Cinzenta

 Cinzenta é a minha alma na solidão,

Ligo para o infinito à espera de ser atendido,

Numa amargura que me assalta vou para cima,

Agarro uma silva que se arrasta por entre os dedos,

Na boca sinto o seu amargo sabor,

Caminho mais um pouco até lá chegar,

No horizonte encontro o silêncio perdido,

Na minha voz um grito de desespero,

Não sei por onde irá o meu destino,

Reparo no pequeno Sol que espreita agora,

Pelo vale dos Deuses sagrados que despertam,

Um momento que pode iluminar este caminho,

Mas que não sei se é o certo ou o errado,

Apenas sei que fico aqui à espera de saber.

M.

 

 

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