repouso.

 Não sei que escolhas que fiz para merecer a dor,

Que muro de pedra deslava sou eu para saber,

Ligação que nunca fui capaz de fazer ao mundo,

Sem saber se o meu destino era andar aqui,

Ou levar até ao desfiladeiro das lágrimas a minha Alma,

E lá encontrar um repouso de quem é pouco,

No diálogo que não sei articular,

Num sentimento que não se expressa,

No abraço eterno da noite infinita.

M.

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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