desafinado

 Sento-me aqui junto à janela sozinho a imaginar,

Como serias as estrelas se fossem feitas de algodão,

Onde estaria a minha Alma se eu fosse um pedinte,

Iria eu à fonte à procura de sede de esperança,

Ou seria mais um desafinado num mundo sem ser,

E num virar de velas sopro para acreditar em ter,

Um momento de vida acontecida na memória.

M.

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