desafinado

 Sento-me aqui junto à janela sozinho a imaginar,

Como serias as estrelas se fossem feitas de algodão,

Onde estaria a minha Alma se eu fosse um pedinte,

Iria eu à fonte à procura de sede de esperança,

Ou seria mais um desafinado num mundo sem ser,

E num virar de velas sopro para acreditar em ter,

Um momento de vida acontecida na memória.

M.

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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