Amada.

 Ali vem o sol que alegra as nossas almas,

Querida anda comigo ao vale dos sonhos,

Solta um sorriso e deixa-me guiar-te,

Para lá das folhas que cobrem de ouro o chão,

Levo-te até à fonte dos desejos escondidos,

E pergunto-te,

Queres ser a minha amada?

M.

 

Ascensão.

 Não tenho jeito de fazer as coisas,

Sou um entre os vários que se atravessam,

Acredito que posso ser diferente contigo,

Não sou o estereótipo de homem bonito,

Sou apenas um movimento entre as cordas de um violino,

Transformo e quero transformar as nossas diferenças,

Acordar em ti e saber que estás lá,

E saber que te fiz feliz até ao dia da nossa ascensão.

cálice.

 Líricas construídas em cima de uma pedra nua,

Desconcerto de quem não sabe onde é o Norte,

Correntes de sangue derramado na rua,

Marasmo de não encontrar um sentido forte,

Do perfume que a vida nos traz e mostra,

Na sua efemeridade e lágrimas choradas,

E nas flores que iremos foram alcançadas,

Para depositar no cálice da nossa vida.

M.

 

 

 

 

 

pincelada.

 Numa pincelada de luz tinjo o céu de azul,

Lanço com a minha mão no ar pequenas sementes cintilantes,

Inspiro e sopro com toda a força que move este universo,

Derramo lágrimas de felicidade que cobrem esta terra,

Atiço um fogo sagrado que ilumina o caminho sombrio,

Deito-me na encosta desta montanha e vislumbro a sua beleza.

M.

 

 

 

 

primavera.

 Raios de magia que invadem o corpo despido,

Segredos que se sussurram ao teu ouvido,

Paixões que nos assaltam o medo profundo,

De saber que em cada queda uma esperança de voltar,

Num acreditar que as asas de prata são nossas,

E que o vazio se enche de canções de embalar,

Um coração que procura uma resposta para o seu caminho,

Da voz que nos ouve nas noites de amor,

E nos dias de sol que beijam os teus pés na primavera.

M.

perguntem.

 Perguntem à montanha onde está a sua força,

Percorram este riacho de água translúcida,

Olhem para o céu e perguntem às estrelas,

Que luz é essa que atravessa as névoas do tempo,

Selvagens e destímidas florestas que nos abraçam,

Na primavera perguntem de onde vem o seu perfume,

Sentimos a brisa fresca do oceano salgado,

Que nos beija os lábios num dia de inverno,

Perguntamos de onde vem a tua calma que nos assalta,

Um espírito rebelde e sem saber o sentido deste caminho,

Uma amostra de luz que pede um reflexo de tempo,

Para em si descobrir uma memória da infinidade esquecida.

M.

 

 

 

espada

 Abro os meus olhos e seguro a minha espada,

Furiosa é a vontade da luta dos heróis de vida,

Sem luz ou sombra que assaltem o feliz pobre,

Um carrasco que se perfilha para encenar o seu teatro,

Uma melodia que se ouve no fim de uma floresta encantada,

Um combate que se faz no alvorecer de uma manhã de inverno,

Cavalgo sem parar em busca da esperança perdida,

Levo comigo a força de mil de vontades,

A coragem de quem não teme o fogo desta montanha,

Para da torre libertar quem ali aprisionou a sua Alma,

E pelo aço da sua espada trespassar a escuridão do dia.

M.

 

 

 

firmeza

 Um mar de manhãs esquecidas,

Um tormento de pensar que o destino é fiel,

Uma magia que trazes contigo no teu mel,

Um acorde de violino que estreme o meu corpo,

A firmeza de saber para onde quero ir,

A certeza daquilo que não quero ter,

A ti te dou,

A mim me desafiou,

Mas temos pedras para desviar,

Que juntos acredito que iremos tirar.

M.

iremos.

 Fios de gelo que nascem ao longo das pétalas caídas,

Ramos que se desprendem do tronco vazio,

Nuvens que se dissipam no vento soprado pelo desvio,

Pernas que se cruzam no caminho sem maneiras,

Olhares de quem vê o que está ao longe,

Mensagens que se escrevem no livro do monge,

Pensamentos que atrofiam os sentimentos de quem sente,

Promessas que se fazem no alto de um monte,

Ouvidos que ouvem, mas não escutam,

Loucuras que se fazem para saber se estamos a viver,

Faces de uma moeda que nunca se conhecem,

Momentos que queremos conservar na parede do quarto,

Beijos que queremos dar na enseada de uma miragem,

Sem saber se iremos um dia ser felizes.

 M.

peregrino.

 Duas metades que tentam agora se encaixar no seu desatino,

Duas verdades que se encontram à procura do seu destino,

Duas Almas que navegam pelo azul na manta do divino,

Duas mãos que se estendem à procura do cristalino,

Duas visões que ajustam o seu pensar enquanto imagino,

Duas vontades que caminham pelo trilho do peregrino.

M.

liberdade

 Levanta-te e sorri para o dia que nasce no horizonte,

Vamos construir sonhos de algodão nas encostas deste monte,

Longe deste frenesim sem sentido que nos ofusca,

Um sentimento que escondemos dos parasitas em busca,

De nos tentarem roubar a vontade de estar em vida,

Mas a nossa força é feita nas asas da liberdade que é vivida.

 M.

viver.

 Um dia que começa sem vontade de saber,

Uma nuvem que se dissipa no horizonte de azul,

Um momento que avança pelas cordas do tempo,

Um som que surge do silêncio de quem ouve,

Um abraço que se dá sem saber se é sentido,

Um rio que atravessa montes e vales rumo à liberdade,

Um beijo que se dá para sentir o que é viver.

M.

 

 

 

 

para além.

 Nada nos pertence para além das memórias que criamos,

Tudo na vida são criações do tempo que nos absorvem,

A beleza de respirar um dia de maresia contigo é efémera,

Queremos viver para sempre no casulo que nos protege,

Voltamos ao passeio onde todos passam sem se conhecer,

Na tentativa de sermos uma mensagem escrita na pedra,

Que o sentido de tudo isto é um caminho que abraçamos,

Descobrir e voltar a perder-se em momentos de prazer,

Beijar e sentir-se tolo e sem sentido de explicar,

Porque o básico é suficiente para nos sentirmos felizes,

E no nosso sangue ficará gravado o valor da lembrança,

Que um dia foi vivida contigo.

M.

 

 

 

intensidade.

 Todo o fruto deste corpo está em ebulição,

Quero atravessar o tempo sem noção,

Que a vida é um estado de alma que se derrete,

À procura das rosas vermelhas de perfume celeste,

Dar-te a mão e correr por entre as ruas desta cidade,

Espalhar pelas esquinas e vielas a loucura da intensidade,

E inflama quando nos deitamos a fazer amor.

M. 

singrar.

 Nas lendas que outrora foram uma vida,

Nas sendas que alguém um dia desafiou,

Nas escadas que subiram até ao cimo da investida,

Nas lutas que por ti eu irei sangrar,

Sem medo ou receio que sem roupa fique,

Porque o amor assim o merece singrar.

M.

 

 

Moedas.

 Adrenalina que me sobe pela espinha acima,

Vontade de querer escalar o Evereste,

Sem espaço para a malicia ou ódio,

Quero viver sem saber que estou amarrado,

Posso perder tudo o que não cabe na minha Alma,

Mas a riqueza que levo comigo não se conta por moedas,

Esta é a verdade que custa muito entender,

Que só refletindo é que lá chegamos,

Mesmo que seja no leito da nossa morte.

M.

 

 

acolher.

Raios de sol que atravessam o espírito da vida,

Quero levar tudo à frente desta sequela,

Um papel que foi feito para estar nesta novela,

A estrada de quem luta por caminhar de forma ávida,

Por saber que ao fundo está a minha esperança,

E descansar nos dias de tempestade em segurança,

Porque os teus braços assim me acolheram.

M.

 

que loucura.

 Que lástima sou eu que nem capaz de escrever sou,

Que tristeza de vazio é o meu que nem voar consigo,

Que loucura é a minha que apenas desespero,

Que estupidez é a minha que apenas digo palavras sem nexo,

Que enfadonho sou eu que não consigo manter ninguém,

Que infeliz sou eu por não saber o caminho que devo trilhar,

Que destino é o meu se não for capaz de segurar,

Que sorte será a minha se não for capaz de distrair,

Que conforto será o meu se não for capaz de providenciar,

Que coisa sou eu?

M.

 

 

sem jeito.

 Agora é tempo de dar a volta à esquina deste quarteirão,

Tudo pode ter sido quebrado sem gratidão,

Não sei o que cada um de nós procura nesta imensidão,

Somos tão iguais e tão diferentes nesta multidão,

O caminho tem que ser seguido até à exaustão,

Esta chama que foi oferecida não é para ser ilusão,

Quero dar tudo novamente mesmo na minha brutidão,

Eu sei que sou capaz de melhorar mesmo que seja uma confusão,

Este sou eu, frio, caloroso, alegre, melancólico, bruto, um ser sem jeito.

M.

 

 

maldade.

 Maldade é um meio para me atingir,

Superação é a minha força de fugir,

Não serei refém das coisas sem valor,

Encontrei um furacão com o qual serei rebelde,

Não serei irresponsável e darei o calor,

Que o meu coração sente enquanto arde,

Na vontade de superar as ondas crispadas,

Que se dissipam quando cavalgadas.

M.

sem parar.

 Deixa-me sair deste enredo sem fim,

O tempo acabou para aquilo que foi,

Não me atinges dessa forma vil,

A minha força é maior do que pensas,

Sei ser uma pedra que atravessa o tempo,

Sem que as tempestades e inundações me façam mal,

Porque é assim a minha natureza,

Rude e bruta como uma rocha,

Mas que quando se dá é para sempre,

E quero que quem se amarrou a mim não se solte,

Deposito nesta embarcação uma nova vida,

Um momento que quero viver sem parar.

M.

tulipas.

 Olá, linda Princesa, que estás à janela,

Esvoaçam ao vento os teus cabelos que perfumam a esperança,

Aqui em baixo estou eu a olhar como lá chegar,

Pelo caminho tormentas e guerras que tenho que ganhar,

A lutar quero estar por saber que contigo irei estar,

Deitar-me ao teu lado e dizer-te as palavras do meu coração,

Acreditar que no leito da nossa cama o Amor irá acontecer,

E abraçados iremos encontrar as tulipas no nosso jardim.

M.

 

 

emergir.

 Mar que vai e vem ao nosso encontro,

Com o teu vestido azul iluminas o viajante,

Na força das tuas ondas a rocha que me prende,

O som de quem assobia a vontade de voar,

Abraças o dia e a noite na tua vontade de amar,

Na tua profundidade descobres um tesouro afundado,

Tocas ao de leve para que não desapareça no fado,

Levas-me contigo sem saber para onde ir,

E comigo eu vou para contigo de novo emergir.

M.

 

 

árvore.

Ó árvore que tudo vês e tens a força de mil anos,

Ó árvore que te renovas todos os anos para alegrar,

Ó árvore que te vestes de verde e branco todas as primaveras,

Ó árvore que amadureces os teus frutos como se fossem os primeiros,

Ó árvore que estendes os teus braços para me abraçar,

Ó árvore que me proteges nos dias de chuva,

Ó árvore que me encantas com o teu perfume de outono,

Ó árvore que me aqueces nas noites de inverno,

Ó árvore deixa-me ser como tu.

M.

 

apenas.

 Apenas tempo que passa sem vontade de ir,

Apenas vento que passa sem se sentir,

Apenas sentimento que passa sem atingir,

Apenas felicidade que passa sem emergir,

Apenas ferimento que passa sem ferir,

Apenas ilusão que passa sem desiludir,

Apenas coração que não quer desistir.

M.

 

rouxinol.

 Tu ó Alma que um dia saíste à rua,

Tu ó Alma que vais assim por aí nua,

De ti vejo o que é mais puro nesta passagem,

De ti procuro ser mais alguém sem bagagem,

Andas descalça sem saber que o chão traz dor,

Andas sem medo e vestida com o teu esplendor,

Não te quero magoar nas sombras do meu ser,

Não fujas de volta para o lugar onde foste amanhecer,

Sei que em ti tudo é vontade de tocar o sol,

E eu só quero estar contigo a cantar como um rouxinol.

M.

 

               

 

liberta

 Tormento de águas turvas e opacas,

Remoinhos que mexem e remexem por entre o vento,

Assaltos de quem nunca tem a porta aberta,

Perdição em poemas sem assento,

Inflexões em terrenos sem vinhaças,

Juventude que vai à descoberta,

Alma que fica liberta.

M.

silêncio.

 Este silêncio que me asfixia os sentimentos,

Uma paixão que quero que floresça por entre ervas daninhas,

Pêndulo que vai de um lado ao outro,

Sem saber de que lado está o abrigo,

Solidão que navega comigo por entre as ondas do atlântico,

Uma emoção que se estende e encolhe como um elástico,

Uma imensidão de nada querer fazer ou ter,

Um jorro de luz que atravessa o meu ser,

Sem saber onde deverei merecer,

As palavras que me adormecem.

M.

 

 

cansado.

 Estou cansado de nada saber ou ver,

Uma moleza que desce por este corpo vagabundo,

Sozinho eu vou para lá das montanhas de gelo,

Olho pela ravina as pessoas lá em baixo,

Caminho para cima em busca da esperança perdida,

O vento frio atravessa a minha Alma despida,

Que ser sou eu que apenas persegue uma diáspora,

Raiva de cair nesta melancolia sem motivo,

Vontade de me erguer rumo ao meu compromisso,

Que ser feliz contigo e com a vida é um lugar,

Feito de momentos e alegrias que enchem o meu coração.

M.

 

lar.

 Quero mudar este chip sem corrente,

Não consigo ouvir o que me vai na Alma,

As minhas mãos transpiram sem saber,

Aquilo que não consigo explicar de mim,

Escrevo sem saber se sei ler aquilo que digo,

Sinto um vazio sem entender o que me lava,

Quero descobrir um caminho que me leve,

Para lá dos sonhos que me assaltam o espírito,

É tempo de ir embora,

Dor é um movimento das estrelas que dançam,

Abro os meus olhos sem saber se vejo,

Deixa-me ser estúpido,

O palhaço que deixa as crianças felizes,

Ou o amigo que dá um abraço sentido,

O amante que faz amor contigo,

A loucura que se perde nos teus olhos,

O viajante que encontra o seu lar.

M.

 

 

 

loucura.

 Dias cinzentos e sem cor de vida,

Pensamentos sem fado,

Lugares que se escondem ao longe,

Sentimentos que se atropelam na estrada,

Páginas que não se escrevem ao luar,

Estarei eu a ficar louco de viver,

O fundo deste poço abafa o meu entender,

Estarei eu louco?

M.

nada vejo.

 Olho para mim e nada vejo,

Perscruto o tempo de ouvir a Alma,

E nada oiço,

Um peso que se abate nas encostas do meu desassossego,

Sentidos opostos que navegam ao vento,

Fulgor que se aprisiona dentro de mim,

Pesados os meus olhos,

Dorido o meu corpo,

Sentida a minha Alma,

Respiro com força para éter limpar o meu ser,

Azul refrescante e cintilante,

Assim serei mais puro para a vida.

M.

 

 

Dormir

 Esqueci de te dizer que estou aqui,

Ligo para a telefonista que me atende,

Alô,

Quero falar com a minha alma,

Não consigo,

Aquela hora é de reunião,

Escrevo para o livro,

Sinto,

Algo que não consigo,

Traduzir em palavras que se entendam,

Bebo mais uma vez,

Sinto o sono ao virar da esquina,

Sei que não sou normal,

Quero acreditar que posso sonhar,

Vou agora dormir.

M. 

 Luz que foge entre as estrelas,

Sombra que me invade o vazio,

Sentimento que não consigo explicar,

Tristeza que me assalta o espírito,

Melancolia que não me deixa,

Baralho que não tem cartas, 

Terra que não dá comida, 

Leva-me para lá, 

Onde o verão é bom, 

E o beijo faz sentido, 

Abraça a vida comigo, 

Tira de mim o tempo, 

Agora que somos turistas, 

Nesta viagem que não sabemos o destino, 

E longe iremos sem tristeza, 

Assim é viver. 

M. 


devora-me.

 Devora-me a Alma deste desconcerto,

Loucura que não consigo explicar,

Caminho que atravessa rios e mar,

Fuga de sorrisos que se desprendem ao vento,

Dedos que passam por entre os fios do teu cabelo,

Sentimentos que produzem adrenalina,

Amor que queremos dar e receber,

Que desatino é o meu que não entendo,

Descobrir sentido de viver e querer,

Deixa-me ser e ter contigo um momento,

Atravessar o desfiladeiro do terror,

E banhar-me nas margens da alegria contigo.

M.

voltar.

 Sentimento que nos faz entorpecer,

Vontade de fugir sem rumo ou sentido,

Não quero ter mais dor no meu coração,

Voltar a sorrir entre as nuvens que pintam a vida,

Eu sei que um dia serei algo que possa ser,

Não consigo explicar a minha escrita de fel,

Luto por ser racional e normal sem pudor,

Esses dragões que me lavam a alma,

De espada em punho desbravo esse caminho,

Sem sentido ou rumo vou sem medo,

Mas dor é dor e só contigo irei longe,

Deixa-me ser contigo um momento,

Sangrar por entre as lutas de viver,

Mas acordar ao teu lado e saber que sou feliz.

M.

deixem.

Só precisamos de luz que nos ilumine o caminho,

Vagueamos por entre as sombras das árvores,

Deixem que as crianças voltem a ser felizes,

As framboesas que deliciam o paladar de quem sabe,

Que voltar a ser feliz é uma conquista sem dor,

Deixem que as almas voltem a ser amadas,

Os campos de narcisos que despontam em flor,

As mágoas que desaparecem no rio que passa,

São momentos eternos que queremos agarrar,

Deixem que o nosso amor seja um farol.

M.

tormenta.

 Uma fuga de luz sagrada que foge pela nebulosa,

Nuvens chorosas que deitam o sangue deste suor,

Um rugido que atravessa o som deste trovão,

Uma alma triste que vagueia entre as marés,

Despido num campo de lírios ao sol,

À procura de vida que preenche o coração,

Aponta-me o caminho do lugar onde os sonhos são realidade,

Sorri para mim com as tuas faces rosadas,

E invade o meu ser para longe desta tormenta.

M.

 

mudo.

 Por entre rios e vales voa uma borboleta sem destino,

De uma semente que brota do chão até ao cimo do monte,

Ali pousa a observar a natureza como se fosse clandestino,

Busca por entre as folhas e os ramos envelhecidos o seu horizonte,

Nas suas asas a suavidade de quem estranha o seu veludo,

Afinal apenas quer voltar para o seu casulo mudo.

M.

miséria.

 Afasta-me desta miséria que é apenas sentida,

Quero insistir em fazer o impossível desta demanda,

Não tenho o sangue azul de quem comanda,

Apenas dedico a minha vontade e querer à vida,

No inferno de dante que persegue a alma desprovida,

Vamos navegar por entre os sonhos de água dissolvida,

Num pranto de lágrimas vertidas no cálice da verdade.

M.

sempre.

A vida são pequenos momentos que colecionamos ao longo da vida,

A esperança de saber viver sem mágoa ou medo é uma dádiva,

Escolher e saber encontrá-los é algo que nem sempre está ao nosso alcance,

Tu tens sabido encontrar essas vivências que te preenchem o livro,

Não deves chorar o que não podes controlar ou evitar,

Lembra-te que és forte e contigo estão aqueles que querem a tua felicidade,

Abraça-me nos momentos que precisares para sentires o sentimento eterno,

Beija-me sem folego até que em ti preenchas a tua energia de alma,

Sabes que és tu que diriges o teu caminho e eu serei teu companheiro,

Sempre a dar o que conseguir para manter-te lá em cima.

M.

 

 

 

 

Letras

​Nem escrever agora sei, Letras que me deixem sonhar, Um momento de alegria contigo, Falar de sentimentos ao luar, E deitar-me contigo na en...