano que corre por entre as ondas,
Encontro aqui uma memória perdida,
Dispo do meu corpo marcas embriagadas,
Nada que a minha cura seja elaborada,
Mas depois de mais um copo fica embalada,
Esta mensagem que é escrita encaixada,
Num momento que eu escolhi para ser assim,
Mesmo que depois de tudo seja um festim.
M.
Olha como corre pelas veias este sangue,
Um mar de chamas que me invade,
Uma poesia escrita em linhas tortas,
A louca paixão de saber que afogue,
Em leiras de água silvestre que arde,
Num qualquer lugar em que aceitas,
A sensação de ver o papel que alimente,
A alma que não soube ser entregue.
M.
Enquanto espero aqui junto à lareira,
Aguardo por uma centelha de fogo,
Para mostrar o quanto é esta agreira,
Sento-me e levo à boca este aconchego,
Sem perceber se irei encontrar a parceira,
Que um dia me irá tirar deste perigo.
M.
Olá, amor que vais ao largo,
Olá, flor que sorris ao Sol,
Olá, dama que incendeias a plateia,
Olá, princesa que deslumbras o salão,
Olá, rapariga que me deixas louco.
M.
Assim começa uma vez a minha luta,
Derrotar demónios imaginados,
De um castelo onde está a minha dama,
Mesmo sabendo que és a alma,
E não sou suficiente para ter pinta,
Em instantes descobertos ao ficarem partidos,
Num rio que alguma vez irá ter resposta.
M.
Liberto um poema soprado ao vento,
Penso na esperança um dia contada,
Aos versículos escritos numa pedra,
Respiro a sensação de um pensamento,
Numa loucura que não foi permitida.
M.
Nada mais importa ao acordar,
Sempre que despertas o meu olhar,
Surgem as poesias feitas de mar,
Em ondas que revoltam até o cantar,
Das gaivotas em terra para encantar,
O novelo de sonhos encontrados neste lar,
Onde a loucura foi feita para deixar,
Entrar na vida e nunca mais largar.
M.
Num vento do Sul olhei para o horizonte,
Sem saber escrever usei letras numa fonte,
Onde a tristeza foi levada pela ponte,
Num sorriso que um dia me deste,
E na melodia de uma canção partiste,
Para um lugar onde seria o Tibete,
Mas que na volta me disseste,
Aquela palavra suada pelo trompete.
M.
Uma conversa numa concha de luz ao luar,
Viver o momento por uma vez,
Sentar e apreciar o teu sorriso ao levar,
Um beijo meu até aos teus lábios,
Numa troca de olhares por nada dizer,
E ao deitar sentimos o prazer de fazer,
Um instante de amor um fogo aceso.
M.
Numa harmonia feita de memória desalinhada,
Procuro mais um tom que encaixe em mim,
Este acorde que teima em não despertar,
No profundo mar de sons perdidos pela sombra,
Onde as mãos se unem para acordar,
E no derramar de uma lágrima encontram um lar,
Junto ao teu peito que guarda o meu fim.
M.
Cinzenta é a minha alma na solidão,
Ligo para o infinito à espera de ser atendido,
Numa amargura que me assalta vou para cima,
Agarro uma silva que se arrasta por entre os dedos,
Na boca sinto o seu amargo sabor,
Caminho mais um pouco até lá chegar,
No horizonte encontro o silêncio perdido,
Na minha voz um grito de desespero,
Não sei por onde irá o meu destino,
Reparo no pequeno Sol que espreita agora,
Pelo vale dos Deuses sagrados que despertam,
Um momento que pode iluminar este caminho,
Mas que não sei se é o certo ou o errado,
Apenas sei que fico aqui à espera de saber.
M.
Não sou um poeta de escrita fácil,
Escrevo palavras que não fazem sentido,
Em linhas separadas pela ilusão,
De uma Alma cansada de andar à deriva,
Mas na certeza de vestir o véu azul,
Que vai cobrir a existência da minha vida,
No dia em partir para profundo destino.
M.
Um dia vou voar alto até ao infinito,
Um dia serei o herói da minha princesa,
Um dia vou sair do meu esconderijo,
Um dia serei livre para amar,
Um dia deixará ser noite,
Um dia irei até onde o coração me levar.
M.
Rimas em mel de cana junto ao paraíso,
Somas quadradas de tequila sem recurso,
Ventos cruzados que nos levam o cabelo,
Loucuras na água que me deixa tolo,
Fantasias na noite que ficam em paralelo,
E num abraço até um fico amarelo.
M.
Nada faz sentido neste mundo de loucos,
Sonhos que nos plantam na imaginação,
Verdade que é feita de prismas sem retorno,
Acreditar numa esperança perdida,
Caminhar por entre as muralhas de uma guerra,
Que alguém um dia permitiu ser travada,
Num labirinto de mistérios desvendados,
Agarro o meu casaco e sigo viagem até à frente.
M.
A vida não encerrou nesta história,
Sem a loucura de outro tempo procuro,
Encontrar o caminho para o meu coração,
Sabendo que algo me deixa neste fundo,
Onde as rosas perfumam um Amor encontrado,
Naquele brilho que uma vez aconteceu ao ver,
A imensidão do teu olhar que derreteu o gelo,
Que me estava colado junto ao peito.
M.
Danço contigo uma balada pela brisa,
Sem jeito faço uma revienga sem saber,
Agarro a tua mão e digo-te o meu coração,
Na espera de ver-te mostras o teu sorriso,
E ao beijar o doce sabor dos teus lábios,
Fico aqui a pensar no que fiz para merecer,
Tamanha iluminação feita de paixão.
M.
Leva o meu fôlego até ti e acredita,
Agarro uma estrela numa noite escura,
Num espaço vazio quero assim iluminar,
A vontade de preencher o corpo despido,
Desprendido de sabores ao ficar saciado,
Corro para o meu destino e no cimo vou saltar,
Para o oceano derramado e aceito a tortura,
Leva-me para lá do fundo na minha revolta.
M.
Imitador de Alma que vagueia pelo caminho,
Marinheiro que navega à deriva no mar azul,
Salineiro que tempera a vida ao sabor de ti,
Povo da terra que corre em direção à colina,
E no vale do desespero encontra a taberna,
Copo após copo fico eu mais tristonho,
Mesmo sabendo que um dia prometi,
Andar pelas ruas até rumar ao Sul.
M.
Se soubesse escrever faria uma prosa,
Usaria palavras num manto de malmequeres,
Ficaria a admirar a poesia não contada,
Mostraria o brilho das cores ao amanhecer,
Contaria histórias de encantar ao luar,
Saberia dizer o que me vai na Alma,
Voltaria a encontrar a magia de ser.
M.
Minha flor que estás à janela,
Olho para ti e fico sem aquarela,
Para pintar um sorriso teu ao Sol,
Mesmo que eu esteja com um briol,
Cor violeta que fica bela,
Num corpo de desejo no Tirol.
M.
Não quero ser um agente do meu desatino,
Saber que nada sou neste episódio sem fim,
Sento-me a assistir à troca de palavras enfim,
Traduzo das letras um momento que foi escrito,
Por alguém que ousou pensar num dia de grandeza,
E mesmo assim a minha Alma sente a solidão,
De não entender o que esperar nesta ansiedade.
M.
Em momento de reflexão encontro um chilrear,
Canto um melodrama que afugenta o caminho,
Descubro nas pedras da calçada um andar devagar,
Num vazio que sinto dentro de mim sem perceber,
A origem de tamanha confusão que procura o seu ninho,
Mas não sei compreender o destino que quero beber.
M.
Um trilho percorrido pelo homem que vai ao vento,
Naquele deserto onde as lágrimas são joias perdidas,
Procura um abrigo onde possa repousar a sua Alma,
Numa luta de sentimentos agrestes encerra mais um passo,
Caminhando descalço pela calçada de areia até encontrar,
O oásis feito na noite escura que verteu no horizonte,
Um oceano de desejos perdidos na esperança do caminhante.
M.
Que lindo momento que se forma ao largo desta emoção,
Forte fulgor de uma criança que procura aquela sensação,
Vem descobrir um jardim ornamentado numa fusão,
Naquele dia em que a noite foi beijar a lua de balão,
E na penumbra de uma luz semicerrada e sem ilusão,
Aceleras em direção ao teu destino como um leão.
M.
Sem parar eu digo para o ar, voa alto!
Sem pudor eu grito alto, quero tempo!
Sem truques eu faço, um momento!
Sem andar eu corro, para um rio deserto!
M.
Quando a vida presenteia sonhos não vividos,
Encontras no meu carinho uma resposta,
Quando o mundo parece um antro de loucura,
Olha para mim e acredita na esperança de ser,
Quando nada mais interessa nesta história,
Sorri comigo numa emoção sem palavras.
M.
Movimento em sentido contrário num desejo fresco,
Uma limonada que apazigua a sede transpirada,
Corpo que se move ao som de uma guitarrada,
Avança por entre o palco e ofusca enquanto pisco,
Através de uma olhar malandro de uma pantera,
E num recanto de uma cascata sentes o açórico.
M.
Amanhece junto à minha janela,
Solto um sorriso por ver-te assim,
A tua luz invade o meu corpo despido,
O calor sobe até ao infinito do meu ser,
Levo-te comigo nesta senda sem destino,
E ao beijar o mel dos teus lábios,
Sinto a leveza de quem nasceu outra vez.
M.
Rua deserta feita de pó amarelo,
Filamentos de ouro que cobrem o corpo,
Dunas de areia que escondem o segredo,
Fantasias lunares ao deitar-me contigo,
Momentos impossíveis no despertar do ser.
M.
Mais uma palavra, um gesto, um carinho,
Deixa-me sonhar, deixa-me ser, deixa-me ir,
Um toque, um momento, um despertar,
Leva-me contigo, leva-me até ao céu, leva-me daqui,
Uma prosa, uma poesia, uma cantiga,
Tira-me este peso, tira-me do buraco, tira-me para lá.
M.
O que fazes tu ó Princesa, neste recanto ao pé do mar,
Queres perfumar este ar,
Ou vais deixar-me aqui pendurado,
Levas no cabelo uma rosa a florir,
E fico eu aqui a pensar,
No encanto do teu andar,
Vais com o teu sorriso e deixas luz pelo caminho,
Queimas-me o meu rosto de tanto brilho,
Nem sei porque suspiro por tamanha beleza,
Num sonho que alguma vez foi sonhado.
M.
Sonhei num dia de pernas para o ar,
Acordei e encontrei um mundo ao contrário,
Não sabia se era de mim ou era do falar,
Mostrei o meu descontentamento neste palácio,
De onde saíram as mensagens sem paladar,
Acabei o meu café e fui até ao purgatório,
Lavar a minha Alma de tanto não tratar.
M.
Um sonho inacabado que trilha por entre os anjos,
Uma sinfonia de estrelas que iluminam a noite,
Um segredo contado ao ouvido,
A magia de encantar por nada ter para mostrar,
Uma história que faz cair lágrimas de alegria,
Num caminho que vai ao encontro do teu desejo.
M.
Um estranho sentimento de profundo querer,
Faço-me à estrada para encontrar um chama,
Num calor gelado que pretende satisfazer,
Um poeta que não sabe como fazer uma rima,
Cheio de expectativa na tinta que corre na rama,
Ao lado de um mastro que um dia vai percorrer,
Numa maresia azul que vai na Alma.
M.
Deixo para trás uma mão cheia de nada,
Levanto um pé em direção ao destino,
Acordo de uma noite mal dormida,
Perdido em mim sigo em frente,
Sem folga ou vontade serei silente,
Das poucas palavras que não sei escrever,
E ao fundo olhar-me ao espelho saber que sorriste.
M.
Fico aqui à espera que algo aconteça no horizonte,
Não posso mudar o rumo daquilo que está ao longe,
São mundos que em paralelo me enviam até à fonte,
Beber mais um pouco do ensinamento sem sorte,
E descobrir que estou aqui para apenas ser forte.
M.
Olho para cima e acredito que a chuva irá cair,
Escondo dentro de mim um desejo sem sair,
Sinto no semblante a tinta que escorre por ficar,
Naquela esquina onde uma luz é fraca ao tentar,
Acender em mim um calor que não soube luzir,
Podendo assim encontrar a esperança perdida.
M.
Apresso-me para andar até ti,
Romance de flores do deserto ao despertar,
Apresso-me para ter contigo,
Melodia de violino que encanta ao acordar,
Apresso-me em estar contigo aqui,
Vale de prazer que nos aperta a paixão,
Apresso-me e estou ali,
Para beijar a tua boca de mel.
M.
Sim, é mais um dia que queres,
Sim, é assim que quero ser,
Sim, é pouco o que posso dar,
Sim, é feliz aquele que sonha,
Sim, é contigo que quero estar,
Sim, é mais um dia de amor.
M.
Momentos de luz ao cair uma noite gelada,
Vamos ficar aqui a apreciar o calor ardente,
Deixemos os corpos suar até ficar paciente,
Uma cadência entoada por anjos ao ficar prendada,
De uma história que se escreveu delicadamente.
M.
Não toques o chão e corre comigo,
Num céu que quer tocar o teu sorriso,
Chama de fogo que acende um prólogo,
Olhar que descobre aquele paraíso,
Onde as Almas dançam o fandango,
E encontram uma existência num feitiço.
M.
Quero te contar um segredo que guardo para mim,
Gritar com força pelo vento um encanto,
Tens de ouvir dentro de ti um assobio de canto,
Puxar o fio entrelaçado que me deixa preso,
Empurrar para fora de mim o âmago de um desconcerto,
Pular para cima e para baixo até quebrar o enguiço,
Num raro momento de luz ver-me no espelho refletido.
M.
Leva um pouco de mim até ti,
Deixa correr este rio,
Sente o sabor do mel nos lábios,
Foge para longe,
Quero a aventura à flor da pele,
Num canto deserto,
Onde a vontade é nossa até ser,
Um lugar encantador.
M.
Moinho de papel que abraça um momento,
Enlaçado ao destino de um qualquer rapazito,
Numa forma de viver que leva o vento,
O bálsamo encontrado dentro de um repasto,
Ao pousar de fininho numa aventura no porto.
M.
Debaixo de uma luz oriunda da noite caída,
Encontro imaginária tertúlia de fragor rabiscada,
Estrelas que acendem um rosto refletido,
Num regalo que penetra a maré removida,
De perfume que invadiu o espaço requintado,
E sem saber foi descobrir aquele tesouro.
M.
Prosas escritas em papel vegetal,
Café pela manhã que aquece a Alma,
Mel que beija os teus lábios,
Canções em falsete num rádio antigo,
Perfume a rosmaninho a sentir o teu cabelo,
Flores silvestres que guardam os elfos,
Numa poesia sem teatro de ribalta.
M.
Um formidável sentimento que sinto ao ver,
A esperança de beijar a tua pele macia,
Um momento que queremos ter ao luar,
A vontade de saber que a verdade será nossa,
Um desejo ardente dentro de mim por ti,
A loucura de um louco que nada diz,
Um desajeitado que percorre este caminho,
A descobrir que contigo irei até ao fim.
M.
Passo ao largo de uma valsa iluminada,
Atravesso para o outro lado à sua procura,
Olho em frente e para os lados e nada vejo,
Sento-me e aguardo pela chuva miudinha,
Acendo o meu cachimbo e perfumo o seu ar,
Nem sei se alguma vez a verei,
Neste banco de madeira sinto o calor,
De um Sol que abre mais um dia neste desatino,
Olho novamente, e lá ao fundo, uma sombra,
Será que a vejo, ou será apenas miragem,
Caminho na sua direção e aumento a minha passada,
Sei que quero estar lá onde as gaivotas pousam,
E contigo sentir o meu caminho neste nevoeiro.
M.
Reluz no espelho de uma lagoa,
A magia de um ente perdido,
Que um dia abriu asas e voa,
Para um lugar onde não é vencido,
E ao chegar saber que encontra,
A corrente que uma vez vira,
Na colina que brilhou para si,
Um raio feito de cor que ri.
M.
Acendo mais um cigarro junto à varanda,
Olho o céu e apenas nuvens cobrem a vista,
Inspiro mais um trago de nada que me convença,
Nem sei pensamento meu afugentam nesta treta,
Num gosto amargo afogo mais uma emboscada,
E numa luta de galos procuro mais esta mudança,
Que me faça acreditar que lá dentro irei encontrar,
Um caminho que me leve até ao altar.
M.
Não sei onde fui feliz no dia em que nasci,
Corri o mundo à procura de um lugar,
Para encontrar num café um luar,
Feito de açúcar doce-amargo onde reconheci,
A feição de um rosto que acreditou,
E não me fez cair e reanimou,
Como se um poder do divino tivesse visto,
A minha Alma por entre a chuva neste texto.
M.
Jogo um dia mais no vento que sorri,
Fico aqui parado a ver onde posso ir,
Olho para ti e acredito numa fantasia,
Desde o céu às tempestades um carinho,
Por tudo aquilo que faço para não merecer,
Mas acreditar que posso ter em ti o meu anjo,
Que um dia sorriu para mim e fez de mim,
Um crédulo da magia encantada ao acordar.
M.
Sinto um calafrio que atravessa o meu corpo,
Sinto um vazio ao ver o teu triste olhar,
Sinto uma maresia de sentimento ao tocar,
Sinto um desejo de alegrar o teu dia sem saber,
Sinto uma vontade de abraçar-te mesmo assim,
Sinto um ardor no coração por não ver o teu sorriso,
Sinto uma paixão por descobrir no mel dos teus olhos.
M.
Anda e contraria a maré de uma sorte indesejada,
Caminha por entre este vale para sentir,
Uma mensagem escrita por anjos ao caírem,
Na vontade de ajudar aquele que pede,
Um momento para voltar a ser um pedinte,
Da alma que se esconde para um dia se encontrar.
M.
Atroz atrofiamento de um momento por ti,
Vida que desce sem se ver como subir,
Natureza feita de pirilampos mágicos ao luar,
Besta de mim que não saber andar,
Som de mar ao relento de uma paixão,
Alegre sentimento que quero para ver-te,
Num dia de Sol ao fim de uma tarde.
M.
Numa pincela de verniz azul pinto o céu,
Num sorriso rasgado vejo o teu rosto,
Numa vontade etérea procuro o destino,
Num momento a sós descobrimos o Sol,
Numa festa de carinho encontramos a paz,
Num dia que foi destinado ao som de um piano.
M.
Alimento este pensamento com a brisa de uma onda,
Descubro um arco-íris no fundo de uma paisagem,
Pequena sensação que me atravessa o corpo,
Não quero ser um espectador que nada percebe,
Caminhar pelo vale do paraíso procuro a minha senda,
E nas espadas pegam os anjos para combaterem,
O demónio que julga ser o dono do tempo,
Mas sei que nada me proíbe,
De saber que irei até fim desta empreitada,
E no final saber que o teu beijo me faz esquecer,
O negro lado que me assalta o espírito.
M.
Num raro momento que vou até aquele ermo,
De lá vejo o singular olhar de um viajante perdido,
Aqui sozinho,
Navego por entre as águas turvas de um longo dia,
Sou arredado,
Do prazer de sorrir pelo que o tempo me fez,
De um único raio que caia sobre mim eu acordo,
Fico longe,
Daquele lugar onde a vida é bela e mágica,
E que só alguns tem a sorte de lá ter acústica.
M.
Sem sabor de viver fumo mais charro,
Corre pelas veias o sangue de um desatinado,
Um eremita que na sua colina contempla,
Os desejos esquecidos numa fonte de luz,
Num pensamento temulento e acuminado,
Voando por entre as nuvens como um birro,
Joga mais uma tentativa de viver em tripla,
E num caminho perder a sua cruz.
M.
Necessito de alguém para conversar,
Um lugar onde descansar o meu sonho,
Saber que posso ouvir uma palavra especial,
Onde o meu coração avance sem medo,
Na escolha que faz ao pernoitar,
Naquela paisagem imaginada de um feito ancestral,
E ao ver o teu sorriso ficar risonho,
Para guardar em nós o nosso segredo.
M.
Louco por beijar os teus lábios,
Mel que quero sentir ao saborear,
O teu desejo de ser em mim um doce,
Quero tudo,
Um perfume que me deixe alucinado,
Um abraço que me deixe confortado,
Quero tudo,
Fazer passeios junto à orla costeira,
Fazer amor na penumbra de um luar,
Quero tudo.
M.
Bebo mais um café nesta manhã taciturna,
Tempo bandido que leva o Sol pela janela,
Lento movimento num anseio que vou desejado,
Mas que sorte é a minha para voar até ao luar,
Um dia para curar a Alma numa praia deserta,
Procuramos a esperança despida ao vento.
M.
Num sonho desenhado em tons de marfim,
Ninguém que está é preciso para ver,
Apenas tu e eu queremos tempo para saber,
Aquilo que darei até ao vento para rir,
Numa onda de calor que nos deixa sem fim,
E numa manhã primaveril deixamos florir,
O sentimento que nos leva até à exaustão.
M.
Um rio que desagua junto à orla de um sonho,
Um gesto feito no nevoeiro sorrateiro de uma manhã,
A minha vontade de querer atravessar mais este caminho,
Voltar a acreditar que esperança é uma vida sã,
Jogo mais um momento,
Atiro mais um beijo,
Levo até a mim o som de uma cascata desnudada,
Corro em direção à vereda para de lá ver mais um encanto,
E deixo-me cair no espaço vazio de uma loucura.
M.
Sem controlo ou sem destino assim sou eu,
Apenas tenho comigo a vontade de ser,
Um peregrino sem destino que procura,
Um caminho nunca antes percorrido,
Sabendo que combato os demónios caídos,
De um céu que não foi pintado de azul,
E na esperança lanço mais uma pedra,
No lago das mágoas perdidas para encontrar,
O lugar onde serei mais um pedinte.
M.
Flores de inverno que se abrem neste caminho,
Apenas loucos que passam pela avenida,
No vento o pó de quem apenas quer ser,
Não querer ver o infinito de um sonho,
Ou simplesmente abraçar um destino,
Para um dia voltar a encontrar a sua espada,
Que quebra as regras feitas pelo ilusionista,
Numa chama de luz ao iluminar a nossa fé.
M.
Não quero esperar por mais um dia,
Avanço sem medo perante o desafio,
No céu desenho mais um sinal,
Para em ti descobrir o meu final,
Recolho mais um desejo e em ti confio,
Que realizes na bravura da minha misericórdia.
M.
Pimenta rosa no fandango da vida,
Algodão doce na boca do desejo,
Cerveja fresca a escorrer pela goela,
Marisco vivo saboreado numa esplanada,
Beijo sentido nos lábios da minha amada.
M.
De dentro da esperança que nasce um dueto mágico,
De opostos encontramos um caminho a dois,
Sem segredos escrevo sem rimas ou sem alfabético,
Acreditar que seja de uma forma ou de outra nada é grátis,
Mas que a felicidade pode ser construída até ver,
O lugar onde a fantasia não nos pode deter.
M.
Desejos de uma noite feita de prata ao luar,
Prados vestidos de verde para nos encantar,
Surpresas que nos deixam ao som do mar,
Melodias que juntam o momento de amar,
Num destino que agora será o de mudar.
M.
Tu ó Sol que amanheces num sorriso rasgado,
Tu ó Lua que amas a prata que banha a tua costa,
Tu ó Terra que despertas por entre as florestas encantadas,
Tu ó Mar do Norte que trazes a Alma das águas celestes,
Tu ó Musa da Vida,
Tu ó Peregrino do Destino,
Encontra-me e leva-me até ao infinito.
M.
Nem escrever agora sei, Letras que me deixem sonhar, Um momento de alegria contigo, Falar de sentimentos ao luar, E deitar-me contigo na en...