nevoeiro.

 Passo ao largo de uma valsa iluminada,

Atravesso para o outro lado à sua procura,

Olho em frente e para os lados e nada vejo,

Sento-me e aguardo pela chuva miudinha,

Acendo o meu cachimbo e perfumo o seu ar,

Nem sei se alguma vez a verei,

Neste banco de madeira sinto o calor,

De um Sol que abre mais um dia neste desatino,

Olho novamente, e lá ao fundo, uma sombra,

Será que a vejo, ou será apenas miragem,

Caminho na sua direção e aumento a minha passada,

Sei que quero estar lá onde as gaivotas pousam,

E contigo sentir o meu caminho neste nevoeiro.

M.

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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