rouxinol.

 Tu ó Alma que um dia saíste à rua,

Tu ó Alma que vais assim por aí nua,

De ti vejo o que é mais puro nesta passagem,

De ti procuro ser mais alguém sem bagagem,

Andas descalça sem saber que o chão traz dor,

Andas sem medo e vestida com o teu esplendor,

Não te quero magoar nas sombras do meu ser,

Não fujas de volta para o lugar onde foste amanhecer,

Sei que em ti tudo é vontade de tocar o sol,

E eu só quero estar contigo a cantar como um rouxinol.

M.

 

               

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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