Passo ao largo de uma valsa iluminada,
Atravesso para o outro lado à sua procura,
Olho em frente e para os lados e nada vejo,
Sento-me e aguardo pela chuva miudinha,
Acendo o meu cachimbo e perfumo o seu ar,
Nem sei se alguma vez a verei,
Neste banco de madeira sinto o calor,
De um Sol que abre mais um dia neste desatino,
Olho novamente, e lá ao fundo, uma sombra,
Será que a vejo, ou será apenas miragem,
Caminho na sua direção e aumento a minha passada,
Sei que quero estar lá onde as gaivotas pousam,
E contigo sentir o meu caminho neste nevoeiro.
M.
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