Tu ó Alma que um dia saíste à rua,
Tu ó Alma que vais assim por aí nua,
De ti vejo o que é mais puro nesta passagem,
De ti procuro ser mais alguém sem bagagem,
Andas descalça sem saber que o chão traz dor,
Andas sem medo e vestida com o teu esplendor,
Não te quero magoar nas sombras do meu ser,
Não fujas de volta para o lugar onde foste amanhecer,
Sei que em ti tudo é vontade de tocar o sol,
E eu só quero estar contigo a cantar como um rouxinol.
M.
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