ando.

 Ando despistado à procura de um raio teu,

Olho para ti e procuro que me digas o que ver,

Quero acreditar que tenho a força para viver,

Fazes o crepúsculo numa mão cheia de magia,

Pouco importa a geada que chega pela manhã,

Sempre que me fizeres o sinal não serei ateu,

Em vontade de abraçar mais uma cortina que desce,

Pela montanha vestida ao anoitecer.

M.

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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